
Homenagem reúne ciência, patrimônio histórico e música para reconhecer pessoas e parcerias ligadas à trajetória da instituição amazônica.
Neste artigo
Entre a memória de uma casa histórica e o som de uma orquestra paraense, o Museu Paraense Emílio Goeldi será homenageado nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, no Theatro da Paz, em Belém. A cerimônia marca os 160 anos da instituição, fundada em 6 de outubro de 1866, e reúne representantes da comunidade científica, parceiros, autoridades, servidores, aposentados e demais colaboradores que participam da construção do legado do museu na Amazônia.
A programação começa às 19h30, com a solenidade de abertura. Às 20h, a Amazônia Jazz Band sobe ao palco para o concerto comemorativo. O evento é promovido pelo Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, e pelo Theatro da Paz, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil.
Semana Mundial do Espaço 2026: tema, datas e como participar
Antes do sol nascer, tratadores alimentam 4 mil animais e mantêm viva a rotina do Museu Goeldi
Museu Goeldi completa 160 anos, abre Parque de graça, reúne acervo de 4,5 milhões e leva concerto ao Theatro da Paz
Uma homenagem que liga ciência, música e patrimônio
A escolha do Theatro da Paz acrescenta uma dimensão histórica à celebração. Inaugurado em 1878, o espaço foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco, em julho de 2026, como patrimônio cultural da humanidade, em candidatura conjunta com o Teatro Amazonas, no conjunto denominado “Teatros da Amazônia”.
O palco também aproxima duas instituições que ajudam a contar a história cultural e científica de Belém. De um lado está o Museu Goeldi, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e dedicado à pesquisa, à formação e à divulgação científica na região. Do outro, o Theatro da Paz, um dos principais espaços culturais do Pará.
Fundada em 1994, a Amazônia Jazz Band completa a homenagem pela via da música. A orquestra é reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Belém pela Lei nº 10.292/2026. A apresentação, portanto, não funciona apenas como atração artística, mas como encontro entre diferentes formas de preservar e transmitir a identidade amazônica.
O prédio que preserva a memória dos primeiros diretores
O apoio suíço ao aniversário do Museu Goeldi também está relacionado a uma obra em andamento no Parque Zoobotânico, no bairro de São Brás. A antiga residência do naturalista suíço Emílio Goeldi, conhecida como Casa Goeldi, passa por um projeto de restauração e requalificação com participação da Embaixada da Suíça, da Secretaria de Estado da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará, de empresas privadas e dos institutos Peabiru e Pedra.
Construída no estilo “Rocinha”, a casa serviu de moradia para os primeiros diretores do Museu Goeldi. Entre eles estão Emílio Goeldi, Jacques Huber e Emília Snethlage. A preservação do imóvel recupera uma parte material da trajetória da instituição e cria condições para que o espaço tenha uma função voltada ao presente.
Quando concluída, a Casa Goeldi será dedicada ao diálogo, à cooperação e à capacitação com povos indígenas, pessoas quilombolas, comunidades ribeirinhas e outros grupos tradicionais. A destinação segue a Portaria MPEG nº 503, de 13 de abril de 2026. As obras estão em andamento e devem prosseguir ao longo de 2027.
De Ferreira Penna a Emília Snethlage
A história do museu começou com o trabalho de Domingos Soares Ferreira Penna, pesquisador brasileiro nascido em Minas Gerais e primeiro diretor da instituição, entre 1871 e 1888. A organização científica e administrativa ganhou novo impulso durante a gestão de Emílio Goeldi, que esteve à frente do museu de 1894 a 1907.
Nas primeiras décadas do século 20, o Museu Goeldi também foi dirigido por Jacques Huber, entre 1907 e 1914, e por Emília Snethlage, entre 1914 e 1921. Alemã, Snethlage foi a primeira mulher a dirigir um instituto científico na América do Sul, um marco que amplia a importância histórica da instituição para além da pesquisa realizada em suas coleções e áreas de campo.
Segundo o Museu Paraense Emílio Goeldi, a instituição foi fundada em 6 de outubro de 1866, em Belém, e se tornou a unidade de pesquisa mais antiga da Amazônia. Ao completar 160 anos, a programação procura destacar não somente os nomes associados à direção, mas também o trabalho cotidiano de servidores, bolsistas, terceirizados, aposentados e parceiros.
O que muda com a restauração da Casa Goeldi
A recuperação do edifício histórico amplia o uso do patrimônio do Museu Goeldi para atividades de cooperação e formação. A proposta também desloca o foco da preservação arquitetônica para a criação de um espaço de escuta e articulação com comunidades que mantêm conhecimentos e modos de vida fundamentais para compreender a Amazônia.
Essa conexão é especialmente significativa para Belém, cidade onde o museu mantém o Parque Zoobotânico e desenvolve ações de pesquisa, educação e visitação. Para o público paraense, a Casa Goeldi representa uma possibilidade de aproximar um patrimônio científico centenário de debates atuais sobre participação social, diversidade cultural e produção de conhecimento na região.
A restauração ainda relaciona a cooperação entre Brasil e Suíça à própria formação histórica do Museu Goeldi. Emílio Goeldi foi um dos pesquisadores estrangeiros que contribuíram para a organização da instituição, e sua antiga residência permanece como vestígio concreto desse período.
Horários e participação na cerimônia
A abertura do evento está marcada para 19h30, no Theatro da Paz, localizado na Avenida da Paz, na Praça da República, sem número, no bairro da Campina, em Belém. A apresentação da Amazônia Jazz Band começa às 20h.
O concerto é destinado ao corpo técnico-científico do Museu Goeldi, colaboradores terceirizados, aposentados, parceiros e autoridades. Antes da solenidade, às 18h30, representantes das instituições envolvidas participarão de uma conversa com a imprensa.
Com a continuidade das obras da Casa Goeldi ao longo de 2027, os próximos passos da celebração dos 160 anos do Museu Goeldi permanecem ligados à preservação do patrimônio e à ampliação do diálogo da ciência com as comunidades amazônicas.
Com informações do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Serviço
- Evento: Concerto comemorativo dos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi
- Data: 15 de outubro de 2026, quinta-feira
- Local: Theatro da Paz, Avenida da Paz, Praça da República, Campina, Belém
- Horários: 19h30, solenidade de abertura; 20h, apresentação da Amazônia Jazz Band
- Público: corpo técnico-científico do Museu Goeldi, parceiros e autoridades
Mais Lidas
- Círio de Nazaré: a fé que move 2,6 milhões de pessoas pelas ruas de Belém
- Histórias contadas em promessas e pedidos revelam a fé dos romeiros no Círio
- Expopará 2026 celebra 75 anos da pecuária paraense com inovação e negócios
- Horário de verão 2026 vai voltar? O que diz o governo
- Dia do Professor 2026 é feriado? 15 de outubro cai na quinta
O Google lançou as Fontes Preferenciais: você escolhe os veículos que aparecem com prioridade. Adicione o Pará+ e garanta a nossa cobertura sempre em destaque.
⭐ Adicionar Pará+ como Fonte PreferencialComo funciona em 3 passos:
- Pesquise qualquer assunto no Google
- Toque no ⭐ ao lado de “Principais Notícias”
- Busque Pará+ e marque a caixa — pronto!




