
A Semana Mundial do Espaço é uma celebração anual, criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1999, que reúne eventos sobre ciência e tecnologia espacial de 4 a 10 de outubro. Em 2026, o tema é “Rocket Revolution” (“Revolução dos Foguetes”), segundo o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA).
Neste artigo
A edição de 2026 termina em 10 de outubro. Em 2025, segundo o UNOOSA, foram 50 mil eventos em 102 países, e qualquer pessoa pode participar.
O que é a Semana Mundial do Espaço e por que vai de 4 a 10 de outubro
Segundo a ONU, a semana celebra a contribuição da ciência e da tecnologia espaciais para a humanidade. Ela nasceu da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre a Exploração e os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (Unispace III), realizada em Viena em 1999, que recomendou criar uma semana mundial do espaço. A Assembleia Geral formalizou a data naquele ano, pela resolução 54/68, de 6 de dezembro de 1999.
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As datas lembram dois marcos. Em 4 de outubro de 1957, foi lançado o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da Terra, que abriu a Era Espacial. Em 10 de outubro de 1967, entrou em vigor o Tratado do Espaço Exterior, que estabeleceu princípios para a exploração e o uso pacífico do espaço.
O tema de 2026: Revolução dos Foguetes
O tema muda a cada ano e é escolhido pelo conselho de diretores da World Space Week Association (WSWA), associação que mantém o site oficial da semana, segundo a ONU. Para 2026, a escolha foi “Rocket Revolution”.
O UNOOSA explica que, por muito tempo, lançar algo para além da Terra foi algo reservado a um número relativamente pequeno de programas espaciais nacionais. Isso está mudando: avanços na tecnologia de lançamento ampliam o número de países, organizações e pessoas com acesso ao espaço, entre eles empresas comerciais de lançamento, equipes universitárias, startups e novos atores nacionais, além dos foguetes reutilizáveis.
O texto do UNOOSA ressalta que acesso ao espaço vai além do lançamento: inclui conhecimento, habilidades, infraestrutura e oportunidades de usar tecnologias espaciais. Países não precisam ser potências espaciais para participar, e mais acesso pode formar especialistas locais e abrir soluções para problemas na Terra, como monitorar lavouras, responder a desastres e entender as mudanças climáticas.
Aarti Holla-Maini, que dirige o UNOOSA, afirmou em texto divulgado pela ONU em 6 de outubro de 2026 que mais acesso traz mais responsabilidade e exige mais cooperação internacional.
Brasil no espaço: o que a AEB e o Inpe mostram
Até 8 de outubro de 2026, as páginas iniciais da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) não listavam uma programação própria da Semana. Ambas divulgam, porém, fatos ligados ao tema do ano.
O primeiro é o projeto AEB Escola em Órbita, iniciativa do Ideia Space em parceria com a AEB. Em notícia de 30 de setembro de 2026, a agência informou que 100 estudantes de escolas públicas de Sorocaba (SP) e Fortaleza (CE) montaram, programaram e definiram as missões dos satélites educacionais EduSat-2 e EduSat-3. Segundo a AEB, os dois seguiriam juntos na missão Transporter-18, a partir da base de Vandenberg, na Califórnia, com lançamento previsto para 1º de outubro. A notícia da agência é anterior à data e não informa o resultado do lançamento.
O segundo é o Amazonia-1, que o Inpe descreve como o primeiro satélite totalmente nacional de observação da Terra. Ele foi lançado em 28 de fevereiro de 2021, de Sriharikota, na Índia, e completou mais de 26 mil órbitas em cinco anos. Sua câmera WFI cobre mais de 2 milhões de km² em 7 minutos, e as imagens são gratuitas no catálogo do Inpe. O Amazonia-1B está em integração, com contrato de lançamento assinado em janeiro de 2026 e voo previsto para 2027, em Kourou, na Guiana Francesa, no foguete Vega-C.
O terceiro é o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. A AEB o situa a 2°18′ ao sul da linha do Equador e destaca sua posição geográfica estratégica e privilegiada.
Como participar da Semana Mundial do Espaço
O UNOOSA afirma que não há um jeito único de participar. É possível ir a um evento, organizar uma atividade na escola ou na universidade, visitar um museu ou centro de ciência, convidar um especialista para falar ou usar a semana para aprender algo novo sobre o espaço.
Quem organiza um evento deve cadastrá-lo em worldspaceweek.org, onde fica o mapa global de eventos da WSWA. Em 2026, a associação convida escolas, famílias, clubes e comunidades a lançar foguetes entre 4 e 10 de outubro, com atividades simples descritas em seu kit: foguetes de balão, de bicarbonato de sódio com vinagre e de pisão. Para a versão com vinagre, o kit pede lançamento ao ar livre, óculos de proteção, supervisão de adultos e cuidado para nunca apontar o foguete para pessoas, animais ou objetos.
Entenda
- UNOOSA: Escritório da ONU para Assuntos do Espaço Exterior, secretaria do Copuos, o principal fórum multilateral de governança do espaço.
- Tratado do Espaço Exterior: acordo em vigor desde 10 de outubro de 1967 com os princípios básicos para a exploração e o uso pacífico do espaço.
- WSWA: World Space Week Association, que escolhe o tema anual e mantém o mapa global de eventos.
Perguntas frequentes
O que é a Semana Mundial do Espaço?
É a maior celebração anual do espaço no mundo, de 4 a 10 de outubro, criada pela Assembleia Geral da ONU em 1999 (resolução 54/68) para celebrar a contribuição da ciência e da tecnologia espaciais.
Qual é o tema da Semana Mundial do Espaço 2026?
“Rocket Revolution”, ou “Revolução dos Foguetes”, sobre como foguetes reutilizáveis, empresas, universidades, startups e novos países ampliam o acesso ao espaço, segundo o UNOOSA.
Por que a Semana vai de 4 a 10 de outubro?
Porque 4 de outubro marca o lançamento do Sputnik 1, em 1957, e 10 de outubro marca a entrada em vigor do Tratado do Espaço Exterior, em 1967.
Como participar no Brasil?
Qualquer pessoa pode participar. Quem organiza uma atividade deve cadastrá-la em worldspaceweek.org.
O que fazer a seguir
Ainda dá tempo de entrar na Semana, que vai até 10 de outubro: uma atividade simples em sala de aula, como um foguete de balão, pode ser cadastrada em worldspaceweek.org para entrar no mapa de eventos. Para acompanhar o que o Brasil faz no setor, vale consultar as notícias da AEB e do Inpe, e as imagens gratuitas do Amazonia-1 no catálogo do instituto.
Com informações do UNOOSA, da ONU, da World Space Week Association, da Agência Espacial Brasileira e do Inpe.
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