
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 19 de outubro de 2026, a apreensão de lotes falsificados de dois medicamentos: o Dysport, neuromodulador à base de toxina botulínica usado em procedimentos estéticos e tratamentos médicos, e o Keytruda (pembrolizumabe), indicado para vários tipos de câncer. Os produtos desses lotes não podem ser vendidos, distribuídos nem usados.
Neste artigo
Quais são os lotes
- Dysport (toxina botulínica): lote 025155, segundo a Resolução 4.090/2026;
- Keytruda 100 mg/4 mL (pembrolizumabe): lotes Z005197 e Z012354, segundo a Resolução 4.105/2026.
Como a falsificação foi descoberta
No caso do Dysport, a empresa que detém o registro, a Beaufour Ipsen Farmacêutica, comunicou à Anvisa que unidades do lote 025155 tinham características diferentes das do produto original. Segundo a empresa, a data de validade estava incorreta, o frasco tinha formato diferente do verdadeiro e o código de barras correspondia a outro lote, o W26232. A caixa também apresentava problemas no rótulo.
No caso do Keytruda, a fabricante Merck Sharp & Dohme identificou no mercado unidades dos lotes Z005197 e Z012354 com características diferentes das do medicamento original. A suspeita é de falsificação.
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Por que isso é perigoso
Um medicamento falsificado pode não ter o princípio ativo, ter a dose errada ou conter substâncias contaminadas. No caso da toxina botulínica, aplicada no rosto e em outras regiões do corpo, o risco inclui reações graves e efeitos inesperados. No caso de um remédio contra o câncer, um produto falso pode significar tratamento sem efeito para um paciente que depende dele.
Como conferir antes de usar
- Antes de um procedimento com toxina botulínica, peça para ver a caixa e o frasco do produto e confira o número do lote.
- Compare o número com os lotes citados nas resoluções da Anvisa e nos alertas publicados no portal da agência.
- Desconfie de preço muito abaixo do mercado e de venda por redes sociais ou aplicativos de mensagem.
- Exija nota fiscal e prefira clínicas e farmácias regularizadas na vigilância sanitária.
- Para medicamentos de câncer comprados ou recebidos, confira o lote com a farmácia ou o hospital e, em caso de dúvida, procure o fabricante.
Se você usou ou tem um produto desses lotes
- não use o produto e guarde a embalagem;
- procure o médico responsável e relate qualquer reação;
- comunique a vigilância sanitária do município ou do estado;
- notifique a Anvisa pelos canais da agência.
O que são esses medicamentos
O Dysport é um dos produtos à base de toxina botulínica registrados no Brasil. Ele é usado em procedimentos estéticos, para suavizar rugas de expressão, e em tratamentos médicos, como espasmos musculares. A aplicação deve ser feita por profissional habilitado, com produto de procedência conhecida.
O Keytruda (pembrolizumabe) é um imunoterápico, um remédio que ajuda o sistema de defesa do corpo a combater células do câncer. É usado no tratamento de diversos tipos de tumor e tem alto custo, o que o torna alvo de falsificadores.
Cuidado com compras pela internet
Medicamentos injetáveis, como a toxina botulínica e os remédios de câncer, não devem ser comprados por redes sociais, sites sem identificação ou vendedores informais. Além do risco de falsificação, esses produtos exigem transporte e armazenamento em temperatura controlada. Fora dessas condições, mesmo um produto verdadeiro pode perder o efeito.
Perguntas frequentes
Todo Dysport está proibido?
Não. A medida vale para o lote 025155, identificado como falsificado.
Quais lotes do Keytruda foram apreendidos?
Os lotes Z005197 e Z012354 do Keytruda 100 mg/4 mL.
Como saber se um medicamento é falso?
Confira lote, validade, embalagem e nota fiscal e consulte os alertas da Anvisa. Diferenças no frasco, no rótulo ou no código de barras são sinais de alerta.
A medida vale para todo o país?
Sim. As resoluções da Anvisa publicadas no Diário Oficial da União valem em todo o território nacional.
Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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