
Acordo entre Instituto Amazônia+21 e SENAI/PA quer qualificar mão de obra e levar à região a produção que hoje está concentrada no Sul e no Sudeste.
Neste artigo
Um laboratório em Bragança, no nordeste do Pará, vai receber um protótipo de casa popular feita com madeira nativa da Amazônia, e trabalhadores da construção civil devem ganhar um curso específico para aprender a erguer esse tipo de moradia. A medida vem de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Instituto Amazônia+21 (IAMZ+21) e o SENAI/PA, que prevê a criação de um itinerário formativo em construção com madeira engenheirada amazônica.
O acordo integra o Morar Amazônico, projeto do instituto em parceria com a Caixa Econômica Federal, por meio do Fundo Socioambiental (FSA).
Proteção veicular não pode negar cobertura porque o acidente foi avisado depois de 30 minutos, decide STJ
Teleperícia do INSS: Pará tem 41 agências com perícia por vídeo; veja como agendar
Encomendei um bolo e veio diferente do combinado: o que diz o Código de Defesa do Consumidor e como pedir o dinheiro de volta
O que o acordo prevê
A cooperação reúne três frentes de trabalho:
- produção de um itinerário formativo especializado em construção civil com madeira engenheirada;
- adaptação de tecnologias da construção civil à realidade amazônica;
- construção e validação de um protótipo habitacional com madeira nativa, no laboratório do SENAI/PA em Bragança.
Datas de início das turmas, número de vagas e forma de inscrição ainda não foram divulgados. Quando houver abertura, as informações devem ser divulgadas pelas instituições envolvidas.
Por que a Amazônia é o lugar do teste
Segundo a Fundação João Pinheiro, com base na Pnad Contínua/IBGE 2023, a Região Norte tem as maiores taxas regionais do País em dois indicadores: déficit habitacional relativo de 11,9% e inadequação de domicílios de 74,5%. Os dados constam nos levantamentos Déficit Habitacional no Brasil 2023 e Inadequação de Domicílios no Brasil 2023.
Ao mesmo tempo, a maior parte da madeira produzida na região segue para produtos de baixo ou médio grau de beneficiamento. As indústrias de madeira engenheirada, que transformam a matéria-prima em painéis e elementos estruturais, estão concentradas no Sul e no Sudeste.
Na prática, a floresta fornece a matéria-prima, mas boa parte do valor agregado é gerado fora da região. O Morar Amazônico tenta inverter essa lógica a partir de uma demanda concreta: a falta de moradia adequada.
A aposta em habitação e emprego local
O projeto busca criar e validar soluções construtivas para habitações de interesse social adaptadas às características ambientais, culturais e sociais da Amazônia. A proposta é usar a demanda por moradia para fomentar uma cadeia produtiva da construção civil baseada em madeiras nativas manejadas de forma responsável.
Para o presidente do Instituto Amazônia+21, Marcelo Thomé, o quadro mostra uma oportunidade de agregar valor à madeira dentro da própria região.
“Quando falamos em desenvolvimento da Amazônia, precisamos pensar em soluções que respondam às necessidades das pessoas e, ao mesmo tempo, sejam capazes de gerar oportunidades no próprio território. A habitação tem esse potencial. Podemos atender a uma demanda real da população e, a partir dela, estimular tecnologia, qualificação profissional, agregação de valor e uma nova capacidade produtiva na região”, afirma Thomé.
O diretor regional do SENAI/PA, Dário Lemos, destacou o papel da formação profissional na iniciativa.
“Para o SENAI, é uma satisfação poder apoiar uma iniciativa que une inovação, desenvolvimento industrial e sustentabilidade. A madeira engenheirada abre novas possibilidades para a indústria e para a formação de profissionais na Amazônia. Nosso papel é contribuir para que conhecimento, tecnologia e qualificação estejam a serviço de soluções adequadas à nossa realidade e que possam ganhar escala no futuro”, destaca Dário Lemos, diretor regional do SENAI/PA.
Quem está por trás da iniciativa
O Instituto Amazônia+21 é uma iniciativa da CNI e das Federações da Indústria da Amazônia Legal. Atua como elo entre capital e território, estruturando negócios sustentáveis e atraindo investimentos por meio da Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), com a floresta em pé como ativo produtivo.
O SENAI integra o sistema da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), que reúne ainda SESI, IEL e outras estruturas de apoio à indústria paraense.
O que vem a seguir
O primeiro passo concreto será o desenvolvimento do itinerário formativo e a construção do protótipo em Bragança, que servirá para validar a tecnologia antes de qualquer expansão. Se o modelo funcionar, o SENAI/PA afirma que a ideia é que as soluções possam ganhar escala no futuro.
Dúvidas comuns
Quem poderá fazer o curso?
O público e os critérios ainda não foram divulgados. O curso será voltado à formação profissional para a construção civil com madeira engenheirada.
Onde será construído o protótipo?
No laboratório do SENAI/PA em Bragança, no Pará.
O que é madeira engenheirada?
É a madeira processada industrialmente em painéis ou peças estruturais, com maior grau de beneficiamento do que a madeira serrada comum.
Com informações de Instituto Amazônia+21 e SENAI/PA.
Mais Lidas
- Arraial do Pavulagem leva ritmos amazônicos às ruas de Marabá durante o Círio
- Solar Coca-Cola abre 117 vagas no Pará para alta temporada, com 29 contratos temporários
- 63ª edição do Circular ocupa o Centro Histórico de Belém com arte, música e patrimônio
- PRIMEIRO CONCURSO DE QUEIJO DO MARAJÓ PREMIA PRODUTORES DURANTE A EXPOPARÁ 2026
- Saúde Animal em Belém: Ações de Imunização e Assistência Gratuita Reforçam a Proteção Contra a Raiva
O Google lançou as Fontes Preferenciais: você escolhe os veículos que aparecem com prioridade. Adicione o Pará+ e garanta a nossa cobertura sempre em destaque.
⭐ Adicionar Pará+ como Fonte PreferencialComo funciona em 3 passos:
- Pesquise qualquer assunto no Google
- Toque no ⭐ ao lado de “Principais Notícias”
- Busque Pará+ e marque a caixa — pronto!




