O Governo do Estado do Pará deu início recentemente 15/01, à obra de requalificação da BR-316, que vai promover uma mudança radical naquela que é considerada como a principal via de entrada e saída da capital paraense. Inicialmente, os trabalhos – que se estenderão por um trecho de 10,8 quilômetros, do Entroncamento até Marituba, e envolverão também a implantação de pistas exclusivas para os ônibus, o chamado BRT Metropolitano – vão priorizar a remoção das interferências (como postes e redes mantidas pela concessionária de energia elétrica e empresas de telecomunições) localizadas próximas aos pontos escolhidos para a construção das 13 estações de passageiros e das onze passarelas de pedestres. Também será realizado o início da implantação dos terminais de integração de Ananindeua, Marituba e do Centro de Operações de todo o sistema, a ser erguido na avenida Augusto Montenegro, ao lado da sede do Comando Geral da Polícia Militar do Pará.

A realização da licitação para contratação da empresa executora da obra e a assinatura da ordem de serviço foram realizados ainda na gestão passada. A demora no início da intervenção, no entanto, acabou fazendo com que a atual administração estadual precisasse refazer o cronograma da obra, que tem duração prevista de 19 meses.

O governador Helder Barbalho apresentou o planejamento das ações para a imprensa; vereadores dos municípios envolvidos (Belém, Ananindeua e Marituba); deputados estaduais e federais e entidades representativas dos setores que serão diretamente afetados pelos trabalhos na BR-316, como indústria, comércio e alimentação.

Segundo Helder, o Governo do Pará já está tomando uma série de medidas para minimizar os impactos que uma obra desse porte certamente trará para toda a população da Região Metropolitana de Belém (RMB). Neste primeiro momento, o governador autorizou que a Secretaria de Estado de Transportes (Setran), com recursos próprios do tesouro estadual, diminua o canteiro central da BR-316, alargando as faixas destinadas ao tráfego de veículos e, assim, permitir mais fluidez no trânsito no momento em que começarem as intervenções nas pistas de rolamento.

Além disso, foi determinado à empresa construtora, a Odebrecht, que evite trabalhos mais densos no período chuvoso, como a construção de valas ou implantação de drenagem profunda. “Por isso, neste momento, vamos priorizar a construção dos terminais, passarelas, estações de passageiros e centro de operações, o que não trará ainda tanto impacto para o tráfego de veículos”, destacou.

Restrições

O governador também anunciou que, a partir do próximo dia 1° de fevereiro, será restringido o horário de entrada e saída de caminhões e carretas na rodovia, para evitar que nos momentos de pico haja um conflito ainda maior com o transporte coletivo e particular. Esse tipo de veículo estará, portanto, proibido de circular na BR-316 no período que vai das 7 às 10 horas e das 17 às 21 horas.

Modal hidroviário

Como alternativa a isso, o chefe do Executivo estadual se comprometeu a fortalecer o modal hidroviário, viabilizando e facilitando o translado de cargas por balsa desde a Alça Viária até os portos de Belém. “A Sefa (Secretaria de Estado de Fazenda) já me autorizou e nós vamos fazer, especificamente para esse período, a diminuição ou até mesmo a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o traslado das balsas que saem do Arapari rumo à Belém e Região Metropolitana, com o compromisso de isso ser repassado para o valor do ticket do serviço de balsa”, explicou.

Retornos

Desde sexta-feira (18/01), o Departamento de Trânsito do Estado (Detran-PA) começou a fechar os retornos existentes ao longo desse trecho da BR-316, além de, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Setran, buscar isolar uma faixa exclusiva para os ônibus que transitam em frente ao shopping Castanheira e, também, às proximidades da sede da Prefeitura de Ananindeua, dois pontos considerados críticos para a fluidez do trânsito na rodovia. “É uma obra absolutamente necessária e vital para que possamos ter um novo tempo de organização do transporte e do trânsito na Região Metropolitana. Quero, desde já, pedir desculpas à sociedade pelos transtornos que esta obra vai causar, dada a sua complexidade e todas as intervenções que serão feitas. Mas também asseguro que estamos trabalhando em várias frentes para que esses impactos sejam os menores possíveis”, pontuou.

Primeira estação

Além da remoção das interferências, como citado anteriormente, a empresa executora da obra já começou o trabalho de construção da primeira estação de passageiros e posterior passarela de pedestres, à altura do quilômetro seis da BR-316, às proximidades do seminário Pio X. É importante, portanto, que a população que circula por essa área esteja atenta às placas e sinalizações que lá estão sendo implantadas.

A apresentação também contou com a participação do vice-governador do Estado, Lúcio Vale; do diretor-geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), Eduardo Ribeiro; do secretário de Estado de Transporte, Pádua Andrade; do diretor-geral do Detran, João Guilherme Macedo; de representantes da Polícia Rodoviária Federal; de técnicos da Odebrecht, empresa responsável pela obra; do prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro; do vice-prefeito de Marituba, João Batista, além de vereadores, deputados, empresários e sociedade em geral.