
Mais de 850 mil pessoas podem ser salvas até 2035 com tratamento preventivo de tuberculose. A informação é de um estudo publicado nesta terça-feira, na revista britânica The Lancet.
Cerca de 25% da população mundial está infectada e corre o risco de desenvolver a doença ativa, que causa complicações graves.
Contato domiciliar
A Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda o tratamento preventivo da tuberculose para aqueles com maior risco de infecção, incluindo quem tem contato domiciliar com um paciente e pessoas vivendo com HIV.
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O estudo, de coautoria de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, do Aurum Institute e do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, Unitaid, também indicou que 700 mil das vidas que podem ser salvas seriam de crianças.
Os pesquisadores enfatizam ainda a importância de combinar estratégias de rastreamento de contatos com medidas de prevenção. Eles destacam que essa abordagem é muito econômica e efetiva no ambiente familiar.
O impacto foi particularmente alto entre crianças menores de cinco anos, que correm maior risco de morte.

Tratamentos curtos
Os autores consideram que embora tenha havido progresso na prevenção da tuberculose entre as pessoas que vivem com HIV, é preciso focar em manter os membros da família, especialmente as crianças, livres da doença quando um dos pais é contaminado.
A Unitaid destaca que novos regimes de tratamento preventivo podem eliminar a infecção antes que ela se transforme em doença ativa. Existem opções curtas, como o 3HP, um regime de tratamento tomado uma vez por semana durante 12 semanas, e o 1HP, um tratamento diário que dura um mês.
Negociações lideradas pela Unitaid, pelo Instituto Aurum e parceiros reduziram o preço desses tratamentos em mais de 70 % desde 2017.
Ampliação massiva
O objetivo do estudo é fornecer evidências para a ampliação massiva do uso do tratamento preventivo da tuberculose entre os indivíduos em maior risco.
Em 2018, aconteceu a primeira Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Tuberculose. Na ocasião, foram estabelecidas várias metas de aceleração dos esforços para acabar com a doença como ameaça global à saúde. Dentre elas está a de alcançar pelo menos 30 milhões de pessoas com tratamento preventivo.
A segunda Reunião de Alto Nível acontece em setembro de 2023, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, para avaliar os progressos alcançados e definir novas estratégias de enfrentamento da doença.
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