Parque Zoobotânico celebra 131 anos com trilhas em Belém

Parque Zoobotânico celebra 131 anos com trilhas em Belém
Foto: gov.br

Programação deste sábado reúne história, ciência, biodiversidade amazônica e cultura indígena no centro da capital paraense.

Neste artigo
  1. Três roteiros para conhecer o parque
  2. Biodiversidade amazônica será destaque do Visitão
  3. Banco Karipuna integra exposição sobre peixe-serra
  4. Serviço
  5. Perguntas frequentes
Parque Zoobotânico do Museu Goeldi reúne biodiversidade, patrimônio histórico e espaços de educação científica em Belém. Foto: Woltaire Masaki/MPEG.

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi completa 131 anos neste sábado, 15 de agosto de 2026, com três trilhas guiadas para o público em Belém. A programação será realizada durante a manhã, com percursos sobre sustentabilidade, história e biodiversidade amazônica, além da possibilidade de conhecer um banco ritualístico do povo indígena Karipuna, em exposição no Aquário Jacques Huber. As atividades não exigem inscrição prévia e os grupos serão formados por ordem de chegada.

As saídas estão marcadas para 9h30, 10h e 10h30. Cada grupo poderá reunir até 30 pessoas, sem restrição de idade, e as trilhas terão duração aproximada de 45 minutos. A recepção será feita pela equipe do Núcleo de Visitas Orientadas ao Parque, logo após a bilheteria, em frente ao prédio histórico da Rocinha.

Três roteiros para conhecer o parque

A primeira atividade será a Trilha da Sustentabilidade, com início às 9h30. O percurso propõe uma reflexão sobre a convivência entre as pessoas e o meio ambiente, relacionando conservação ambiental, cultura dos povos amazônicos e manutenção dos ecossistemas.

Entre os pontos de observação estarão árvores como seringueira, samaumeira, paixiúba, cacau e açaí. O roteiro também abordará características e modos de vida de animais como o gavião-real, o urubu-rei e as tartarugas-da-amazônia. A proposta é mostrar como fauna, flora e práticas humanas estão conectadas na região.

“A trilha sobre sustentabilidade permite entender a relação entre a fauna e a flora, considerando aspectos e práticas sustentáveis”, explicou Mayara Larrys, chefe do Serviço de Educação do Museu Goeldi.

História e patrimônio em um quarteirão de Belém

Às 10h, será realizada a Trilha Histórica. O passeio vai apresentar as memórias, os prédios e os monumentos que ajudam a contar a trajetória do Museu Goeldi e do próprio desenvolvimento da pesquisa científica na Amazônia.

O público poderá conhecer os bustos dedicados a cientistas, o antigo recinto de pássaros, os postes de energia elétrica do final do século 19, a Rocinha e o Aquário Jacques Huber. Outro destaque é o Castelinho, construído em 1901. Apesar do nome, a edificação nunca foi um castelo, mas uma grande caixa d’água para os padrões da época.

“A trilha histórica aborda personagens que foram marcantes na constituição do Museu Goeldi, assim como na constituição das práticas de pesquisa e dos prédios que temos no parque”, afirmou Mayara Larrys. O espaço ocupa uma área de mais de cinco hectares e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1993.

Biodiversidade amazônica será destaque do Visitão

Com saída prevista para 10h30, a trilha Visitão terá um roteiro mais amplo sobre os animais, as plantas e a importância científica do Parque Zoobotânico. O caminho inclui a observação de espécies como onça-pintada, ariranha, gavião-real, macaco-aranha e jacaré-açu.

Os visitantes também poderão aprender sobre o papel das vitórias-régias e das samaumeiras nos ecossistemas amazônicos. Para a equipe de educação do Museu Goeldi, o percurso funciona como uma introdução à diversidade preservada no local e à importância do parque como espaço de lazer, pesquisa e formação científica.

Segundo o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Parque Zoobotânico abriga mais de 1.700 animais e 3.034 árvores em Belém, dados apresentados pela instituição em agosto de 2026.

Entenda o caso

Criado em 1895, durante a gestão do zoólogo Emílio Goeldi, o parque se tornou um dos espaços de contato com a natureza mais conhecidos da capital paraense. O Museu Goeldi completa 160 anos em outubro de 2026 e mantém, além do Parque Zoobotânico, o Campus de Pesquisa, no bairro da Terra Firme, e a Estação Científica Ferreira Penna, na Floresta Nacional de Caxiuanã.

O local também passou a integrar a memória afetiva de várias gerações de moradores de Belém. Em 1911, recebeu o Aquário Jacques Huber. Mais recentemente, em 2022, ganhou o Centro de Exposições Eduardo Galvão, ampliando as áreas de visitação e educação científica.

Banco Karipuna integra exposição sobre peixe-serra

Além das trilhas, o público poderá visitar a exposição “Ahetxiê: um tesouro da costa amazônica”, em cartaz no Aquário Jacques Huber. A mostra recebeu um banco ritualístico do povo Karipuna, levado da aldeia Santa Isabel, na Terra Indígena Uaçá, no município de Oiapoque, no Amapá.

O Ahetxiê é conhecido pela biologia como peixe-serra. Para os Karipuna, também é chamado de espadarte e é considerado um Karuana, entidade relacionada à história do povo e aos ensinamentos do ritual turé.

“O peixe Ahetxiê é um Karuana que aparece em vários momentos da nossa história. É como um dos responsáveis por ensinar o primeiro pajé a fazer o ritual do turé”, explicou Manoela Karipuna, pesquisadora e uma das curadoras da exposição.

Segundo a curadora, o banco é de uso exclusivo do pajé e ocupa o centro do espaço durante o ritual. A peça participou de atividades voltadas a crianças e adolescentes na aldeia, como parte de ações de transmissão da cultura entre as novas gerações. A exposição também reúne pinturas que mostram a presença do peixe Ahetxiê na produção artística indígena contemporânea.

Serviço

As atividades comemorativas serão realizadas no sábado, 15 de agosto, no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém. A Trilha da Sustentabilidade começa às 9h30, a Trilha Histórica às 10h e a trilha Visitão às 10h30.

Os grupos terão até 30 participantes, com atendimento por ordem de chegada. Não é necessário fazer inscrição. O ingresso custa R$ 3, com meia-entrada e gratuidades previstas em lei. O parque funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 16h.

As próximas ações de visitação e educação científica serão divulgadas pelo Museu Goeldi conforme o calendário da instituição.

Perguntas frequentes

É preciso fazer inscrição para participar das trilhas?

Não. Basta chegar ao parque e aguardar a formação do grupo, respeitando a ordem de chegada e o limite de 30 pessoas por roteiro.

Qual é o valor do ingresso?

O ingresso custa R$ 3. Há meia-entrada e gratuidades previstas em lei.

Quais animais podem ser observados durante os percursos?

Os roteiros abordam espécies como onça-pintada, ariranha, gavião-real, macaco-aranha, jacaré-açu, urubu-rei e tartaruga-da-amazônia, além de árvores e plantas amazônicas.

Com informações de Museu Paraense Emílio Goeldi.

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