
Mostra permanente em Belém reúne ciência, arte indígena, biodiversidade e conhecimentos ancestrais para revelar a riqueza natural e cultural da Amazônia.
Neste artigo
A Amazônia é um território de histórias, conhecimentos e transformações que vão muito além de suas paisagens naturais. Para apresentar essa riqueza ao público, o Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, mantém a exposição “Diversidades Amazônicas”, uma experiência que aproxima visitantes da origem da floresta, da biodiversidade e da presença dos povos que ajudaram a construir a identidade da região.
Instalada no Centro de Exposições Eduardo Galvão, dentro do Parque Zoobotânico, a mostra reúne peças de coleções científicas, manifestações artísticas e recursos interativos que permitem compreender a Amazônia sob diferentes perspectivas.
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Originalmente inaugurada em setembro de 2022, a exposição ganhou uma nova configuração em novembro de 2025, durante a COP30, ampliando as possibilidades de visitação e valorização do patrimônio natural e cultural amazônico.
Com aproximadamente 486 metros quadrados, o espaço convida moradores e turistas a uma viagem pela história da região, revelando como a natureza, a ciência e os conhecimentos tradicionais estão conectados.
Uma viagem pelas origens da Amazônia
A exposição está organizada em quatro eixos temáticos que apresentam diferentes momentos da formação e transformação do território amazônico.
O percurso começa com a origem das diversidades amazônicas, abordando processos geológicos e ambientais que contribuíram para o surgimento das paisagens e dos ecossistemas da região.
Ao longo da visita, o público conhece aspectos relacionados à expansão da biodiversidade, à presença humana e à contribuição dos povos ancestrais para a formação da Amazônia.
A mostra também apresenta o papel do Museu Goeldi na produção de conhecimento e na preservação de coleções científicas que ajudam a compreender a complexidade da floresta.
A proposta é demonstrar que a Amazônia não é um ambiente estático, mas um território que passou por transformações naturais e culturais ao longo de milhares de anos.
Povos ancestrais ajudam a contar a história da floresta
Um dos aspectos mais interessantes da exposição é a valorização da presença humana na Amazônia antes da colonização europeia.
Por meio de conhecimentos arqueológicos, históricos e antropológicos, os visitantes podem compreender como diferentes populações ocuparam o território e desenvolveram formas de convivência com os ambientes naturais.
A mostra apresenta a importância dos povos indígenas e de seus conhecimentos para a formação das paisagens, das culturas e das relações com os recursos da floresta.
Essa abordagem amplia a compreensão sobre a história amazônica, mostrando que natureza e sociedade estão profundamente relacionadas.
Arte indígena ganha destaque no espaço
Antes mesmo de entrar na exposição, os visitantes encontram uma obra do Movimento dos Artistas Huni Kuin, conhecido como Mahku.
O mural instalado no hall do Centro de Exposições é formado por dois painéis que, juntos, ocupam aproximadamente 58,9 metros quadrados.
As pinturas apresentam narrativas e cantos tradicionais do povo Huni Kuin, incluindo histórias relacionadas ao jacaré-ponte e ao surgimento da ayahuasca.
A presença da obra valoriza a arte indígena como expressão de memória, espiritualidade e conhecimento, aproximando o público de diferentes formas de compreender a Amazônia.
Ciência e conhecimentos tradicionais se encontram
A exposição reúne contribuições de áreas como arqueologia, botânica, zoologia, antropologia, paleontologia e linguística.
Esses conhecimentos dialogam com experiências e saberes de povos indígenas e comunidades tradicionais, permitindo que os visitantes compreendam a diversidade amazônica de maneira integrada.
A proposta também destaca a importância da conservação ambiental e da valorização das populações que vivem na floresta.
Ao apresentar diferentes perspectivas sobre o território, a mostra contribui para a educação científica e estimula reflexões sobre os desafios da preservação da Amazônia.
Um passeio de conhecimento no coração de Belém
Localizado na avenida Governador Magalhães Barata, no bairro de São Brás, o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi é um dos principais espaços científicos, culturais e turísticos da capital paraense.
A exposição “Diversidades Amazônicas” amplia as possibilidades de visitação, oferecendo uma experiência que combina história, ciência, arte e educação ambiental.
O público pode visitar a exposição de quarta-feira a domingo, das 9h às 16h, com atendimento da bilheteria até as 15h. Às segundas e terças-feiras, o Parque Zoobotânico permanece fechado para manutenção.
Para famílias, estudantes e turistas, o passeio representa uma oportunidade de conhecer aspectos pouco explorados da região e descobrir como diferentes formas de vida e culturas ajudaram a construir a Amazônia.
Mais do que apresentar objetos e informações científicas, a mostra convida o público a reconhecer a importância da floresta, de seus povos e dos conhecimentos que fazem da Amazônia um território de extraordinária diversidade.
Serviço
Exposição: Diversidades Amazônicas
Local: Centro de Exposições Eduardo Galvão, Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Endereço: Avenida Governador Magalhães Barata, 376, São Brás, Belém.
Dias de visitação: Quarta-feira a domingo.
Horário: Das 9h às 16h.
Bilheteria: Atendimento até as 15h.
Segunda e terça-feira: Fechado para manutenção.
Tipo: Exposição permanente.
Fotos: Flavio Contente/ Pará+
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