A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, expressou na quinta-feira (7) que as mulheres ainda enfrentam desvalorização tanto no âmbito profissional quanto social no Brasil.
Em seu discurso na sessão de quinta-feira (7), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que é celebrado na sexta-feira (8), a ministra avaliou que, mesmo após a promulgação da Constituição de 1988, a igualdade de gênero em direitos e obrigações ainda não é uma realidade para as mulheres. Cármen Lúcia ressaltou que a “construção conjunta” da sociedade, prevista pela Constituição, ainda é negada às mulheres. Ela citou os dados de violência de gênero no país e destacou que o Brasil registrou 1,7 mil feminicídios no ano anterior. Após o pronunciamento da ministra, o Supremo deu início ao julgamento de uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que visa prevenir o tratamento indigno de mulheres vítimas de crimes sexuais durante a tramitação de processos. A PGR busca evitar a desqualificação moral de mulheres que denunciam crimes sexuais.
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