Hospital Ophir Loyola amplia acesso à reconstrução mamária e a exames durante o Outubro Rosa

Hospital Ophir Loyola amplia acesso à reconstrução mamária e a exames durante o Outubro Rosa

A reconstrução mamária representa uma etapa importante para mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama. Além dos cuidados médicos, o procedimento pode contribuir para a recuperação da autoestima, da imagem corporal e da qualidade de vida após a retirada parcial ou total da mama. Em Belém, o Hospital Ophir Loyola (HOL) reforçou essa assistência durante o Outubro Rosa, com a realização de cirurgias reparadoras e a oferta de exames de imagem em duas etapas do Mutirão do Mais Especialistas, nos dias 24 e 31 de outubro.

Neste artigo
  1. Reconstrução mamária e retomada da autoestima
  2. Cuidado que considera a saúde física e emocional
  3. Exames ampliam a atenção ao diagnóstico

A mobilização disponibilizou 40 mamografias e 40 ultrassonografias, totalizando 80 exames voltados à saúde da mulher. A iniciativa também incluiu procedimentos de reconstrução mamária para pacientes que enfrentaram o câncer e aguardavam a possibilidade de realizar a cirurgia reparadora. A ação integrou uma estratégia nacional de ampliação do acesso a consultas, exames e procedimentos especializados.

Mais do que concentrar atendimentos em datas específicas, o mutirão chamou atenção para uma etapa do cuidado oncológico que nem sempre recebe a mesma visibilidade do diagnóstico e do tratamento: a reabilitação. Para muitas mulheres, reconstruir a mama significa avançar em um processo que envolve mudanças físicas e emocionais, depois de uma experiência marcada por cirurgias, terapias e acompanhamento médico.

Reconstrução mamária e retomada da autoestima

As cirurgias realizadas no hospital foram destinadas a mulheres submetidas à retirada total ou parcial da mama em decorrência do câncer. A reconstrução pode ser feita em diferentes momentos, inclusive depois da conclusão de outras etapas do tratamento, conforme a avaliação das condições clínicas de cada paciente.

A iniciativa promovida pelo Ophir Loyola chega ao oitavo ano e conta com a parceria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, por meio de sua representação regional, e da empresa Motiva, responsável pela doação dos implantes utilizados nos procedimentos.

O cirurgião plástico Luiz Fernando Barros explica que a mobilização contribui para ampliar o número de cirurgias e reduzir o tempo de espera das pacientes. A seleção considera fatores como a condição clínica, o período de espera e a disponibilidade dos exames necessários para a realização do procedimento.

A reconstrução não segue uma técnica única. Dependendo das necessidades e das condições de cada mulher, os médicos podem utilizar implantes ou tecidos do próprio corpo da paciente, retirados de regiões como o abdômen e as costas. A escolha é feita a partir da avaliação individual, considerando as características de cada caso.

O planejamento médico é fundamental para definir o momento adequado e a técnica mais indicada. Por isso, a cirurgia reparadora integra um acompanhamento especializado, que considera tanto a recuperação física quanto as necessidades de cada paciente.

Cuidado que considera a saúde física e emocional

Para o diretor clínico do Hospital Ophir Loyola, o médico Fábio Araújo, ações como o mutirão ajudam a ampliar a capacidade de atendimento e a dar continuidade à assistência oferecida às mulheres após o tratamento oncológico.

A reconstrução mamária, nesse contexto, não deve ser compreendida apenas como uma intervenção estética. Ela faz parte da reabilitação e pode representar um passo importante para mulheres que passaram por mudanças significativas no próprio corpo durante o enfrentamento da doença.

Entre as pacientes beneficiadas está Maria Rosa Carvalho Cabral dos Santos, de 53 anos, que realiza tratamento no hospital há oito anos. Depois de passar pela retirada das duas mamas, ela encontrou na cirurgia reparadora a oportunidade de iniciar uma nova etapa de sua recuperação.

A experiência também motivou Maria Rosa a transmitir uma mensagem a outras mulheres que aguardam pela reconstrução. Ela destacou a importância de manter a esperança durante o processo e lembrou que a oportunidade de realizar o procedimento pode chegar mesmo depois de um longo período de espera.

Exames ampliam a atenção ao diagnóstico

Além das cirurgias reparadoras, a oferta de 40 mamografias e 40 ultrassonografias integrou a programação do mutirão. Os exames de imagem têm papel importante na investigação e no acompanhamento de alterações nas mamas, contribuindo para a avaliação clínica e para a identificação de possíveis sinais da doença.

A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento do câncer de mama. Já a ultrassonografia pode complementar a investigação, conforme a indicação médica e as características de cada paciente. A disponibilização desses procedimentos amplia as possibilidades de acesso à assistência especializada.

A participação do Hospital Ophir Loyola no Mutirão do Mais Especialistas evidencia a importância de organizar o cuidado em diferentes etapas: da investigação diagnóstica ao tratamento e à reabilitação. No contexto do Outubro Rosa, a iniciativa reforça que a atenção à saúde da mulher não termina com o controle da doença.

Ao reunir exames e cirurgias reparadoras, o hospital também dá visibilidade às necessidades de mulheres que seguem enfrentando os efeitos do câncer de mama mesmo depois de procedimentos e tratamentos. A reconstrução, para essas pacientes, pode representar não apenas uma mudança física, mas a possibilidade de recuperar parte da relação com o próprio corpo e seguir adiante com mais confiança.

Foto: Divulgação

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