Implanon pode ficar 5 anos: Anvisa amplia o prazo do implante e libera inserção logo após o parto

Implanon pode ficar 5 anos: Anvisa amplia o prazo do implante e libera inserção logo após o parto
Foto: Vera de Kok/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Aplicador do implante contraceptivo Implanon ao lado de uma fita métrica.

O implante contraceptivo Implanon NXT poderá ficar no braço por até cinco anos, e não mais três. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (26 de outubro) a atualização da posologia do implante de etonogestrel, ampliando de três para cinco anos o período de eficácia contraceptiva de uso contínuo do mesmo implante. A agência também liberou a inserção imediatamente após o parto e imediatamente após o aborto, incluindo os de primeiro e segundo trimestres. A decisão está na Resolução RE 4.184/2026, publicada no Diário Oficial da União.

Neste artigo
  1. O que muda com os cinco anos
  2. Inserção logo após o parto
  3. Como o implante funciona
  4. Tem pelo SUS?
  5. Já tenho o implante. Posso ficar mais tempo?
  6. Perguntas frequentes

O que muda com os cinco anos

Com a nova posologia, uma única inserção passa a garantir proteção por um período mais longo, o que reduz a necessidade de procedimentos de troca. Segundo a Anvisa, a aprovação foi baseada em dados clínicos que mostraram a manutenção da eficácia e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de uso. No principal estudo apresentado, não foram observadas gestações no período estendido.

A agência lembra que autoridades regulatórias dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido já tinham ampliado a duração do implante para cinco anos.

Inserção logo após o parto

Antes, a orientação era esperar algumas semanas depois do parto para colocar o implante. Agora, ele pode ser inserido imediatamente após o parto e após o aborto. Segundo a Anvisa, a medida pode ampliar o acesso ao método e reduzir o risco de gravidez não planejada causada pela perda de acompanhamento depois da alta hospitalar. A avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que concluiu que o balanço entre benefícios e riscos continua favorável nessa nova condição de uso.

Como o implante funciona

O Implanon é uma pequena haste flexível colocada sob a pele do braço por um profissional de saúde, com anestesia local. Ele libera continuamente o etonogestrel, um hormônio sintético da classe dos progestagênios. Segundo a Anvisa, o hormônio age principalmente impedindo a ovulação e deixando mais espesso o muco do colo do útero, o que dificulta a passagem dos espermatozoides.

O implante não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Para isso, a camisinha continua sendo necessária.

Tem pelo SUS?

Sim. O implante de etonogestrel foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, pelas Portarias SECTICS/MS nº 47 e nº 48, de 8 de julho de 2025, para mulheres de 18 a 49 anos e adolescentes de 14 a 17 anos. A oferta é feita principalmente na Atenção Primária, pelas equipes de Saúde da Família.

  1. Procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro e peça uma consulta de planejamento reprodutivo;
  2. o profissional avalia se o método é indicado para você;
  3. a inserção e a retirada são feitas por profissional capacitado.

Já tenho o implante. Posso ficar mais tempo?

A nova posologia vale para o Implanon NXT. Quem já usa o implante deve conversar com o profissional de saúde que acompanha o método antes de decidir adiar a troca, para confirmar o modelo e a data em que foi colocado.

Perguntas frequentes

O Implanon agora dura cinco anos?

Sim. A Anvisa ampliou o período de eficácia do Implanon NXT de três para cinco anos de uso contínuo do mesmo implante.

Pode colocar o implante logo depois do parto?

Sim. A Anvisa aprovou a inserção imediatamente após o parto e após o aborto.

O implante protege contra IST?

Não. Só a camisinha protege contra infecções sexualmente transmissíveis.

Onde conseguir o Implanon de graça?

Nas Unidades Básicas de Saúde do SUS, para mulheres de 18 a 49 anos e adolescentes de 14 a 17 anos, após avaliação.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde.

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