
Um elevador de vidro inaugurado em julho, gratuito para estudantes, reduziu a rotina de ida e volta a cerca de 30 minutos.
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Imagine ir para a aula segurando em correntes presas à rocha, com a montanha de um lado e o vazio do outro. Era assim que cerca de vinte crianças de uma zona rural da província de Yunnan, na China, chegavam à Escola Primária de Guanzhai. Hoje, elas entram em uma cabine de vidro que sobe 288 metros em cerca de 50 segundos.
O elevador foi inaugurado em julho e fica no desfiladeiro de Nizhuhe. Com ele, o trajeto escolar de ida e volta, que consumia cerca de três horas, passou a levar aproximadamente 30 minutos.
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Uma escola no alto e um povoado lá embaixo
O problema era a geografia. A escola fica a cerca de 1650 metros acima do nível do mar. O povoado de Nizhuhe está a mais de 500 metros abaixo, e entre os dois existe uma parede rochosa quase completamente vertical.
Quem fazia o caminho a pé enfrentava desprendimentos de terra e clima severo. Nas partes mais íngremes, a única proteção eram correntes fixadas nas rochas.
Como funciona o elevador
A estrutura foi fabricada pela empresa Ningbo Hongda Elevator. Ela sobe a cerca de cinco metros por segundo, e cada cabine, toda de vidro, comporta até 81 pessoas. Do alto, os passageiros têm vista panorâmica do desfiladeiro.
Alguns veículos de comunicação chegaram a chamar a instalação de "ônibus aéreo", pela escala e pela função. Um teleférico complementa o sistema e ajuda a vencer o restante do percurso.
Segundo informações divulgadas pela Itatiaia e reproduzidas pela CNN Brasil, o conjunto reduziu o trajeto escolar a cerca de 30 minutos em Yunnan, na China, desde a inauguração em julho.
Gratuito para quem mais precisa
Estudantes e moradores dos povoados próximos não pagam para usar a estrutura. A gratuidade é o que garante que a obra cumpra o propósito de levar as crianças à escola, e não apenas de atender ao turismo, que cresce na área.
Como os visitantes também circulam pelo local, foi criada uma rota escolar independente. Assim, os pequenos não se perdem em meio aos turistas.
O que isso diz para quem vive na Amazônia
A história tem eco por aqui. No Pará, muitas crianças dependem de barcos, rabetas e estradas de terra para chegar à escola, especialmente em comunidades ribeirinhas das ilhas de Belém e do interior. A distância, como em Yunnan, nem sempre é medida em quilômetros, e sim em tempo e risco.
O caso chinês mostra que soluções de engenharia podem reduzir esse tipo de barreira quando há decisão política e conhecimento técnico. O elevador de Fuyao, como a obra é conhecida, virou símbolo disso: um problema antigo de mobilidade em geografia extrema resolvido com tecnologia atual.
Por ora, o elevador segue em operação e atende tanto os estudantes quanto os visitantes que chegam atraídos pela paisagem do desfiladeiro.
Com informações de Itatiaia.
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