
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, na quinta-feira (22 de outubro), a venda de tiras de glicemia Accu-Chek Active falsificadas que estavam sendo anunciadas na plataforma de vendas on-line Amazon. Segundo a agência, os produtos falsificados não podem ser distribuídos, importados nem utilizados. A medida está nas Resoluções RE 4.143/2026 e RE 4.147/2026, publicadas no Diário Oficial da União.
Neste artigo
Como a falsificação foi descoberta
De acordo com a Anvisa, foi a própria Roche Diabetes Care Brasil Ltda., empresa responsável pelo Accu-Chek Active, que identificou no mercado tiras reagentes com características diferentes das originais em dois anúncios. Os itens chegavam sem a embalagem externa original e traziam, em inglês, a inscrição “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que significa “destinado exclusivamente a licitações governamentais”. Ou seja, eram tiras marcadas como de venda proibida ao consumidor comum.
Quais produtos foram proibidos
A Anvisa listou os dois anúncios em que as tiras irregulares foram encontradas:
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- Tiras Accu-Chek Active com 50 unidades;
- Kit de tiras para medidor de glicemia Accu-Chek Active com 100 unidades.
A proibição vale para as tiras falsificadas. Ela não atinge o Accu-Chek Active original vendido em farmácias e distribuidores regulares, com embalagem e registro em ordem.
Por que tira de glicemia falsificada é um risco
Quem tem diabetes usa a tira no medidor para saber a quantidade de açúcar no sangue a partir de uma gota colhida no dedo. É com esse número que a pessoa ajusta a alimentação e, em muitos casos, a dose de insulina. Um produto sem origem garantida, sem controle de armazenamento ou fora das especificações pode dar leituras erradas, e uma leitura errada pode levar a decisões erradas sobre o tratamento.
Como reconhecer o produto irregular
Pelos sinais apontados pela Anvisa e pela fabricante, desconfie de tiras que:
- chegam sem a embalagem externa original, soltas ou em embalagem improvisada;
- trazem a inscrição “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER” ou outra indicação de que o produto é destinado a compras do governo;
- têm preço muito abaixo do praticado em farmácias.
Comprei. E agora?
- Não use as tiras. A Anvisa determinou que os produtos falsificados não podem ser utilizados.
- Guarde a embalagem, a nota e o comprovante do anúncio e procure a plataforma e o vendedor para pedir o reembolso.
- Se você usou as tiras e ficou em dúvida sobre os resultados, converse com a equipe de saúde que acompanha o seu tratamento antes de mudar qualquer dose.
- Denúncias sobre produtos irregulares podem ser feitas à Anvisa, pelos canais de atendimento da agência, e à vigilância sanitária do seu município.
Tiras de glicemia pelo SUS
Pessoas com diabetes que usam insulina têm direito, pela Lei 11.347/2006, à distribuição gratuita dos medicamentos e dos materiais necessários à aplicação e à medição da glicemia capilar, desde que estejam inscritas em programas de educação para pessoas com diabetes. A orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para saber como receber o material.
Suplemento NAC também foi interditado
Na mesma ação, a Anvisa determinou a interdição cautelar do lote 11-2025, com validade em novembro de 2026, do suplemento alimentar NAC (N-acetil L-cisteína), da marca Lauton, que estava à venda na plataforma Shopee. A empresa fabricante informou que se trata de lote falsificado. A venda, a distribuição e o uso desse lote estão proibidos.
Perguntas frequentes
Todo Accu-Chek Active foi proibido?
Não. A proibição atinge as tiras falsificadas identificadas nos anúncios on-line.
O que significa “Only for government tender”?
Que o produto é destinado exclusivamente a licitações governamentais e não deveria estar à venda para o consumidor.
Onde está a decisão da Anvisa?
Nas Resoluções RE 4.143/2026 e RE 4.147/2026, publicadas no Diário Oficial da União.
Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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