Quem comprou na modalidade solidária entrega a doação à CUFA Pará na entrada do Hangar, no sábado (24), e a arrecadação vai integralmente para ações sociais.
Quem vai ao show de Djavan em Belém e comprou o ingresso solidário precisa levar 2 kg de alimentos não perecíveis na bagagem. A entrega será feita à equipe da CUFA Pará na entrada do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, no sábado (24), dentro da turnê Djavanear: 50 Anos. Só Sucessos. Em troca, o público paga 45% menos que o valor do ingresso inteiro.
O que o público precisa levar
A regra é simples: a doação é a condição para usar o benefício. Quem adquiriu a modalidade solidária deve chegar com os alimentos já separados e entregá-los na porta, antes de entrar.
Quantidade: 2 kg de alimentos não perecíveis por ingresso solidário.
Local da entrega: entrada do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém.
Data: sábado, 24 de outubro.
Desconto: 45% sobre o valor do ingresso inteiro, conforme as condições da organização da turnê.
Segundo a CUFA Pará, a arrecadação será destinada integralmente a ações sociais de combate à insegurança alimentar.
Cota limitada e setores específicos
O ingresso solidário não está liberado para todo o público. A parceria entre a CUFA e a turnê prevê uma cota limitada, disponível em setores específicos. Conforme a disponibilidade, a modalidade pode aparecer até em apresentações cujos ingressos convencionais já esgotaram.
Foto: Divulgação
Os alimentos são recolhidos na entrada de cada show da turnê, o que significa que o mesmo modelo se repete em outras cidades por onde Djavan passa.
Por que a cultura entra na conta da fome
A Central Única das Favelas é uma organização social criada para atuar em comunidades de periferia. Em Belém, a CUFA Pará aproveita a presença de um dos grandes nomes da música brasileira para chegar a um público que dificilmente seria alcançado por uma campanha comum de arrecadação: milhares de pessoas reunidas no mesmo lugar e no mesmo horário.
Para o presidente da CUFA Pará, Daniel Noel, é essa a lógica da parceria.
“Uma ação como essa mostra que a música também pode mobilizar pessoas em torno de causas importantes. Cada doação representa uma oportunidade de fortalecer o trabalho social da CUFA e contribuir para que os alimentos cheguem a quem precisa. É fundamental transformar momentos de celebração em oportunidades de solidariedade”, afirma Daniel Noel.
Foto: Divulgação
O fundador da CUFA, Celso Athayde, destaca a urgência do problema.
“As necessidades da favela não param, as pessoas sentem fome, não têm o que comer e a gente tem que agir”, declarou Celso Athayde.
Como funciona na prática
Arrecadações em eventos têm uma vantagem operacional: o alimento é entregue no ato, sem depender de pontos de coleta espalhados pela cidade. Para quem doa, o custo é pequeno, dois quilos de arroz, feijão, macarrão ou outro item que não estraga. Para quem recebe, a soma de milhares de doações individuais forma um volume que faz diferença.
A iniciativa também dialoga com o trabalho do Sesc Mesa Brasil, programa de segurança alimentar que reduz o desperdício e distribui alimentos a instituições socioassistenciais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.
O que isso significa para Belém
Na Grande Belém, onde bairros inteiros convivem com a vulnerabilidade social, a ação transforma uma noite de lazer em oportunidade concreta de ajuda. Quem já tem ingresso convencional não participa do desconto, mas pode acompanhar a mobilização e procurar a CUFA Pará para contribuir de outras formas.
Os alimentos arrecadados na noite de sábado serão usados nas ações sociais da CUFA Pará, e a organização deve seguir mobilizando o público em novos eventos culturais.
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