Santarém recebe encontro de arqueologia com visita a sítios de 13 mil anos

Evento reúne pesquisadores, indígenas e estudantes para debater ocupação humana da Amazônia e valorizar patrimônio arqueológico paraense.

Neste artigo
  1. Visita aos sítios de Monte Alegre
  2. Projeto Amazônia Revelada em destaque
  3. Programação e eixos temáticos
  4. Santarém como polo de debates científicos
  5. Perguntas frequentes

Santarém vai sediar a VI Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Regional Norte (SAB Norte) entre 26 de julho e 1º de agosto de 2026. O evento, que tem como tema “Arqueologia no Berço da Diversidade”, reúne pesquisadores, estudantes e lideranças indígenas para debater a ocupação humana da Amazônia e valorizar o patrimônio arqueológico da região. Entre os destaques da programação está uma visita técnica aos sítios arqueológicos de Monte Alegre, que abrigam as pinturas rupestres mais antigas da Amazônia brasileira, com mais de 13 mil anos.

Visita aos sítios de Monte Alegre

No sábado, 1º de agosto, os participantes do encontro poderão visitar os sítios arqueológicos de Monte Alegre, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Santarém. O local possui um valor histórico inestimável, com pinturas rupestres e vestígios que ajudam a compreender os primeiros processos de ocupação humana da floresta tropical.

Segundo a organização do evento, os sítios de Monte Alegre possuem reconhecimento global, embora o complexo ainda não seja oficialmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). As evidências arqueológicas encontradas ali são consideradas fundamentais para entender como os primeiros habitantes da Amazônia se relacionavam com o ambiente.

Criado em 2001, o Parque Estadual Monte Alegre protege um conjunto de serras, cavernas, pinturas rupestres e sítios arqueológicos. O parque abriga algumas das evidências mais antigas da presença humana na floresta tropical, datando de mais de 13 mil anos.

Projeto Amazônia Revelada em destaque

Um dos destaques da programação é o projeto Amazônia Revelada, iniciativa que amplia o acesso e a valorização do conhecimento arqueológico produzido na região. O projeto articula pesquisa científica, tecnologias digitais, educação patrimonial e diálogos com povos indígenas e comunidades tradicionais.

A iniciativa se insere em um momento estratégico de fortalecimento da arqueologia amazônica e de ampliação do debate público sobre a ocupação humana da floresta ao longo de milhares de anos. O projeto contribui para desconstruir narrativas que invisibilizam a presença contínua dos povos da região e aponta outros caminhos para se pensar a floresta e o ordenamento territorial.

Programação e eixos temáticos

A VI Reunião da SAB Norte reúne pesquisadores, estudantes e lideranças indígenas e de outros povos e comunidades tradicionais em mesas-redondas, palestras, simpósios temáticos e atividades de campo. Os temas abordados incluem tecnologias cerâmicas, paisagens arqueológicas, arqueobotânica, bioarqueologia, patrimônio urbano e arqueologias indígenas.

Entre os eixos que dialogam diretamente com o projeto Amazônia Revelada estão discussões sobre mapeamento colaborativo, estruturas de terra, curadoria digital, uso de tecnologias 3D, educação patrimonial e socialização de acervos. Essas tecnologias ajudam a ampliar o acesso ao patrimônio arqueológico e a envolver comunidades locais na preservação de sua própria história.

Santarém recebe encontro de arqueologia com visita a sítios de 13 mil anos
Foto: acervo

O evento também dá destaque a atividades voltadas à socialização do conhecimento com comunidades. Projetos de educação patrimonial, museus de base comunitária e iniciativas de pesquisa colaborativa com povos indígenas e populações tradicionais fazem parte da programação.

Entenda a importância da arqueologia amazônica

A Amazônia é um dos mais ricos e complexos territórios arqueológicos do planeta. Cerâmicas, estruturas de terra, sítios funerários e paisagens modificadas revelam histórias de longa duração sobre ocupação humana, inovação tecnológica e relações com o ambiente. A VI Reunião da SAB Norte reforça a importância de preservar e valorizar esse patrimônio, que demonstra que a floresta sempre foi habitada e transformada por seus povos ao longo de milênios.

Santarém como polo de debates científicos

A escolha de Santarém como sede do evento não é casual. A cidade está estrategicamente localizada na confluência dos rios Tapajós e Amazonas, região de grande importância arqueológica. A área já foi habitada por diferentes povos ao longo de milhares de anos, deixando vestígios que ajudam a contar a história da ocupação humana da Amazônia.

Sediar a VI Reunião da SAB Norte reforça o papel do Pará e da região Oeste do estado como centros de produção de conhecimento sobre o passado amazônico. O evento também aproxima pesquisadores e comunidades locais, fortalecendo o vínculo entre ciência e sociedade.

Perguntas frequentes

Quem pode participar da VI Reunião da SAB Norte?
Pesquisadores, estudantes, lideranças indígenas e interessados em arqueologia e patrimônio cultural podem se inscrever como ouvintes pelo site do evento.

Os sítios de Monte Alegre são abertos ao público?
Sim, o Parque Estadual Monte Alegre recebe visitantes, mas é recomendável consultar informações sobre acesso e agendamento de visitas junto às autoridades locais.

Por que os sítios de Monte Alegre são importantes?
Eles abrigam as pinturas rupestres mais antigas da Amazônia brasileira, com mais de 13 mil anos, e fornecem evidências fundamentais sobre os primeiros habitantes da floresta tropical.

A VI Reunião da SAB Norte espera receber centenas de participantes e consolidar Santarém como referência nos debates sobre arqueologia amazônica. As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial.

Serviço

Evento: VI Reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Regional Norte
Tema: Arqueologia no Berço da Diversidade
Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026
Local: Santarém (PA)
Inscrições: https://www.even3.com.br/vi-reuniao-da-sab-norte-693542/

Com informações da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

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