Fogo na floresta do oeste do Pará empurra macacos e bichos-preguiça para dentro das cidades, onde rodovias, fios e cães os esperam

Fogo na floresta do oeste do Pará empurra macacos e bichos-preguiça para dentro das cidades, onde rodovias, fios e cães os esperam
Foto: Esrom Paixão Biólogo/ Zoounama" width="1280" height="960" la

Biólogo do Zoounama explica por que a fauna silvestre está aparecendo em áreas urbanas e o que fazer ao encontrar um animal.

Neste artigo
  1. O que fazer ao encontrar um animal silvestre
  2. Por que eles estão chegando às cidades
  3. Os perigos que esperam na área urbana
  4. O que isso significa para quem vive na região
  5. Dúvidas comuns

Se um macaco ou um bicho-preguiça aparecer no quintal, na rua ou na fiação perto da sua casa no oeste do Pará, a orientação é clara: não toque, não tente capturar e ligue para o Corpo de Bombeiros, no 193. A presença desses animais em áreas habitadas está ligada ao avanço das queimadas neste período de estiagem severa na Amazônia, que destrói abrigo e alimento na floresta.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre

A recomendação vem do biólogo Esrom Paixão, responsável técnico do Zoológico da Unama (Zoounama). Segundo ele, mesmo os animais que parecem inofensivos podem reagir de forma agressiva quando estão assustados ou feridos, como forma de defesa.

As orientações principais são:

  • Mantenha distância do animal.
  • Não tente capturar, tocar ou espantar.
  • Afaste crianças e animais de estimação do local.
  • Acione o resgate pelo Corpo de Bombeiros (193), pela Polícia Militar Ambiental ou pelo Ibama.

O acionamento imediato dos órgãos ambientais e de segurança pública permite que o resgate seja feito de forma adequada, sem aumentar o risco para a pessoa nem para o bicho.

Por que eles estão chegando às cidades

Segundo o biólogo Esrom Paixão, do Zoounama, a fuga de animais silvestres para áreas urbanas no oeste do Pará é uma reação direta de sobrevivência diante das queimadas, em outubro de 2026.

“Os animais que estão na região pegando fogo tendem a se afugentar para a cidade. Eles acabam invadindo áreas rurais e urbanas porque precisam encontrar abrigo e alimento”, explica o biólogo.

Macacos e bichos-preguiça estão entre as espécies que mais costumam aparecer em locais habitados. Sem a copa das árvores, que serve de moradia e de fonte de comida, eles seguem para onde ainda encontram vegetação, sejam sítios, praças ou quintais.

Os perigos que esperam na área urbana

Fora da mata, o ambiente é hostil para quem não o conhece. O biólogo cita três ameaças principais:

  • Atropelamentos em rodovias e ruas.
  • Choques na rede elétrica, risco especial para animais que se deslocam pelos fios.
  • Ataques de cães domésticos.

O bicho-preguiça, por exemplo, se move devagar e leva muito tempo para atravessar uma via, o que o deixa mais vulnerável. Já os macacos tendem a usar postes e cabos como caminho, o que explica o perigo dos choques.

O que isso significa para quem vive na região

Em municípios amazônicos, a convivência entre áreas de mata e áreas urbanas é próxima, e o período de seca costuma aumentar os focos de fogo. Isso torna mais provável que moradores se deparem com fauna silvestre em situação de risco. Ter à mão o número do 193 e saber o que não fazer faz diferença para a segurança de pessoas e animais.

Quem mantém cães soltos nas ruas também precisa redobrar a atenção, já que os ataques estão entre os riscos apontados pelo especialista. Manter os animais domésticos presos ou na guia ajuda a evitar acidentes.

Enquanto a estiagem e as queimadas persistirem no oeste do Pará, novos registros de animais fora da mata tendem a continuar, e a população deve seguir acionando os órgãos de resgate a cada ocorrência.

Dúvidas comuns

Para quem ligar ao encontrar um animal silvestre?

Para o Corpo de Bombeiros, pelo 193. O resgate também pode ser solicitado à Polícia Militar Ambiental ou ao Ibama.

Posso ajudar o animal por conta própria?

Não. A orientação do biólogo é não capturar, tocar nem espantar o animal, porque ele pode reagir de forma agressiva ao se sentir ameaçado.

Quais espécies aparecem com mais frequência?

Macacos e bichos-preguiça estão entre as que mais costumam surgir em áreas habitadas, segundo o Zoounama.

Com informações de Zoológico da Unama (Zoounama).

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