Mestrado em Diversidade do Museu Goeldi: vagas e cotas até 1º de setembro

Mestrado em Diversidade do Museu Goeldi: vagas e cotas até 1º de setembro
Foto: gov.br

Programa de pós-graduação oferece 20 vagas para estudar dinâmicas socioculturais da Amazônia em Belém.

Aberto até 1º de setembro o prazo de inscrições para o mestrado do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural (PPGDS) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém. A instituição, unidade de pesquisa mais antiga da Amazônia e vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), oferece 20 vagas, com um foco significativo na inclusão: 12 vagas, o equivalente a 60% do total, são destinadas a grupos específicos. Este programa de pós-graduação, de modalidade presencial, terá suas aulas no Campus de Pesquisa do MPEG, no bairro de Terra Firme, com início programado para março de 2027.

Inclusão e Acesso à Pesquisa na Amazônia

As vagas com reserva de cotas contemplam pessoas trans, indígenas, pretas, pardas, com deficiências e oriundas de comunidades tradicionais. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas conforme as orientações do edital oficial, disponível na página oficial do PPGDS do Museu Goeldi. Segundo o Museu Goeldi, esta iniciativa reforça o compromisso da instituição com a democratização do acesso ao ensino superior e à pesquisa na região amazônica.

Os candidatos serão avaliados em etapas que incluem a apresentação de projeto de pesquisa, indicando até três possíveis orientadores dentro da linha de pesquisa escolhida. Uma lista de docentes e suas linhas de pesquisa pode ser consultada para auxiliar na escolha. Além disso, os participantes farão prova escrita e, se aprovados, entrevistas.

Requisitos e Foco da Pós-Graduação

Podem se candidatar pessoas graduadas em Ciências Humanas e áreas interdisciplinares afins, como antropologia, arqueologia, comunicação social, direito, ecologia humana, economia, educação, geografia, história, letras, licenciatura intercultural indígena, linguística, museologia e sociologia. Candidatos de outras áreas com formação superior devem apresentar uma justificativa de interesse e um projeto alinhado às linhas de pesquisa do curso. Estudantes no último semestre da graduação também podem participar, desde que comprovem sua situação acadêmica.

A área de concentração do mestrado é “Dinâmicas históricas e contemporâneas da diversidade sociocultural”, subdividida em três linhas de pesquisa: Cultura e patrimônio; Povos indígenas e populações tradicionais; e Socioecologia, diversidade sociocultural e ocupação territorial. Há também a possibilidade de submeter propostas de pesquisa em temas correlatos, como restauração e patrimônios bioculturais, valoração da sociobiodiversidade, paisagens urbanas contemporâneas e impactos socioambientais na e da Amazônia.

O curso promove uma abordagem multifacetada e transdisciplinar, buscando analisar as dinâmicas socioculturais que moldam a diversidade biológica e sociocultural da Amazônia em uma perspectiva de longa duração. Os estudantes terão a oportunidade de utilizar extensivamente as vastas coleções culturais, científicas e arquivísticas do Museu Goeldi e de outras instituições, embasados por diversas tradições de pesquisa nas Ciências Humanas.

O projeto do mestrado também enfatiza a análise das transformações no uso e manejo da terra, bem como os processos socioculturais, econômicos e políticos históricos e contemporâneos na região amazônica, um tema de grande relevância para o Pará e toda a região.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual o prazo final para as inscrições?
As inscrições para o mestrado do PPGDS do Museu Goeldi vão até 1º de setembro.

Quantas vagas estão disponíveis e quais são as cotas?
São 20 vagas no total, com 12 delas reservadas para pessoas trans, indígenas, pretas, pardas, com deficiências e oriundas de comunidades tradicionais.

Quando começam as aulas e qual a duração do curso?
As aulas têm previsão de início em março de 2027 e o curso tem duração máxima de 24 meses.

O resultado final do processo seletivo está agendado para 11 de dezembro, definindo os novos mestrandos que iniciarão suas pesquisas em 2027 na capital paraense.

Com informações do Museu Goeldi.

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