Em Belém, encontro de 14 de outubro reúne startups e investidores para abrir novas conexões de inovação

Em Belém, encontro de 14 de outubro reúne startups e investidores para abrir novas conexões de inovação
Foto: Divulgação

Innovation Meetup terá painéis e networking para aproximar negócios paraenses de parceiros do Brasil e do exterior.

Neste artigo
  1. Um ponto de encontro para quem já desenvolve tecnologia no Pará
  2. Quem participa da programação em Belém
  3. Como as conexões podem virar oportunidade
  4. O desafio de tirar o ecossistema paraense do isolamento
  5. O que muda para empreendedores e instituições
  6. Serviço: como participar do Innovation Meetup

Uma startup paraense poderá sair de uma conversa em Belém com um novo parceiro, cliente ou investidor. Essa é a proposta do Innovation Meetup, encontro marcado para 14 de outubro de 2026, no Auditório Ney Sardinha, com participação de empreendedores, empresas, universidades e representantes de ecossistemas de inovação do Brasil e do exterior.

Realizado pelo NeuroIdentify, o evento terá atividades das 9h às 17h e foi organizado para transformar a aproximação entre diferentes atores em oportunidades concretas de negócios, desenvolvimento tecnológico e expansão. A agenda inclui painéis, apresentação de soluções e momentos de networking.

Um ponto de encontro para quem já desenvolve tecnologia no Pará

O evento parte de uma questão prática para empresas em fase de crescimento: uma boa solução, sozinha, não garante acesso ao mercado. Para avançar, startups precisam encontrar pessoas capazes de abrir portas, oferecer conhecimento, conectar clientes, viabilizar capital e apoiar a escala do negócio.

É nesse espaço que o Innovation Meetup pretende atuar. A programação foi pensada para dar visibilidade a iniciativas desenvolvidas no Pará e aproximá-las de potenciais parceiros, investidores, universidades e organizações que atuam em outras regiões.

Segundo o NeuroIdentify, o Innovation Meetup será realizado em 14 de outubro de 2026, em Belém, para conectar startups, empresas, universidades e investidores em uma programação das 9h às 17h.

Quem participa da programação em Belém

Entre os nomes previstos estão representantes do Fundo de Impacto Nguzu, da Startup Leiria e do Instituto Politécnico de Santarém, instituições de Portugal. Também participa o IEBT, de Minas Gerais, ampliando o diálogo entre o ecossistema paraense e organizações de fora da região amazônica.

O encontro terá ainda as startups NeuroIdentify, Bring, Juma e Homci. Na frente de investimentos, estão confirmados Christian Pensa, da CriaBiz Ventures, e Alexandre, da LightHouse Hub.

A composição da agenda combina organizações de apoio, empreendedores e investidores. Na prática, essa diversidade permite que uma mesma conversa reúna quem cria uma tecnologia, quem pode aplicá-la, quem pesquisa soluções e quem avalia oportunidades para financiar ou acelerar negócios.

Como as conexões podem virar oportunidade

O networking não aparece no evento apenas como uma atividade paralela. Ele é apresentado como parte central da proposta, porque muitas oportunidades de inovação dependem da combinação entre competências diferentes.

Uma startup pode encontrar uma empresa interessada em testar sua solução, uma universidade pode identificar uma frente de desenvolvimento tecnológico e um investidor pode conhecer uma equipe que ainda não havia alcançado redes maiores. O resultado esperado é a criação de contatos que continuem depois do encontro.

Em Belém, encontro de 14 de outubro reúne startups e investidores para abrir novas conexões de inovação
Ilustração: Pará+

Para Gleyson Santos, cofundador e CEO do NeuroIdentify, empreender exige mais do que desenvolver um produto ou serviço. “Porque empreender não depende apenas de ter uma boa solução. É preciso ter acesso às pessoas certas, conhecimento, mercado, capital e oportunidades para escalar”, afirmou.

Na avaliação do executivo, a aproximação com diferentes atores pode acelerar o desenvolvimento de negócios de tecnologia no estado. A expectativa é que as conexões geradas contribuam para parcerias comerciais, investimentos, projetos de desenvolvimento e caminhos de internacionalização.

O desafio de tirar o ecossistema paraense do isolamento

Um dos pontos colocados pelo NeuroIdentify é a necessidade de conectar melhor as iniciativas que já existem no Pará. A agenda de inovação do estado não depende somente da criação de novas startups, mas também da capacidade de fazer com que empresas, pesquisadores, investidores e instituições trabalhem em rede.

Essa integração é especialmente relevante em um território onde empreendedores podem encontrar mais dificuldade para acessar mercados, capital e parceiros concentrados em outros centros do país. Um encontro presencial em Belém pode reduzir parte dessa distância ao trazer participantes de Minas Gerais e de Portugal para o mesmo ambiente de negócios.

Gleyson Santos afirma que o Pará tem uma oportunidade de associar inovação, tecnologia e bioeconomia à sua estratégia de desenvolvimento econômico. A bioeconomia, nesse contexto, pode ser aproximada de soluções tecnológicas e de modelos de negócio capazes de transformar conhecimento e recursos da região em produtos, serviços e oportunidades de renda, desde que existam pesquisa, mercado e conexões para sustentar esse processo.

“Precisamos fortalecer as conexões dentro do próprio estado, mas também criar pontes com outros centros de inovação no Brasil e no exterior”, disse o CEO. A proposta do encontro é justamente colocar empreendedores locais em contato com redes que ultrapassam os limites da Grande Belém e do próprio estado.

O que muda para empreendedores e instituições

Para startups, a participação pode representar uma oportunidade de apresentar soluções e testar a aderência delas diante de empresas, investidores e possíveis parceiros. Para universidades e centros de desenvolvimento, o encontro cria um ambiente para identificar demandas do setor produtivo e possibilidades de cooperação.

Empresas de maior porte também podem se beneficiar ao conhecer tecnologias criadas por equipes locais. Em vez de buscar todas as soluções fora da região, organizações paraenses podem encontrar no próprio estado fornecedores, parceiros de pesquisa e negócios capazes de responder a problemas específicos.

O impacto, portanto, não depende apenas de quantos participantes estarão na sala. A efetividade do Innovation Meetup deverá ser medida pela continuidade das conversas, pela formação de parcerias e pela capacidade de transformar contatos em projetos, contratos ou investimentos.

Serviço: como participar do Innovation Meetup

  • Evento: Innovation Meetup
  • Data: 14 de outubro de 2026
  • Horário: das 9h às 17h
  • Local: Auditório Ney Sardinha, Belém, no Pará
  • Realização: NeuroIdentify
  • Inscrições: acesse a página oficial do evento

As atividades estão previstas para ocorrer ao longo de todo o dia 14 de outubro, quando empreendedores paraenses poderão apresentar suas iniciativas e estabelecer contato com participantes nacionais e internacionais.

Com informações de NeuroIdentify.

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