
O Theatro da Paz recebeu na noite desta sexta-feira, 25 de setembro, mais uma edição do Projeto Luzir, desta vez com o espetáculo “Luzir Era Disco: Bis”. A apresentação levou ao palco uma viagem musical pelas décadas de 1970 e 1980, combinando vozes, banda ao vivo, dança, figurinos e a estética que marcou o auge da disco music.
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Realizado às 20h, no histórico teatro localizado na Praça da República, em Belém, o espetáculo representou o retorno do Projeto Luzir ao palco após uma primeira edição apresentada em junho deste ano. A nova montagem manteve a proposta de valorizar artistas, apresentar novos talentos e aproximar diferentes gerações por meio de músicas que atravessaram décadas.
Idealizado e dirigido por Mônica Lauzid, o projeto utiliza a música como ponto de encontro entre memória, performance e entretenimento. Nesta edição especial, o repertório foi construído a partir de referências internacionais associadas ao período da disco music.
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Uma viagem pelas pistas de dança
A disco music ganhou força principalmente durante a década de 1970, transformando clubes e pistas de dança em espaços marcados por luzes, coreografias, roupas brilhantes e ritmos dançantes.
Décadas depois, músicas daquele período continuam presentes em festas, filmes, programas de televisão e novas produções musicais.
Foi justamente essa memória afetiva que o Luzir levou ao Theatro da Paz.
O espetáculo reuniu canções relacionadas a nomes que marcaram diferentes momentos da música internacional, como ABBA, Donna Summer, Barry White e outros intérpretes que ajudaram a popularizar a estética das pistas.
A proposta permitiu que pessoas que viveram aquele período revisitassem lembranças, ao mesmo tempo em que apresentou esse repertório para públicos mais jovens.
Música ao vivo e dança dividem o palco
Um dos principais elementos do Projeto Luzir é a combinação de diferentes linguagens artísticas.
Cantores profissionais convidados dividiram espaço com novos talentos, enquanto bailarinos complementaram as apresentações com coreografias inspiradas no movimento e na energia característicos da era disco.
A presença de uma banda tocando ao vivo também integrou a proposta do espetáculo, valorizando a experiência musical e aproximando o público da dinâmica de um grande show.
Figurinos, iluminação e performances ajudaram a construir a atmosfera visual da apresentação.
Mais do que reproduzir músicas conhecidas, o projeto propõe uma releitura da época, utilizando artistas locais e uma produção realizada em Belém.
Espaço para novos talentos
Além da nostalgia, o Luzir também chama atenção pela proposta de criar oportunidades para novos intérpretes.
Ao colocar artistas em formação ou em processo de consolidação profissional ao lado de músicos mais experientes, a produção contribui para ampliar a visibilidade de diferentes vozes da cena artística.
Essa característica transforma o espetáculo em uma vitrine para quem busca espaço no mercado cultural.
Belém possui uma produção musical diversificada, com artistas que circulam entre diferentes estilos e gerações. Projetos que criam espaços de apresentação podem contribuir para fortalecer essa cadeia cultural, especialmente quando realizados em equipamentos históricos como o Theatro da Paz.
Cultura também encontra espaço para solidariedade
A edição especial também contou com uma iniciativa de caráter social.
Entre as modalidades de ingresso estava a meia-entrada solidária, que permitia ao público participar mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível na entrada do evento.
A proposta aproximou cultura e solidariedade, utilizando o espetáculo como oportunidade para arrecadar alimentos destinados posteriormente a uma instituição beneficiada pela organização.
A iniciativa acrescenta uma dimensão social ao projeto e estimula o público a participar não apenas da experiência artística, mas também de uma ação de colaboração.
Theatro da Paz como cenário da celebração
Inaugurado no século XIX, o Theatro da Paz permanece como um dos principais símbolos culturais e arquitetônicos de Belém.
Receber uma produção dedicada à música e à dança contemporânea reforça a capacidade do espaço de reunir tradição e novas experiências culturais.
Com o “Luzir Era Disco: Bis”, o palco histórico recebeu novamente um projeto paraense construído a partir de música, memória e oportunidades para artistas.
A edição realizada nesta sexta-feira também reforçou a presença do Luzir na programação cultural de Belém, transformando os sons e a estética das décadas de 1970 e 1980 em uma experiência produzida e apresentada no coração da capital paraense.
Fotos: Flavio Contente/ Pará+
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