Cinco artistas amazônidas transformam corpo e território em exposição gratuita que estreia em Belém em setembro

Cinco artistas amazônidas transformam corpo e território em exposição gratuita que estreia em Belém em setembro
Foto: Divulgação

Mostra reúne fotoperformance e documentário sobre trajetórias de mulheres que atuam em diferentes linguagens artísticas.

Neste artigo
  1. Uma mostra sobre quem cria e também sobre como se cria
  2. As cinco trajetórias reunidas em Belém
  3. O que o público verá durante a visita
  4. Por que a pauta interessa ao público do Pará
  5. Serviço da exposição
  6. Informações para quem pretende visitar

Quem visitar a Galeria Benedito Nunes, em Belém, a partir de setembro encontrará uma exposição construída a partir de corpos, memórias e experiências de mulheres que fazem arte na Amazônia. A mostra “Contemporâneas: Um Retrato na Arte Amazônica” abre no dia 4 de setembro de 2026, às 19h, com entrada gratuita, e permanece em cartaz até o dia 30 do mesmo mês.

O projeto reúne Htadhirua, Alice Hermosa, Tarsila Rosa, Assucena Pereira e Luisa Brasil. Em vez de apresentar apenas obras finalizadas, a exposição também acompanha os caminhos percorridos pelas artistas até a criação. Fotoperformances e um documentário foram utilizados para registrar escolhas estéticas, referências e formas de atuação ligadas ao território amazônico.

Uma mostra sobre quem cria e também sobre como se cria

A proposta parte de uma ideia que atravessa a produção contemporânea: a artista não aparece separada da própria trajetória. As experiências pessoais, a relação com a cidade e as referências culturais entram na composição das obras e ajudam a revelar diferentes maneiras de ocupar o campo artístico.

As cinco participantes transitam por áreas como cinema, teatro, muralismo, design gráfico, pintura, dramaturgia, palhaçaria, fotografia e produção cultural. Essa variedade é um dos eixos da exposição, que aproxima linguagens normalmente vistas em circuitos diferentes e coloca todas sob uma mesma investigação sobre criação, corpo e território.

Segundo a organização da exposição, a fotoperformance e o documentário funcionam como instrumentos para tornar visíveis os processos criativos das participantes. A intenção é mostrar não somente o resultado de uma obra, mas também os gestos, as escolhas e os sentidos que sustentam a produção de cada artista.

As cinco trajetórias reunidas em Belém

Htadhirua, Alice Hermosa, Tarsila Rosa, Assucena Pereira e Luisa Brasil atuam em frentes distintas, mas compartilham a experiência de produzir a partir da Amazônia. O encontro entre elas permite observar como a região aparece não apenas como cenário, mas como parte das perguntas, das imagens e das estratégias usadas na criação.

O corpo ocupa lugar central nesse percurso. Ele pode ser presença cênica, superfície de inscrição, ferramenta de performance ou ponto de partida para discutir identidade e resistência. A memória também aparece como matéria de trabalho, conectando lembranças individuais a questões mais amplas sobre pertencimento e representação.

“Ser artista contemporâneo é saber usar de várias linguagens para transmitir sua mensagem, e essas mulheres fazem exatamente isso”, afirma Luísa Brasil, curadora e idealizadora do projeto.

Luísa Brasil também participa da mostra como artista, fotógrafa e curadora. A combinação dessas funções aproxima a concepção da exposição da própria prática de criação, já que o projeto articula imagem, pesquisa e escuta para construir o retrato coletivo apresentado na galeria.

O que o público verá durante a visita

A abertura terá dois momentos principais: a vernissage e a exibição do documentário produzido para a exposição. A programação começa às 19h do dia 4 de setembro, na Galeria Benedito Nunes, espaço localizado na Fundação Cultural do Pará, no complexo do Centur, no bairro Batista Campos.

Depois da abertura, a visitação seguirá de 8h às 18h, até 30 de setembro. A entrada será gratuita e a classificação indicativa é livre, o que permite a participação de públicos de diferentes idades. A mostra terá recursos de acessibilidade, com braille e audiodescrição.

Segundo a organização da exposição, a mostra “Contemporâneas: Um Retrato na Arte Amazônica” será realizada em Belém, de 4 a 30 de setembro de 2026, na Galeria Benedito Nunes, com entrada gratuita e recursos de braille e audiodescrição.

Por que a pauta interessa ao público do Pará

Para quem acompanha a agenda cultural da Grande Belém, a exposição oferece uma oportunidade de conhecer artistas que trabalham em circuitos variados e nem sempre aparecem reunidas em uma mesma programação. O recorte também desloca o olhar sobre a arte amazônica, ao destacar mulheres que produzem a partir de suas próprias experiências e linguagens.

Esse tipo de encontro é relevante em uma cidade que concentra galerias, teatros, espaços culturais e iniciativas independentes, mas que ainda convive com desafios de acesso e circulação para artistas locais. Ao ocupar uma galeria pública e oferecer visitação gratuita, a mostra reduz uma barreira prática para o público e amplia a possibilidade de contato com diferentes formas de criação.

A presença de audiodescrição e braille acrescenta outra camada ao projeto. Além de apresentar trabalhos sobre corpo e território, a exposição incorpora recursos para que pessoas com deficiência visual também possam acessar parte da experiência. A acessibilidade, nesse caso, não aparece apenas como informação de serviço, mas como elemento que interfere na forma de fruição da arte.

Serviço da exposição

  • Evento: “Contemporâneas: Um Retrato na Arte Amazônica”
  • Local: Galeria Benedito Nunes, na Fundação Cultural do Pará, Centur, bairro Batista Campos, Belém
  • Abertura e vernissage: 4 de setembro de 2026, às 19h
  • Visitação: de 4 a 30 de setembro de 2026, das 8h às 18h
  • Entrada: gratuita
  • Classificação indicativa: livre
  • Acessibilidade: braille e audiodescrição

Informações para quem pretende visitar

Quem pode visitar a exposição?

A mostra tem classificação indicativa livre e é aberta ao público, sem cobrança de ingresso.

Quando acontece a abertura?

A vernissage e a exibição do documentário estão marcadas para 4 de setembro de 2026, às 19h.

Até quando a exposição ficará aberta?

A visitação poderá ser feita até 30 de setembro, das 8h às 18h, na Galeria Benedito Nunes.

A programação começa com a abertura e a apresentação do documentário em 4 de setembro, e a mostra segue disponível ao público até o fim do mês, conforme o período previsto pela organização.

Com informações da organização da exposição Contemporâneas.

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