
Programação gratuita ocorre em 22 de agosto, no Porão Centro Cultural, como parte da exposição Rio que Alimenta.
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Uma oficina que combina fotografia pelo celular, percepção do olhar e escrita criativa abre a programação da exposição Rio que Alimenta em Santarém, no oeste do Pará. A atividade será realizada no dia 22 de agosto de 2026, das 15h às 18h, no Porão Centro Cultural, com 25 vagas e participação gratuita. Às 18h30, o mesmo espaço recebe a roda de conversa “O Rio Ainda Alimenta?”, dedicada aos efeitos da crise climática sobre a soberania alimentar da região.
Uma tarde para observar e narrar o território
A oficina Fotografia e Escrita Criativa foi planejada como uma experiência integrada de formação. A proposta é estimular os participantes a perceberem Santarém e a região amazônica por meio de novos enquadramentos, detalhes do cotidiano e diferentes formas de contar histórias sobre o lugar onde vivem.
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Durante o encontro, Caio Lobato, Andressa Azevedo e Alan Pessoa vão trabalhar elementos da fotografia mobile, como o uso do celular para registrar imagens, a construção do olhar e o tratamento das fotografias. A atividade também apresentará a escrita criativa, tendo a crônica como uma das possibilidades para narrar poeticamente a realidade.
Mais do que ensinar técnicas, a oficina busca aproximar imagem e palavra. A ideia é que os participantes possam transformar cenas, memórias e experiências relacionadas ao território em registros visuais e textos autorais. Não é necessário ter experiência anterior, segundo a organização da programação.
Roda de conversa leva o rio para o centro do debate
Depois da oficina, a programação muda o foco da criação para a reflexão coletiva. A roda “O Rio Ainda Alimenta?” começa às 18h30 e propõe uma conversa sobre as relações entre o rio, a alimentação, o trabalho e as comunidades que mantêm vivas as práticas ligadas ao território.
O debate parte de uma questão diretamente relacionada ao cotidiano amazônico: como as mudanças no clima afetam a capacidade de produzir, pescar, cultivar, comercializar e garantir alimentos para as populações da região? A atividade também pretende reunir diferentes experiências sociais e profissionais em torno dos impactos dessas transformações.
Participam da conversa Valdeci Oliveira, educadora popular e socióloga, coordenadora da Pastoral dos Pescadores e Pescadoras na Arquidiocese de Santarém; Ingrid Sabrina, vice-presidente do Conselho de Psicologia do Estado do Pará e Amapá; Dioneia Pereira, secretária de Finanças da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Santarém; além de Andressa Azevedo e Alan Pessoa, integrantes da direção e da curadoria da exposição.
As vozes que conectam alimento, trabalho e comunidade
A composição da mesa reúne representantes de áreas distintas. A presença de uma educadora popular, de uma entidade ligada à pesca, de uma associação de mulheres trabalhadoras rurais e de profissionais da cultura amplia a discussão sobre os efeitos da crise climática.
Essa diversidade também aproxima o debate de situações concretas vividas no Pará. Em Santarém, a relação com rios, várzeas, comunidades rurais e atividades de pesca faz parte da organização econômica, cultural e alimentar de muitas famílias. Por isso, discutir se o rio ainda alimenta significa também falar sobre condições de trabalho, mudanças ambientais, saúde mental, permanência no território e autonomia das comunidades.
Segundo a exposição Rio que Alimenta, a roda será realizada em 22 de agosto de 2026, no Porão Centro Cultural, em Santarém, para discutir os impactos da crise climática na soberania alimentar da região.
Exposição reúne rio, alimento e pessoas
As duas atividades integram a programação da exposição Rio que Alimenta, projeto que apresenta um olhar sobre o rio, os alimentos e as pessoas que constroem relações com esse ambiente. A proposta articula produção cultural, memória e reflexão sobre as formas como o território amazônico é percebido e vivido.
Ao levar uma oficina de linguagem visual e escrita para o público, a exposição amplia o acesso aos processos de criação. Já a roda de conversa cria um espaço para que experiências sociais e comunitárias sejam colocadas em diálogo com os desafios ambientais atuais.
O projeto é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio do Edital nº 002/2025 da Secretaria de Estado de Cultura do Pará. O apoio público está ligado à realização da exposição e de suas ações de formação e debate.
Como participar das atividades em Santarém
A oficina Fotografia e Escrita Criativa terá 25 vagas e participação gratuita.
A roda de conversa “O Rio Ainda Alimenta?” será aberta ao público e também terá participação gratuita. O evento ocorre no Porão Centro Cultural, em Santarém, no dia 22 de agosto.
Serviço
Oficina Fotografia e Escrita Criativa
Data: 22 de agosto de 2026
Horário: das 15h às 18h
Local: Porão Centro Cultural, Santarém
Vagas: 25
Participação: gratuita
Roda de conversa “O Rio Ainda Alimenta?”
Data: 22 de agosto de 2026
Horário: 18h30
Local: Porão Centro Cultural, Santarém
Participação: gratuita
As atividades serão realizadas dentro da programação da exposição Rio que Alimenta, que deve concentrar no encontro de 22 de agosto novas discussões sobre criação, território e os desafios da alimentação na Amazônia.
Quem pode participar da oficina?
A atividade é aberta ao público e gratuita. São disponibilizadas 25 vagas.
É preciso pagar para participar da roda de conversa?
Não. A roda “O Rio Ainda Alimenta?” terá participação gratuita. Não há informação sobre necessidade de inscrição prévia.
Com informações da exposição Rio que Alimenta.
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