Ciclus Amazônia promete agilidade para solucionar questão do lixo em Belém

 

A Ciclus Amazônia, com sede no Rio de Janeiro, inicia suas operações em Belém a partir da próxima segunda-feira, 19, contratando 2,3 mil trabalhadores. A ação é parte do contrato firmado com a Prefeitura para implementar uma política de gestão de resíduos sólidos na capital paraense. O prefeito Edmilson Rodrigues, acompanhado de uma comissão de vereadores, visitou o Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos da Ciclus Ambiental em Seropédica, na região metropolitana do Rio.

Durante a visita, o prefeito Edmilson Rodrigues teve a oportunidade de entender como as operações do conglomerado funcionam e recebeu garantias de que haverá um esforço concentrado para acelerar os trabalhos em Belém.

Modernização

Edmilson Rodrigues destacou que a política executada pela Ciclus no Rio de Janeiro será replicada em Belém, levando em conta as particularidades locais. Ele afirmou que o lixo em Belém deixará de ser um problema e se tornará um ativo ambiental, gerando empregos e renda e impulsionando toda uma cadeia industrial.

Luiz Gomes, presidente da Ciclus Amazônia, reafirmou o compromisso da empresa em acelerar as operações em Belém. Ele mencionou que, apesar das questões contratuais, a empresa está sensível aos pedidos da Prefeitura para encurtar o cronograma.

Empregos

Outra demanda do prefeito, que foi atendida, foi a absorção da mão de obra atualmente contratada pelos prestadores de serviço existentes. Isso não só garante a manutenção dos empregos, mas também permite a continuidade dos serviços. O grupo também passará por treinamentos, pois a Ciclus Amazônia implementará novos modelos de atuação e equipamentos em Belém.

O prazo inicial para o início das operações era de 90 dias, mas deve ser reduzido para que a população comece a sentir os efeitos práticos da mudança em metade desse tempo.

Impactos

Adriana Felipetto, presidente da Ciclus Ambiental, destacou a expertise adquirida pelo grupo na criação de uma política complexa que mudou a visão do lixo como passivo na capital fluminense e em outros estados onde atuam.

A comissão da Câmara Municipal, que acompanhou o prefeito no Rio, considerou a visita enriquecedora. O vereador Mauro Freitas (PSDB) elogiou a iniciativa da Prefeitura de Belém.

Gestão

A Ciclus Amazônia venceu a licitação para estabelecer uma Parceria Público-Privada (PPP) que administrará o sistema de coleta urbana e tratamento de resíduos sólidos em Belém por 30 anos. Serão investidos mais de R$ 700 milhões durante esse período. Entre os serviços previstos estão a ampliação da varrição das ruas, a coleta de resíduos, a criação de ecopontos em áreas estratégicas para coletar materiais recicláveis, o encerramento definitivo e a recuperação ambiental do aterro sanitário do Aurá e a construção de um novo centro de tratamento de resíduos, que terá capacidade para receber mais de 2,5 toneladas de lixo por dia.

No tratamento de resíduos, a empresa vai inserir 12 novas cooperativas de catadores, além de gerar mais de três mil postos de empregos na contratação de funcionários. Quando estiver operando a todo vapor, com toda a logística pronta, serão 50 ou mais caminhões coletores modernos, milhares de contêineres e lixeiras para os logradouros públicos na capital.