Vacina da dengue: 3 milhões de adolescentes ainda não tomaram a segunda dose; veja quem precisa voltar

Vacina da dengue: 3 milhões de adolescentes ainda não tomaram a segunda dose; veja quem precisa voltar
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR). Frascos da vacina Qdenga.

Mais de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema. A vacina usada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses, e a proteção completa só vem depois da segunda. O dado foi apresentado pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Eder Gatti, durante a 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Neste artigo
  1. Os números da vacinação
  2. Quem pode tomar
  3. Como completar o esquema
  4. Tem vacina para todos?
  5. E a vacina do Butantan?
  6. A vacina não substitui o combate ao mosquito
  7. Perguntas frequentes

Os números da vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 11,8 milhões de doses já foram aplicadas no país: 7,6 milhões como primeira dose e 4,2 milhões como segunda. Quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram usadas.

O diretor do PNI lembrou que os casos de dengue costumam subir no verão e que a alta pode ser mais intensa nesta temporada por causa do El Niño. “No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal, para que a pessoa entre na sazonalidade protegida”, afirmou Gatti. O período intersazonal é a época do ano em que a doença circula menos.

Quem pode tomar

O público-alvo da vacinação contra a dengue no SUS são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em todo o país. Segundo Gatti, quando a vacina foi incorporada ao SUS, os dados de segurança eram mais robustos para a faixa de 4 a 16 anos, e dentro dela o risco de adoecer com gravidade é maior entre 10 e 14 anos. A ampliação para outras idades, disse o diretor, é uma possibilidade, mas depende de questões operacionais, de orçamento e de segurança.

Como completar o esquema

  1. Confira na caderneta de vacinação a data da primeira dose;
  2. a segunda dose deve ser tomada três meses depois da primeira;
  3. leve a caderneta e um documento à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou ao posto de vacinação;
  4. se já passou dos três meses, procure a UBS mesmo assim para receber a orientação sobre a segunda dose.

Tem vacina para todos?

A vacina aplicada pelo SUS é a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. Segundo o Ministério da Saúde, a capacidade de produção do laboratório não atende a toda a população brasileira, mas o fornecimento para o público-alvo está garantido. Além das doses entregues em 2024 e 2025, o Brasil tem contrato para receber 9 milhões de doses em 2026 e outras 9 milhões em 2027.

E a vacina do Butantan?

A aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan segue suspensa desde junho. Segundo o diretor do PNI, a decisão foi tomada depois da identificação de três casos de dengue grave em pessoas vacinadas, com duas mortes, entre mais de 500 mil vacinados. Não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência no tempo foi tratada como um sinal de segurança, e o ministério quer avaliar o caso com estudos complementares. Gatti classificou a vacina nacional como “uma grande esperança para o país”.

A vacina não substitui o combate ao mosquito

Mesmo com a vacina, a principal forma de prevenção continua sendo eliminar a água parada onde o Aedes aegypti se reproduz: pratos de vasos, pneus, garrafas, calhas e caixas-d’água destampadas.

Perguntas frequentes

Quantas doses tem a vacina da dengue?

Duas, com intervalo de três meses entre elas.

Quem pode tomar a vacina da dengue pelo SUS?

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Perdi o prazo da segunda dose. E agora?

Procure a UBS com a caderneta para receber a orientação sobre a segunda dose.

Uma dose só já protege?

A proteção completa só é alcançada depois da segunda dose, segundo o Ministério da Saúde.

Com informações do Ministério da Saúde.

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