
Roupas sem uso e retalhos que normalmente iriam para o lixo podem ganhar uma nova finalidade em Belém. A campanha “O que circula transforma” pretende arrecadar 500 quilos de materiais têxteis até 27 de novembro, incentivando o consumo consciente, a doação de peças em bom estado e o reaproveitamento de resíduos na produção de materiais para arquitetura e design.
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A iniciativa é promovida pela Fundação Guamá, em parceria com as startups Combinô e TexBi, com apoio do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá. A coleta ocorre no Espaço Inovação, localizado no parque tecnológico, das 9h às 17h. A proposta é unir sustentabilidade, tecnologia e participação comunitária para dar um destino mais adequado a roupas e tecidos descartados.
Dois coletores separam doação e reciclagem

A campanha conta com dois coletores destinados a materiais diferentes. O vermelho recebe roupas em bom estado de conservação, que passam por higienização e separação antes de serem encaminhadas para doação. O azul é destinado aos resíduos têxteis, como retalhos e peças que já não apresentam condições de uso.
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As roupas aproveitáveis serão destinadas a uma ação do Movimento Circulô, prevista para o final do ano no próprio Parque de Ciência e Tecnologia Guamá. A iniciativa busca fazer com que as peças cheguem à comunidade, prolongando sua vida útil e evitando o descarte desnecessário.
Já os resíduos sem condições de reutilização serão aproveitados pela TexBi como matéria-prima para a fabricação de materiais voltados aos setores de arquitetura e design. Dessa forma, tecidos que poderiam acabar em aterros ou no lixo comum passam a integrar uma cadeia de reaproveitamento.
A separação correta é importante para que cada material receba a destinação adequada. Por isso, os participantes devem observar as instruções disponíveis nos coletores antes de depositar suas doações.
Como participar da campanha

Moradores interessados em contribuir podem levar roupas, calçados e acessórios destinados à doação, além de retalhos e outros resíduos têxteis para reciclagem, ao Espaço Inovação, no PCT Guamá. O local recebe os materiais até 27 de novembro, das 9h às 17h.
O registro das doações é feito por meio de um QR Code disponível no coletor ou pelo totem digital instalado no espaço. O procedimento inclui o preenchimento dos dados pessoais, a identificação do tipo de material entregue, o registro do peso, uma fotografia da doação e a assinatura do termo correspondente.
O cadastro também pode ser realizado pelo sistema Waytex, no endereço waytex.com.br. A ferramenta permite registrar a origem dos materiais e acompanhar sua trajetória ao longo do processo de reaproveitamento.
A rastreabilidade é um dos diferenciais da iniciativa. Por meio do registro dos lotes, a proposta é conectar o material recebido à produção final, permitindo identificar a procedência dos resíduos utilizados na fabricação das placas destinadas à arquitetura e ao design.
Reaproveitamento reduz impactos ambientais
O descarte de roupas e tecidos representa um desafio ambiental relacionado ao consumo e à produção industrial. A fabricação de peças exige recursos naturais, incluindo água, energia e matérias-primas, enquanto o descarte inadequado aumenta o volume de resíduos gerados.
Nesse contexto, a campanha busca estimular mudanças de hábito, mostrando que materiais sem utilidade para uma pessoa podem ser reaproveitados ou destinados a outras finalidades. A doação prolonga a utilização das peças em boas condições, enquanto a reciclagem transforma resíduos em matéria-prima para novos produtos.
A gerente de Inovação e Propriedade Intelectual da Fundação Guamá, Aline Casemiro, destaca a importância de unir ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental para desenvolver alternativas que reduzam os impactos do descarte.
A mobilização também pretende ampliar a conscientização sobre consumo responsável, incentivando a população a refletir sobre a quantidade de roupas adquiridas, o tempo de uso das peças e as possibilidades de reutilização antes de descartá-las.
Parque Guamá conecta inovação e comunidade

O Parque de Ciência e Tecnologia Guamá reúne empresas, laboratórios, instituições de pesquisa e iniciativas empreendedoras voltadas ao desenvolvimento de soluções para desafios da região amazônica. Administrado pela Fundação Guamá, o espaço funciona como ambiente de articulação entre conhecimento científico, inovação e aplicação prática.
A campanha “O que circula transforma” integra essa proposta ao aproximar startups, poder público e comunidade em torno de uma questão cotidiana: o destino das roupas e dos tecidos que deixam de ser utilizados.
Além de contribuir para a redução de resíduos, a iniciativa busca fortalecer a economia circular, modelo que prioriza o aproveitamento de materiais e a diminuição do desperdício. A meta de arrecadar meia tonelada de tecidos representa um passo nessa direção e depende também da participação dos moradores.
Ao separar peças para doação e resíduos para reciclagem, a população pode contribuir para ampliar o ciclo de vida dos materiais e estimular práticas mais sustentáveis em Belém.
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