
O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Diretoria de Gestão de Florestas Públicas de Produção (DGFLOP), participou da I Feira de Produtos Florestais Não Madeireiros realizada por alunos do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Campus Capitão Poço. O evento reuniu estudantes, professores, gestores públicos e representantes de comunidades para promover o conhecimento e a valorização dos produtos florestais sustentáveis da região.
Durante a programação, a engenheira florestal e gerente de Contratos Florestais do Ideflor-Bio, Cíntia Soares, apresentou a proposta da Rede de Sementes do Estado do Pará, uma iniciativa que integra a política de bioeconomia do Estado, com foco no uso sustentável da floresta e na geração de alternativas de renda para comunidades tradicionais, agricultores familiares e povos originários.
Sobre o Plano
A Rede de Sementes do Pará é uma estratégia que visa conectar ofertantes e demandantes de sementes nativas, fortalecendo cadeias produtivas florestais, estimulando a restauração ecológica e contribuindo para o cumprimento das metas ambientais estaduais. A proposta também se insere nos objetivos do Plano Estadual de Bioeconomia, ao aliar conservação ambiental com geração de renda e inclusão social.
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“A Rede de Sementes representa uma importante política pública para impulsionar o manejo florestal sustentável, restaurar áreas degradadas e valorizar o conhecimento tradicional das comunidades. Estamos criando pontes entre a floresta em pé e o desenvolvimento econômico, com justiça social e respeito ambiental”, afirmou Cíntia Soares durante sua apresentação na feira.
Aprendizagem

Para a diretora do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da Ufra, professora Gracialda Ferreira, a presença do Ideflor-Bio fortalece o papel da universidade como espaço de articulação entre ciência, políticas públicas e protagonismo estudantil. “Eventos como esse ampliam o olhar dos nossos alunos para as oportunidades que a floresta oferece de forma sustentável. A participação do Ideflor-Bio agrega conhecimento técnico e institucional à formação dos nossos futuros engenheiros florestais”, destacou.
A feira também contou com exposições de produtos locais, rodas de conversa, apresentações culturais e oficinas práticas, consolidando-se como uma importante iniciativa de valorização do saber técnico-científico aliado aos saberes tradicionais. A parceria entre academia, governo e sociedade civil sinaliza caminhos promissores para o fortalecimento da bioeconomia no Pará.
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