Garimpo ilegal é alvo de operação da PF em Canaã dos Carajás

Garimpo ilegal é alvo de operação da PF em Canaã dos Carajás
Foto: gov.br

Ação integrada inutilizou máquinas, desmontou acampamentos e apreendeu explosivos, veículos e drogas no sudeste do Pará.

Neste artigo
  1. Máquinas e estruturas foram destruídas
  2. Explosivos foram encontrados no local
  3. Riscos ambientais e de segurança
  4. O que acontece depois da operação
  5. Perguntas frequentes

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (6), a quarta fase da Operação Federal Extractio II contra o garimpo ilegal em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. A ação ocorreu na região do Projeto Barão e Serra Dourada, com participação do ICMBio, do Ibama e da Força Nacional, para combater a extração clandestina de ouro e cobre e desmobilizar estruturas usadas na atividade.

Durante a operação, uma escavadeira hidráulica foi inutilizada e outra foi apreendida. O segundo equipamento permaneceu sob responsabilidade de um fiel depositário, conforme informou a Polícia Federal. As equipes também desmontaram e inutilizaram seis acampamentos instalados na área de exploração.

Máquinas e estruturas foram destruídas

A operação atingiu diretamente a logística do garimpo. Por causa da inviabilidade de remoção segura dos materiais, os agentes inutilizaram mil litros de óleo diesel, 13 motores elétricos, quatro geradores, dois motores estacionários, duas motobombas e uma carretinha.

Também foram apreendidas duas motocicletas, um martelete e uma motosserra. Segundo a PF, a estimativa considera os equipamentos inutilizados, os bens apreendidos e os autos de infração lavrados durante a fiscalização.

O impacto financeiro estimado sobre as estruturas do garimpo ilegal foi de R$ 1,25 milhão. O valor representa uma avaliação dos prejuízos provocados à operação clandestina, e não corresponde necessariamente ao total de danos ambientais ou a eventuais multas que ainda possam ser discutidas nos procedimentos administrativos.

Explosivos foram encontrados no local

As equipes localizaram 58 cartuchos de emulsão explosiva, 50 espoletas e 20 metros de cordel detonante. Os materiais são utilizados em detonações e representam risco elevado para trabalhadores, moradores e agentes públicos que circulam em áreas de extração clandestina.

Durante a ação, também foram encontrados aproximadamente 400 gramas de maconha. A Polícia Federal informou que os explosivos, os acessórios de detonação e a droga foram inutilizados de acordo com os procedimentos legais aplicáveis.

Segundo a Polícia Federal, os materiais apreendidos foram localizados em 6 de agosto de 2026, na região do Projeto Barão e Serra Dourada, em Canaã dos Carajás, durante a quarta fase da Operação Federal Extractio II.

Entenda o caso

A Operação Federal Extractio II é uma ação de fiscalização e repressão à extração ilegal de minérios no sudeste paraense. A atuação conjunta reúne órgãos federais com competências ambientais, policiais e de proteção de unidades de conservação.

O foco desta fase foi uma área associada à exploração clandestina de ouro e cobre. Além de atingir o funcionamento do garimpo, a operação buscou retirar de circulação equipamentos, combustíveis e materiais que permitem a abertura de frentes de lavra e a manutenção dos acampamentos.

A presença do ICMBio, do Ibama e da Força Nacional amplia a capacidade de fiscalização em regiões de difícil acesso. A Polícia Federal conduz as medidas relacionadas à investigação criminal, enquanto os órgãos ambientais podem lavrar autos de infração e adotar providências administrativas dentro de suas atribuições.

Riscos ambientais e de segurança

A extração ilegal de ouro e cobre pode provocar desmatamento, erosão do solo, assoreamento de cursos d’água e contaminação por substâncias utilizadas no processo de beneficiamento. Os impactos podem atingir áreas rurais, nascentes e comunidades próximas às frentes de exploração.

O uso de explosivos acrescenta um risco imediato. Cartuchos, espoletas e cordéis detonantes precisam ser manuseados por profissionais habilitados, já que armazenamento inadequado e transporte irregular podem causar acidentes graves.

Em Canaã dos Carajás, município que integra uma das áreas mais dinâmicas da mineração no Pará, a fiscalização sobre atividades clandestinas tem reflexos econômicos, sociais e ambientais. A exploração sem autorização também pode gerar conflitos pelo uso da terra e dificultar o controle sobre a origem dos minérios.

O que acontece depois da operação

A inutilização dos equipamentos impede que máquinas e estruturas continuem sendo usadas imediatamente no garimpo. Já os bens apreendidos e os materiais encontrados ficam vinculados aos procedimentos oficiais, que podem resultar em novas diligências, perícias e responsabilizações, conforme o andamento das investigações.

A informação divulgada pela PF não detalha a identidade de suspeitos, o número de prisões ou a existência de indiciamentos nesta fase. Por isso, não é possível afirmar, com base no comunicado, que pessoas específicas tenham sido responsabilizadas criminalmente.

As autoridades ainda poderão avaliar a extensão dos danos ambientais e os possíveis crimes relacionados à extração mineral, ao uso de explosivos e à ocupação da área. Novas ações podem ser realizadas conforme a análise dos materiais e das informações obtidas durante a operação.

Perguntas frequentes

Onde ocorreu a operação?

A ação ocorreu na região do Projeto Barão e Serra Dourada, no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.

Quais órgãos participaram?

A operação foi coordenada pela Polícia Federal, com participação do ICMBio, do Ibama e da Força Nacional.

Qual foi o prejuízo estimado para o garimpo?

A Polícia Federal estimou impacto financeiro de R$ 1,25 milhão, considerando máquinas inutilizadas, bens apreendidos e autos de infração lavrados.

Os próximos passos dependem da análise dos materiais apreendidos, da apuração dos danos ambientais e da continuidade das investigações sobre a extração ilegal na região.

Com informações de Polícia Federal.

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