Insulina glargina de graça em Belém: quem tem direito, documentos e onde pegar

Insulina glargina de graça em Belém: quem tem direito, documentos e onde pegar
Foto: Agência Belém/Prefeitura de Belém. Caneta aplicadora de insulina glargina.

A insulina glargina passou a ser oferecida de graça na rede municipal de saúde de Belém. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o medicamento é distribuído nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dentro do programa do Ministério da Saúde de transição da insulina NPH para a glargina. Têm direito, nas UBSs, crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A distribuição começou com cerca de 5 mil refis para atender, inicialmente, 1.550 pacientes que se encaixam nos critérios.

Neste artigo
  1. Quem tem direito
  2. Documentos para pegar a insulina
  3. Qual a diferença entre glargina e NPH
  4. Não troque o tratamento por conta própria
  5. Diabetes em Belém
  6. Perguntas frequentes

Quem tem direito

  • crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1;
  • pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Pacientes de outras faixas de idade devem procurar o protocolo da Sesma, na Avenida Governador José Malcher, 2821, no bairro de São Brás, onde o pedido segue o fluxo definido pela secretaria.

Documentos para pegar a insulina

Segundo a Sesma, os novos pacientes devem apresentar:

  1. prescrição médica com validade de seis meses;
  2. laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID), com validade de 12 meses;
  3. documento pessoal de identificação;
  4. comprovante de residência no nome do paciente;
  5. Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).

O primeiro passo é procurar a UBS mais próxima de casa, onde a equipe avalia o caso. A quantidade entregue a cada paciente depende da prescrição médica.

Qual a diferença entre glargina e NPH

Segundo a Sesma, a glargina é uma insulina de ação prolongada, com efeito que pode chegar a cerca de 24 horas, geralmente com uma aplicação por dia, conforme a prescrição. Ela vem em canetas aplicadoras, que facilitam o uso no dia a dia. A insulina NPH tem ação intermediária e pode exigir mais de uma aplicação diária, dependendo do tratamento.

“Representa um avanço importante para o cuidado das pessoas com diabetes”, afirma Elaine Suana, coordenadora da Referência Técnica da Assistência Farmacêutica da Sesma. Segundo ela, é a primeira vez que a glargina é oferecida na Atenção Primária à Saúde de Belém.

De acordo com a secretaria, cada refil de insulina glargina custa em média R$ 62,39 no comércio, o que representa economia para quem depende do remédio.

Não troque o tratamento por conta própria

A Sesma alerta que os pacientes não devem iniciar, interromper ou mudar o tratamento sem orientação. A troca da NPH pela glargina tem de ser indicada e acompanhada pela equipe de saúde, que ajusta a dose de cada pessoa.

Diabetes em Belém

Belém tem cerca de 57.248 pessoas com diabetes cadastradas no sistema e-SUS da Atenção Primária, segundo a Sesma. Parte delas é acompanhada pelo Programa Hiperdia nas unidades municipais, com remédios orais e insulina.

Perguntas frequentes

Quem pode pegar insulina glargina de graça em Belém?

Crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, nas UBSs.

Tenho 50 anos e uso insulina. Posso pedir a glargina?

Fora dessas faixas, o pedido é feito no protocolo da Sesma, na Avenida Governador José Malcher, 2821, em São Brás.

Quais documentos levar?

Prescrição médica (validade de seis meses), laudo com CID (validade de 12 meses), documento com foto, comprovante de residência no nome do paciente e Cartão SUS.

Com informações da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).

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