
Cuidar da saúde não deve começar apenas quando aparecem sintomas. Para os homens, o acompanhamento preventivo ajuda a identificar alterações de pressão arterial, colesterol, glicemia e outros problemas antes que eles provoquem complicações. A frequência e o tipo de exame, porém, variam conforme a idade, histórico familiar, hábitos de vida e condições de saúde.
Neste artigo
- Dos 18 aos 30 anos: construir uma rotina de prevenção
- Dos 30 aos 40 anos: atenção aos fatores de risco
- Dos 40 aos 50 anos: prevenção ganha ainda mais importância
- A partir dos 50 anos: avaliação individualizada da próstata
- Depois dos 60 anos: acompanhar mudanças do envelhecimento
- Hábitos saudáveis também fazem parte do check-up
Mais do que fazer uma lista fixa de exames, o ideal é manter consultas periódicas e conversar com um profissional de saúde sobre quais avaliações realmente fazem sentido para cada pessoa.
Dos 18 aos 30 anos: construir uma rotina de prevenção
Na juventude, muitos homens saudáveis não precisam de uma grande quantidade de exames laboratoriais todos os anos. Mesmo assim, consultas de rotina são importantes para acompanhar pressão arterial, peso, índice de massa corporal, alimentação, atividade física, sono, consumo de álcool e tabagismo.
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A pressão deve ser verificada regularmente, já que a hipertensão pode não apresentar sintomas. Quando existem fatores de risco, o profissional pode solicitar exames como glicemia e perfil lipídico, que avalia principalmente colesterol e triglicerídeos.
Essa também é uma fase importante para manter a vacinação atualizada. O calendário pode incluir vacinas contra doenças como hepatite B, tétano, influenza e outras, conforme idade, histórico e condições individuais.
A saúde sexual também merece atenção. Em situações de exposição, exames para infecções sexualmente transmissíveis podem ser indicados mesmo sem sintomas. O uso de preservativo continua sendo uma das principais formas de reduzir o risco de ISTs.
Dos 30 aos 40 anos: atenção aos fatores de risco
A partir dos 30 anos, hábitos mantidos durante anos começam a pesar mais sobre a saúde cardiovascular e metabólica. Homens com excesso de peso, sedentarismo, alimentação desequilibrada, histórico familiar de diabetes ou colesterol elevado podem precisar de avaliações mais frequentes.
Exames de sangue podem ser indicados para verificar glicemia e perfil lipídico, enquanto a pressão arterial deve continuar sendo acompanhada. Dependendo do histórico familiar e de outros fatores, o médico pode solicitar exames adicionais.
Não existe uma regra segundo a qual todo homem precisa fazer um check-up completo todos os anos. A necessidade depende do risco individual. Por isso, repetir exames sem indicação pode não trazer benefícios e pode até gerar investigações desnecessárias.
Dos 40 aos 50 anos: prevenção ganha ainda mais importância
Nessa fase, o acompanhamento cardiovascular e metabólico se torna especialmente relevante. Pressão arterial, colesterol, glicemia, peso e hábitos de vida devem fazer parte da avaliação periódica.
Também é importante discutir o histórico familiar de câncer. A prevenção do câncer não depende apenas de exames. Não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física e controlar o peso são medidas associadas à redução de diversos riscos à saúde.
A partir dos 45 anos, algumas diretrizes internacionais recomendam iniciar o rastreamento do câncer colorretal para pessoas de risco habitual. Entre as possibilidades estão testes de fezes e colonoscopia, com intervalos que variam conforme o método e os resultados.
A partir dos 50 anos: avaliação individualizada da próstata
O câncer de próstata se torna mais frequente com o avanço da idade. No Brasil, o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento sistemático de homens sem sintomas, devido ao equilíbrio entre possíveis benefícios e riscos, incluindo resultados falso-positivos, biópsias e tratamentos desnecessários.
Isso não significa ignorar a próstata. Homens devem conversar com um profissional sobre o assunto, principalmente quando existem fatores de risco, como histórico familiar de câncer de próstata em parentes próximos.
O PSA é um exame de sangue que pode ser utilizado na investigação, mas um resultado alterado não significa necessariamente câncer. O diagnóstico depende de avaliação médica e, quando indicada, biópsia.
Sintomas como dificuldade para urinar, redução do jato, sangue na urina ou necessidade de urinar muitas vezes durante a noite também devem ser avaliados, independentemente da idade.
Depois dos 60 anos: acompanhar mudanças do envelhecimento
Com o avanço da idade, o acompanhamento deve considerar não apenas doenças específicas, mas também visão, audição, saúde cardiovascular, mobilidade, memória, saúde mental, medicamentos em uso e risco de quedas.
Exames laboratoriais continuam sendo solicitados conforme as necessidades individuais. O rastreamento de câncer colorretal também pode continuar em determinadas situações, levando em consideração idade, condições de saúde, histórico de exames anteriores e expectativa de benefício.
Hábitos saudáveis também fazem parte do check-up
Praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada, evitar o cigarro, moderar o consumo de álcool e controlar o peso ajudam a reduzir fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.
Por isso, o melhor check-up é aquele planejado de acordo com a história de cada homem. Idade é apenas um dos critérios. Histórico familiar, sintomas, medicamentos, alimentação, nível de atividade física e doenças já existentes também influenciam as decisões.
Mais importante do que realizar muitos exames é fazer os exames certos, no momento adequado, interpretar os resultados com acompanhamento profissional e manter uma rotina de prevenção ao longo da vida.
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