Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares

Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares
Foto: Rei Teixeira

Unidade municipal Florestan Fernandes recebeu investimento de R$ 4,5 milhões e novos espaços de aprendizagem e convivência.

Neste artigo
  1. Do risco de alagamento a uma escola preparada para o cotidiano
  2. Uma conquista construída pela mobilização do bairro
  3. Estudantes e famílias percebem a mudança
  4. O papel da escola além da sala de aula

Por muitos anos, a chuva e o calor faziam parte da rotina dos estudantes da Escola Municipal Florestan Fernandes, no Benguí, em Belém. Salas que podiam alagar durante as aulas, aparelhos de ar-condicionado que não funcionavam e áreas externas sem estrutura para brincar deram lugar a uma unidade revitalizada, entregue à comunidade nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. A obra recebeu investimento de R$ 4,5 milhões e beneficia 960 alunos, além de servidores e famílias do entorno.

Inaugurada em 1999, a escola passou pela primeira grande intervenção estrutural desde a abertura. A entrega também marcou a décima escola reinaugurada pela Prefeitura de Belém em menos de dois anos de gestão. A unidade atende turmas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos, a Ejai.

Do risco de alagamento a uma escola preparada para o cotidiano

As mudanças alcançaram áreas que interferem diretamente na rotina escolar. A reforma incluiu a reconstrução dos telhados, a recuperação de pilares, a revisão das instalações elétricas e a climatização das salas de aula. Também foram revitalizados os pisos, a quadra esportiva, a biblioteca, o refeitório e os espaços administrativos.

Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares
Foto: Rei Teixeira

O projeto incorporou ainda 172 placas solares, uma medida que amplia a estrutura energética da unidade e insere uma solução de geração de energia no ambiente escolar. A escola recebeu paisagismo, parquinho infantil e áreas de convivência, ampliando as possibilidades de permanência e lazer para as crianças.

Outro novo espaço é a Sala de Recursos Multifuncionais. O ambiente é destinado ao atendimento educacional especializado de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades e superdotação. A presença da sala aproxima a estrutura física da escola das necessidades de inclusão que já fazem parte da rede municipal.

Uma conquista construída pela mobilização do bairro

A relação da Florestan Fernandes com o Benguí começou antes mesmo da inauguração. Segundo relatos da equipe escolar, moradores participaram da elaboração de um projeto para levar uma escola à região, que até então não contava com uma unidade próxima para atender as crianças.

Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares
Foto: Rei Teixeira

Bernadeth Damasceno, coordenadora pedagógica que trabalha no local desde a fundação, afirma que a estrutura acumulou problemas ao longo dos anos sem receber uma intervenção ampla. Ela relata que havia infiltrações no telhado, danos em portas e paredes, além de problemas na cozinha, no refeitório e no banheiro masculino.

“Desde então, nunca foi reformada essa escola. A área da cozinha, refeitório e banheiro masculino estavam caindo, um perigo para os estudantes. As portas quebradas, foram danificadas todas as paredes, o telhado com muitas infiltrações”, afirmou Bernadeth Damasceno.

Para a coordenadora, a proximidade é um dos fatores que tornam a unidade essencial para o bairro. Famílias que não têm condições de matricular os filhos em escolas mais distantes encontram na Florestan Fernandes uma alternativa acessível, com alimentação escolar e espaços que também cumprem uma função de convivência comunitária.

Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares
Foto: Rei Teixeira

Segundo a Prefeitura de Belém, a Escola Municipal Florestan Fernandes foi entregue revitalizada em 22 de setembro de 2026, no bairro do Benguí, para atender 960 estudantes com salas climatizadas, biblioteca, quadra e Sala de Recursos Multifuncionais.

Estudantes e famílias percebem a mudança

As lembranças dos alunos ajudam a dimensionar o impacto da obra. Maria Isabelly de Souza, de 11 anos, recorda que as salas eram riscadas, o ar-condicionado não funcionava adequadamente e a chuva já havia provocado alagamentos durante as aulas. Com a reforma, ela encontrou ambientes pintados e climatizados.

Ísis Santana, de 9 anos, também relata que a quadra ficava molhada e que faltavam brinquedos e locais apropriados para brincar. Agora, a estudante diz que se sente mais acolhida na escola, que passou a contar com parquinho e áreas de convivência renovadas.

Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares
Foto: Rei Teixeira

A mudança alcança mais de uma geração da mesma família. Sione Amaral estudou na Florestan Fernandes e hoje acompanha a filha, Isabela Amaral dos Santos, de 8 anos, aluna do segundo ano. Para ela, a recuperação do espaço representa um benefício para os estudantes e para toda a comunidade.

A aposentada Marlene dos Santos, moradora do bairro há 33 anos, também acompanhou a transformação. O neto dela, Alisson Matheus de Castro, de 9 anos, estuda na escola. Marlene afirma que nunca havia visto uma reforma de grande porte na unidade.

O papel da escola além da sala de aula

O diretor Edir Moraes define a Florestan Fernandes como um ponto de referência para o Parque Verde e áreas próximas. De acordo com ele, a escola reúne trajetórias de diferentes gerações e funciona como espaço de encontro para as famílias.

Após 27 anos sem grande reforma, escola do Benguí reabre para 960 alunos com 172 placas solares
Foto: Rei Teixeira

“Com essa reforma, nossos alunos terão mais conforto e segurança para estudar, e os professores mais estrutura para ensinar. Isso melhora a aprendizagem de todos”, afirmou Edir Moraes.

A entrega foi marcada por uma apresentação de carimbó feita por crianças antes do descerramento da placa de inauguração. O prefeito Igor Normando participou da cerimônia ao lado de estudantes e do secretário municipal de Educação, Jorge Vaz.

Ao comentar a obra, o prefeito afirmou que a intervenção pretende recuperar não apenas a estrutura física, mas também o vínculo da comunidade com a escola. A declaração relaciona a reforma ao histórico de mobilização dos moradores e à importância da unidade para o bairro.

Com a reinauguração, o desafio passa a ser preservar os espaços recuperados, manter os equipamentos em funcionamento e garantir que a nova estrutura seja incorporada ao cotidiano pedagógico. A escola inicia essa nova etapa já preparada para receber estudantes, famílias e servidores em ambientes mais seguros, acessíveis e adequados às atividades de aprendizagem.

Com informações de Prefeitura de Belém.

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