
Unidade municipal Florestan Fernandes recebeu investimento de R$ 4,5 milhões e novos espaços de aprendizagem e convivência.
Neste artigo
Por muitos anos, a chuva e o calor faziam parte da rotina dos estudantes da Escola Municipal Florestan Fernandes, no Benguí, em Belém. Salas que podiam alagar durante as aulas, aparelhos de ar-condicionado que não funcionavam e áreas externas sem estrutura para brincar deram lugar a uma unidade revitalizada, entregue à comunidade nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. A obra recebeu investimento de R$ 4,5 milhões e beneficia 960 alunos, além de servidores e famílias do entorno.
Inaugurada em 1999, a escola passou pela primeira grande intervenção estrutural desde a abertura. A entrega também marcou a décima escola reinaugurada pela Prefeitura de Belém em menos de dois anos de gestão. A unidade atende turmas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens, Adultos e Idosos, a Ejai.
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Do risco de alagamento a uma escola preparada para o cotidiano
As mudanças alcançaram áreas que interferem diretamente na rotina escolar. A reforma incluiu a reconstrução dos telhados, a recuperação de pilares, a revisão das instalações elétricas e a climatização das salas de aula. Também foram revitalizados os pisos, a quadra esportiva, a biblioteca, o refeitório e os espaços administrativos.

O projeto incorporou ainda 172 placas solares, uma medida que amplia a estrutura energética da unidade e insere uma solução de geração de energia no ambiente escolar. A escola recebeu paisagismo, parquinho infantil e áreas de convivência, ampliando as possibilidades de permanência e lazer para as crianças.
Outro novo espaço é a Sala de Recursos Multifuncionais. O ambiente é destinado ao atendimento educacional especializado de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades e superdotação. A presença da sala aproxima a estrutura física da escola das necessidades de inclusão que já fazem parte da rede municipal.
Uma conquista construída pela mobilização do bairro
A relação da Florestan Fernandes com o Benguí começou antes mesmo da inauguração. Segundo relatos da equipe escolar, moradores participaram da elaboração de um projeto para levar uma escola à região, que até então não contava com uma unidade próxima para atender as crianças.

Bernadeth Damasceno, coordenadora pedagógica que trabalha no local desde a fundação, afirma que a estrutura acumulou problemas ao longo dos anos sem receber uma intervenção ampla. Ela relata que havia infiltrações no telhado, danos em portas e paredes, além de problemas na cozinha, no refeitório e no banheiro masculino.
“Desde então, nunca foi reformada essa escola. A área da cozinha, refeitório e banheiro masculino estavam caindo, um perigo para os estudantes. As portas quebradas, foram danificadas todas as paredes, o telhado com muitas infiltrações”, afirmou Bernadeth Damasceno.
Para a coordenadora, a proximidade é um dos fatores que tornam a unidade essencial para o bairro. Famílias que não têm condições de matricular os filhos em escolas mais distantes encontram na Florestan Fernandes uma alternativa acessível, com alimentação escolar e espaços que também cumprem uma função de convivência comunitária.

Segundo a Prefeitura de Belém, a Escola Municipal Florestan Fernandes foi entregue revitalizada em 22 de setembro de 2026, no bairro do Benguí, para atender 960 estudantes com salas climatizadas, biblioteca, quadra e Sala de Recursos Multifuncionais.
Estudantes e famílias percebem a mudança
As lembranças dos alunos ajudam a dimensionar o impacto da obra. Maria Isabelly de Souza, de 11 anos, recorda que as salas eram riscadas, o ar-condicionado não funcionava adequadamente e a chuva já havia provocado alagamentos durante as aulas. Com a reforma, ela encontrou ambientes pintados e climatizados.
Ísis Santana, de 9 anos, também relata que a quadra ficava molhada e que faltavam brinquedos e locais apropriados para brincar. Agora, a estudante diz que se sente mais acolhida na escola, que passou a contar com parquinho e áreas de convivência renovadas.

A mudança alcança mais de uma geração da mesma família. Sione Amaral estudou na Florestan Fernandes e hoje acompanha a filha, Isabela Amaral dos Santos, de 8 anos, aluna do segundo ano. Para ela, a recuperação do espaço representa um benefício para os estudantes e para toda a comunidade.
A aposentada Marlene dos Santos, moradora do bairro há 33 anos, também acompanhou a transformação. O neto dela, Alisson Matheus de Castro, de 9 anos, estuda na escola. Marlene afirma que nunca havia visto uma reforma de grande porte na unidade.
O papel da escola além da sala de aula
O diretor Edir Moraes define a Florestan Fernandes como um ponto de referência para o Parque Verde e áreas próximas. De acordo com ele, a escola reúne trajetórias de diferentes gerações e funciona como espaço de encontro para as famílias.

“Com essa reforma, nossos alunos terão mais conforto e segurança para estudar, e os professores mais estrutura para ensinar. Isso melhora a aprendizagem de todos”, afirmou Edir Moraes.
A entrega foi marcada por uma apresentação de carimbó feita por crianças antes do descerramento da placa de inauguração. O prefeito Igor Normando participou da cerimônia ao lado de estudantes e do secretário municipal de Educação, Jorge Vaz.
Ao comentar a obra, o prefeito afirmou que a intervenção pretende recuperar não apenas a estrutura física, mas também o vínculo da comunidade com a escola. A declaração relaciona a reforma ao histórico de mobilização dos moradores e à importância da unidade para o bairro.
Com a reinauguração, o desafio passa a ser preservar os espaços recuperados, manter os equipamentos em funcionamento e garantir que a nova estrutura seja incorporada ao cotidiano pedagógico. A escola inicia essa nova etapa já preparada para receber estudantes, famílias e servidores em ambientes mais seguros, acessíveis e adequados às atividades de aprendizagem.
Com informações de Prefeitura de Belém.
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