
Mobilidade, serviços consolidados e preços menores que os de Umarizal, Nazaré e Batista Campos colocam o bairro no radar do mercado imobiliário da capital.
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Quem procura apartamento em Belém e se assusta com o preço do metro quadrado em Umarizal, Nazaré ou Batista Campos passou a olhar também para o Marco. O bairro, que já reunia comércio, serviços, escolas e unidades de saúde, entrou no radar de quem quer morar bem localizado ou investir em imóveis na capital paraense, segundo avaliação de consultores e incorporadores do setor.
O principal símbolo desse movimento é o Convex by TWT, empreendimento da TWT Realty previsto para a Travessa do Chaco, com 210 unidades.
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O que mudou no olhar de quem compra
Durante muito tempo, os três bairros tradicionais foram a principal referência de valorização imobiliária em Belém. Agora, o comprador pesa outros critérios além do apartamento em si: mobilidade, proximidade de serviços e praticidade no dia a dia entram na conta com mais força.
Nesse cenário, o Marco aparece como opção para quem precisa conciliar localização e planejamento financeiro. A possibilidade de encontrar imóveis com preços mais competitivos que os dos bairros tradicionais atrai principalmente quem busca o primeiro apartamento e investidores interessados em renda futura.
Para Patrick Biá, consultor estratégico em mercado imobiliário e advisor da TWT/Laje, a combinação de fatores explica o interesse.
“A localização é um dos principais diferenciais do bairro. O Marco facilita o deslocamento para diferentes regiões de Belém e conta com uma estrutura consolidada de comércio, serviços, educação e saúde. Essas características, que já faziam parte da identidade da região, passaram a ser ainda mais valorizadas por consumidores que buscam praticidade e mobilidade”, explica Patrick Biá.
Studios compactos e apartamentos de dois quartos
Segundo a TWT Realty, o Convex by TWT terá 210 unidades na Travessa do Chaco, divididas entre studios de aproximadamente 32 m² e 38 m² e apartamentos de dois quartos com cerca de 64 m².
A oferta de unidades compactas atende a quem prioriza funcionalidade e localização, além de investidores que buscam imóveis com potencial de geração de renda. O projeto foi concebido para públicos diversos, do comprador de um apartamento enxuto a quem vê o imóvel como estratégia de formação de patrimônio.
O terreno se estende até a esquina da Travessa do Chaco com a Avenida Rômulo Maiorana. A área também prevê outros empreendimentos, que serão independentes, sem comunicação ou integração física entre si.
“Os novos empreendimentos ajudam a renovar a oferta imobiliária e a acompanhar as mudanças no perfil dos consumidores. Projetos com arquitetura contemporânea, espaços funcionais e propostas alinhadas às características da região podem ampliar o interesse pelo bairro e atrair diferentes perfis de moradores e investidores”, acrescenta Biá.
Uma expansão do eixo de valorização?
Para Túlio Damasceno, diretor-executivo e sócio-proprietário do Grupo TWT, o fenômeno vai além da chegada de novos prédios.
“A chegada de novos empreendimentos faz parte desse processo e também contribui para ampliar o olhar do mercado para a região. É um movimento que merece ser acompanhado porque pode representar uma expansão do eixo tradicional de valorização imobiliária de Belém”, afirma Túlio Damasceno.
A comparação com Umarizal, porém, exige cautela. Os dois bairros não têm o mesmo perfil nem estão no mesmo estágio de valorização. O paralelo diz respeito ao crescimento do interesse por regiões que combinam infraestrutura, localização e oportunidades de investimento.
O efeito para o bairro e para o comprador
Novos empreendimentos tendem a estimular a circulação de pessoas, fortalecer o comércio e os serviços e atrair investimentos para o entorno. Trata-se de um processo gradual, que depende não só da construção de edifícios, mas também da mudança na percepção do mercado sobre a área.
Para o leitor da Grande Belém, a leitura prática é que o endereço passa a competir por um perfil de comprador que antes se concentrava nos bairros mais caros. Para Biá, esse comprador avalia a experiência de morar no local.
“Hoje, o consumidor avalia não apenas o imóvel, mas também a experiência de morar naquela localização. Praticidade, mobilidade, acesso a serviços e facilidade de deslocamento estão entre os fatores que influenciam a decisão de compra”, ressalta Patrick Biá.
Enquanto Umarizal, Nazaré e Batista Campos mantêm sua relevância, o Marco amplia espaço como alternativa. Cabe ao mercado acompanhar nos próximos lançamentos da área se o interesse se converterá em valorização consistente do bairro.
Com informações de TWT Realty e Grupo TWT.
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