
A Ilha do Combu, em Belém, acaba de ganhar status oficial no mapa do turismo paraense. O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, no dia 11, o Projeto de Lei nº 588/2025, que cria a Rota Turística Ilha do Combu. A proposta quer organizar a visitação, ampliar a divulgação do território e garantir que o dinheiro do turismo fique com quem mora na ilha.
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A medida chega em um momento de procura crescente. A ilha fica a cerca de 15 minutos de barco do centro da capital e virou destino fixo de moradores de Belém e de turistas que buscam floresta, ribeirinhos, açaí e cacau sem sair da região metropolitana.
O que muda com a Rota Turística Ilha do Combu
O projeto aprovado tem três eixos principais: divulgação da localidade, conservação do território e aproveitamento turístico ordenado da região.
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Também estão previstos a valorização da diversidade local, a oferta de produtos produzidos na própria ilha, a promoção do artesanato e a geração de emprego e renda para a população ribeirinha.
Na prática, a rota funciona como um selo, um roteiro reconhecido pelo Estado, capaz de dar visibilidade ao território e servir de base para políticas públicas de infraestrutura, sinalização e promoção turística.
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Segundo o autor da proposta, “a localidade tornou-se um dos principais pontos turísticos do Pará, com interesse cada vez maior de pessoas em conhecer o jeito de viver das populações tradicionais, a culinária, o artesanato e a cultura rica e única da região”.
O argumento tem lastro no que se vê na ilha. O Combu concentra restaurantes flutuantes e à beira do rio, espaços de lazer, casas que servem pratos típicos e uma produção local de açaí e cacau que sustenta famílias inteiras.
A produção de cacau da ilha, inclusive, deu origem a um dos endereços mais procurados do território, a casa do chocolate, ponto obrigatório para quem atravessa o rio Guamá em busca de sabor amazônico feito na origem.
Entenda o caso
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará aprovou, no dia 11, o Projeto de Lei nº 588/2025, que institui a Rota Turística Ilha do Combu, território que integra o município de Belém. O texto prevê incentivo à divulgação, conservação ambiental, valorização de produtos locais e geração de renda para as comunidades ribeirinhas da ilha.
Como chegar à Ilha do Combu
A travessia é curta e barata. Os barcos saem da Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor, em Belém, e cruzam o rio Guamá em cerca de 15 minutos.
As embarcações fazem a viagem todos os dias e em praticamente todos os horários, o que permite tanto o passeio de meio período quanto o programa de dia inteiro.
É essa proximidade que explica o apelo do lugar. Em menos de meia hora, quem sai do centro de Belém troca o asfalto por igarapés, banho de rio e a sombra das árvores da várzea amazônica.
Uma ilha que vive de conservação
O Combu é área de proteção ambiental e depende diretamente da floresta em pé. Açaizais, cacauais e o extrativismo familiar sustentam a economia local, e é justamente esse arranjo que o projeto aprovado na Alepa pretende proteger.
O desafio agora é equilibrar a chegada de mais visitantes com a capacidade do território de absorver esse fluxo, sem comprometer nascentes, igarapés e o modo de vida ribeirinho que atrai o turista em primeiro lugar.
Com a aprovação em plenário, o texto segue para as etapas seguintes do processo legislativo. A expectativa das comunidades é que o reconhecimento oficial venha acompanhado de investimento em estrutura, segurança na travessia e apoio direto aos empreendimentos tocados por moradores da ilha.
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