O talento, a ciência e a força das mulheres que sustentam a bioeconomia no Pará acabam de ganhar um merecido destaque em nível nacional. O projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico “Selo Amazônia Mulher: Equidade na Bioeconomia Regional” foi anunciado oficialmente como um dos grandes finalistas do prestigiado Prêmio República. A premiação, organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), reconhece em todo o país as melhores práticas que fortalecem a Justiça, a cidadania e os direitos fundamentais.
Coordenada com maestria pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a iniciativa conta com o financiamento estratégico do Governo do Estado do Pará, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), atuando em parceria direta com a Secretaria de Estado das Mulheres (Semu). Esse reconhecimento nacional coloca o Pará no topo das discussões sobre inovação social, provando que o investimento em ciência e o protagonismo feminino geram resultados concretos e transformadores para o nosso território.
Uma ponte entre a ciência e o trabalho das mulheres da floresta
Idealizado e coordenado pela professora da Ufra, Dra. Thais Gleice Martins Braga, o projeto nasceu com a nobre missão de promover a igualdade de gênero dentro do mercado de produtos naturais e sustentáveis da Amazônia. Na prática, a iniciativa mapeia, cadastra e acompanha de perto o trabalho de mulheres empreendedoras, gestoras, trabalhadoras rurais e líderes comunitárias em diversos municípios paraenses. Os negócios que atuam de forma correta e respeitam o meio ambiente recebem o certificado oficial do selo, garantindo mais credibilidade no mercado.
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O grande diferencial do projeto é o suporte oferecido para além do papel. As cadastradas ganham mentorias especializadas de negócios, orientações técnicas sobre seus produtos e ampla visibilidade. A iniciativa foi impulsionada por um edital histórico da Fapespa feito exclusivamente para mulheres cientistas, uma política pública fundamental para que pesquisadoras locais pudessem criar soluções inovadoras voltadas para a própria realidade da nossa região.
Da consagração na COP30 em Belém ao reconhecimento em Paris
O impacto do Selo Amazônia Mulher já rompeu fronteiras e acumula conquistas impressionantes. O projeto já articulou mais de 300 cadastros em 11 municípios do interior e da capital do Pará, certificando dezenas de produtoras locais. Toda essa potência ganhou os olhos do mundo inteiro durante a COP30, a grande conferência da ONU sobre o clima que transformou Belém no centro das atenções globais em novembro de 2025. No evento, os líderes mundiais puderam conhecer de perto as soluções de sustentabilidade criadas pelas mãos das paraenses.
Além do sucesso em solo paraense, o projeto alcançou visibilidade internacional ao ser selecionado para uma apresentação oral presencial em uma importante conferência mundial de ciência de plantas e biologia molecular em Paris, na França. Levar o nome do Pará e o rosto das nossas trabalhadoras para o exterior mostra que o manejo sustentável do açaí, dos óleos naturais, do artesanato e dos cosméticos da Amazônia é referência global de economia do futuro.
Expectativa para o resultado do prêmio em Brasília
Os grandes vencedores do XIV Prêmio República, na categoria de Responsabilidade Social, serão conhecidos em uma cerimônia oficial realizada nesta quarta-feira, dia 17 de junho de 2026, às 18h, direto do Auditório JK da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. A indicação celebra o acerto do Governo do Estado em unir o respeito à floresta com a geração de renda e autonomia para o público feminino.
A coordenação do projeto e a presidência da Fapespa comemoram a indicação como uma prova viva de que a Amazônia pode liderar a economia verde mundial de forma justa e inclusiva. Ao valorizar as competências das mulheres da terra, o estado cria novas oportunidades de mercado, melhora a qualidade de vida nas comunidades tradicionais e garante que a floresta em pé continue sendo nossa maior riqueza.
Para conhecer os detalhes das pesquisas apoiadas pela fundação estadual e acompanhar os próximos editais voltados para a ciência e tecnologia na nossa região, você pode acessar a página oficial da Fapespa. A fundação atua no fomento ao desenvolvimento científico e fica sediada na Avenida Presidente Vargas, no bairro de Batista Campos, em Belém.
Dica Extra: Como apoiar o empreendedorismo feminino local
Priorize marcas locais: Na hora de comprar cosméticos, chocolates, joias ou biojoias, procure por cooperativas e marcas lideradas por mulheres do Pará.
Conheça a história do produto: Valorize marcas que explicam de onde vem a matéria-prima e como respeitam as comunidades extrativistas.
Indique nas redes sociais: Viu uma produtora paraense fazendo um trabalho bonito? Curta, comente e compartilhe a página dela para ajudar a alcançar novos clientes.
Apoie a ciência da nossa terra: Valorize os projetos e pesquisas que nascem dentro das universidades públicas paraenses, como a Ufra e a UFPA.
Compartilhe essa excelente notícia com seus amigos no WhatsApp e comemore o talento das mulheres do nosso Pará brilhando para o Brasil e para o mundo!
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