O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, principal obra estruturante prevista no Plano de Bioeconomia do Pará (PlanBio), contará com um centro dedicado a povos e comunidades tradicionais. Nesta segunda-feira (16), o Centro de Sociobioeconomia, desenvolvido no âmbito da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), foi o tema central da 3ª Reunião Extraordinária do Comitê Executivo do PlanBio. Um dos pilares do projeto será o modelo de governança do espaço, atualmente em fase de desenvolvimento, com participação direta dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCTs) e agricultores familiares.
“O Centro de Sociobioeconomia, cujo conceito foi desenvolvido com apoio do UK PACT (United Kingdom Partnering for Accelerated Climate Transitions), procura dinamizar as ações da sociobioeconomia nos diversos territórios do Estado. Para isso, parte da necessidade de compreender as demandas específicas de cada território e desenvolver estratégias de fomento adequadas à diversidade da sociobiodiversidade paraense, atendendo povos indígenas, quilombolas, extrativistas e agricultores familiares”, destacou Camille Bemerguy, secretária adjunta de Bioeconomia da Semas.
O Centro de Sociobioeconomia do Pará será parte integrante do futuro Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, que terá estrutura voltada ao apoio de negócios ligados à bioeconomia. O espaço vai abrigar startups, empreendimentos comunitários, indústrias e instituições de pesquisa, oferecendo coworkings, laboratórios para desenvolvimento de produtos e serviços especializados de mentoria, capacitação, incubação e aceleração.
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“Há uma expectativa muito grande por parte dos PIQCTs de que esse centro tenha uma governança com protagonismo efetivo deles. Existe uma demanda concreta para que o centro atenda diretamente às suas expectativas e necessidades, e que eles possam articular essas demandas a partir da gestão do espaço”, ressaltou Pedro Leitão, presidente da Trama Brasil Projetos, que apresentou os resultados do trabalho desenvolvido em 2024 e que segue em 2025, com foco na institucionalização do centro.
As ações previstas para o Parque de Bioeconomia integram o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), vinculado ao Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), uma das principais estratégias do governo do Pará para a transição a uma economia de baixo carbono. A iniciativa visa transformar a região em um polo de desenvolvimento sustentável, científico e tecnológico.
Durante a reunião, também foram debatidas propostas para o Observatório de Bioeconomia, ferramenta considerada fundamental para monitorar a implementação das políticas públicas, a atuação nos territórios e a atração de investimentos para o Estado. “É um mecanismo estratégico para aprimorar a gestão e avaliar os impactos do PlanBio”, acrescentou Camille Bemerguy.
Plataforma de monitoramento
Outro destaque da reunião foi a apresentação da plataforma de monitoramento do Plano Estadual de Bioeconomia, lançada durante o Fórum Paraense de Mudanças e Adaptações Climáticas (FPMAC), na semana passada. A ferramenta digital permite que as secretarias atualizem mensalmente informações sobre suas ações, possibilitando o acompanhamento da execução e a transparência de dados como volume de recursos aplicados e número de pessoas atendidas.
“O Plano de Bioeconomia conta com 122 ações de 18 secretarias, por isso, a importância desse acompanhamento. Desde 2024, a Semas vem desenvolvendo a plataforma, que se torna um instrumento essencial para nortear futuras políticas públicas, ampliando o alcance, melhorando o impacto e garantindo eficiência na execução”, finalizou Camille Bemerguy.
Fonte: Agência Pará
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