
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, e o diretor do Instituto Fome Zero (IFZ), José Graziano, se reuniram, nesta quinta-feira (29/5), em Brasília, para discutir a adaptação dos programas de proteção social do Brasil aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas.
O encontro focou em modelos de proteção social adaptativa, visando preparar o país para responder de forma mais eficaz a emergências e fortalecer a resiliência das populações mais vulneráveis. A iniciativa visa o desenvolvimento de indicadores que permitam ajustar programas sociais, como o Bolsa Família, para proteger os beneficiários do Cadastro Único contra os impactos de eventos climáticos extremos.
A secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, reiterou que a reunião abordou “modelos que vêm sendo adotados para desenvolver indicadores que apoiem o país na adaptação de programas sociais ao enfrentamento das mudanças climáticas, com foco especial em como afetam a população mais vulnerável”.
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José Graziano destacou o alinhamento para ações de curto prazo. “Discutimos hoje como vincular os dados que temos sobre prevenção de desastres climáticos aos programas sociais, como o Bolsa Família”, explicou.
O diretor do IFZ defendeu uma mudança na lógica atual de resposta a desastres. “Sabemos quando virão fortes chuvas ou secas. O que podemos fazer na política social para antecipar esses eventos, em vez de apenas remediar as consequências?”, questionou Graziano. Ele sublinhou que estudos internacionais indicam que a ação preventiva pode ser de três a dez vezes mais eficiente no uso de recursos públicos do que medidas reativas.
Participaram também do encontro o secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton; o secretário de Avaliação e Gestão da Informação e Cadastro Único (SAGICAD), Rafael Osório; e o diretor do Instituto Fome Zero, Walter Belik.
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