Em uma audiência pública realizada em Novo Progresso (PA) na última sexta-feira (15/12), a discussão sobre o projeto da ferrovia EF-170, popularmente conhecido como Ferrogrão, foi pauta central. A Aprosoja Brasil e Aprosoja Pará estiveram presentes no evento, promovido por sugestão do senador Zequinha Marinho (PA) pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal.
Entre os presentes estavam produtores rurais, empresários e membros da comunidade indígena Kaiapó, que expressaram suas visões sobre a importância da Ferrogrão. O presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, destacou a necessidade de encontrar soluções para integrar essas comunidades indígenas ao desenvolvimento socioeconômico do país.
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Falando diretamente aos indígenas, Galvan mencionou o exemplo dos Parecis, em Mato Grosso, e enfatizou a transformação positiva que o progresso trouxe para aquela comunidade. “Vocês precisam ser reconhecidos pelo trabalho que realizam”, ressaltou.
O cacique geral Kuei, da Terra Indígena Baú, expressou o desejo da comunidade Kaiapó de participar ativamente desse processo de desenvolvimento. “Nós temos direito ao progresso. Estamos junto com o município para ganhar alguma coisa para a nossa população, indígena e não indígena”, afirmou o líder, destacando o anseio por progresso tanto para Novo Progresso quanto para a aldeia Kuei.
O presidente da Aprosoja Pará, Vanderlei Ataídes, também ressaltou a importância da Ferrogrão para os estados do Pará e Mato Grosso.
O senador Zequinha Marinho, por sua vez, apresentou números que evidenciam os benefícios econômicos e ambientais da ferrovia, destacando sua capacidade de reduzir o custo do frete e gerar empregos, além de contribuir significativamente para a redução das emissões de CO².
A audiência pública proporcionou um espaço para o diálogo entre diferentes partes interessadas, reforçando a importância da inclusão de todas as comunidades afetadas no planejamento e implementação de grandes projetos de infraestrutura como a Ferrogrão.
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