O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) tem atuado de forma permanente para apoiar o Amazonas diante das fortes cheias que atingem o estado. Até o momento, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) reconheceu 16 situações de emergência e aprovou 13 planos de ajuda humanitária apresentados pelos municípios afetados. Três planos de trabalho enviados continuam em análise, sendo dois para assistência humanitária e um para ações de reconstrução.
O ministro Waldez Góes recebeu, nesta terça-feira (17), o deputado estadual, Daniel Almeida e o secretário da Defesa Civil de Manaus, Coronel Lima Junior, para discutir as ações da Sedec no estado. Na reunião, eles destacaram as capacitações dos agentes de Defesa Civil estaduais realizadas no estado na última semana para a chegada da ferramenta Defesa Civil Alerta, prevista para chegar em toda a região Norte ainda no segundo semestre deste ano.
Ao todo, R$ 11,7 milhões em recursos do Governo Federal já foram autorizados para repasse a prefeituras e ao governo estadual, para atender de forma rápida e eficaz as populações atingidas. As medidas incluem a compra e distribuição de cestas básicas, kits de higiene, água potável, colchões, entre outros itens essenciais.
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O ministro Waldez Góes, explica como os repasses podem ser aplicados. “Os recursos da Defesa Civil podem ser empregados naquele primeiro momento que acontece o desastre pra fazer assistência humanitária, pra dar kits de higiene, alimentação para as pessoas que foram atingidas, que enfrentam as consequências daquele desastre, bem como pra restabelecimento dos serviços essenciais, como, por exemplo, abastecimento de água e desobstrução de vias públicas. Além disso, nós também podemos utilizar os recursos da Defesa Civil pra fazer reconstrução de infraestruturas públicas destruídas pelo desastre ou ainda de habitações destruídas pelo desastre”, destacou.
As inundações impactaram diretamente 106.464 famílias em todo o estado, o que representa aproximadamente 425.844 pessoas afetadas. As nove calhas de rios da região seguem em processo de cheia, com picos variados entre os meses de março e julho. Em Manaus, por exemplo, o Rio Negro está com 28,90 metros, conforme a medição mais recente do Porto de Manaus divulgada nesta terça-feira (17). O nível se mantém estável desde o último sábado (14), a apenas 10 centímetros da cota de inundação severa.
Apesar da situação ainda crítica, a previsão do Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgada no 3º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2025, é de que o ápice da cheia ocorra até o fim desta semana. A expectativa é que o nível dos rios comece a recuar gradualmente nas próximas semanas.
Os municípios com reconhecimento federal de situação de emergência vigente são:
Apuí
Barreirinha
Benjamin Constant
Boca do Acre
Borba
Carauari
Careiro da Várzea
Eirunepé
Guajará
Humaitá
Ipixuna
Itamarati
Manicoré
Novo Aripuanã
Tonantins
Urucurituba
A atuação do MIDR, por meio da Defesa Civil Nacional, reforça o compromisso do Governo Federal em proteger vidas, garantir assistência às populações vulneráveis e apoiar a reconstrução das áreas afetadas. O trabalho continua em ritmo acelerado para que todos os municípios que apresentarem planos de resposta recebam o suporte necessário de forma célere.
Fonte: EBC/Agência Gov |
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