A edição de 2024 da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, a maior do Norte do Brasil, reafirmou seu sucesso, atraindo mais de 450 mil visitantes ao Hangar Centro de Convenções, em Belém, durante os nove dias de programação, de 17 a 25 de agosto. Organizada pelo governo do Pará, através da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), a feira manteve seu compromisso de promover a leitura, cultura e diversidade.
Ao longo do evento, foram movimentados mais de R$ 14,5 milhões em negócios, com a venda de mais de 600 mil livros. O programa CredLivro, destinado a profissionais da educação para incentivar o aprimoramento pessoal e profissional, contribuiu significativamente, com mais de R$ 4 milhões em vendas.
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Além dos livros, a Feira Criativa destacou o empreendedorismo local, com 54 empreendedores distribuídos em 18 barracas, gerando mais de R$ 300 mil em vendas de produtos artesanais. No Beco do Artista, os artistas visuais puderam expor e comercializar suas criações autorais, resultando em uma arrecadação de mais de R$ 120 mil.
Os 229 estandes montados no Hangar abrigaram uma vasta oferta de títulos, com escritores participando ativamente em 126 sessões de autógrafos no Ponto do Autor. Entre os homenageados deste ano, destacam-se Antônio Juraci Siqueira e Iracema Oliveira, que lançaram obras publicadas pela Secult. A obra “Iracema Voa: A mulher que traz a arte na alma”, de Ester Sá, e o box do poeta “Juraci, O Canoeiro das Letras”, com três volumes previamente publicados, foram grandes destaques.
Nesta edição, as Multivozes da Feira foram representadas por temas como as Vozes do Clima: A COP na Amazônia; Vozes da Poética e do Imaginário; Vozes da Diversidade e Inclusão; Vozes da Democracia e Liberdade; Vozes da Ancestralidade; Vozes da Tecnologia; Vozes da Juventude; Vozes do Escritor Paraense e as Vozes da Memória e do Patrimônio.
A feira foi distribuída em três arenas principais: a Arena Multivozes, a Arena das Artes e a Arena Amazônia. A Arena Multivozes, localizada no centro do Hangar, promoveu 32 rodas de conversa, 12 saraus e 7 papos-cabeça. Na Arena Amazônia, no espaço externo, 37 artistas se apresentaram, incluindo a Amazônia Jazz Band, Dona Onete e outros grandes nomes regionais. Já a Arena das Artes, voltada para o público infanto-juvenil, trouxe peças teatrais, danças e contação de histórias desenvolvidas por escolas e artistas locais, com o apoio da Fundação Cultural do Pará.
Segundo a secretária de Cultura, Ursula Vidal, a feira é um importante marco de incentivo à leitura e às manifestações culturais. “Encerramos mais uma edição com a sensação de missão cumprida. O sucesso da feira reflete o apreço do nosso público pelo imaginário amazônico, por nossas memórias culturais e ancestrais. Este evento nos faz refletir e enfrentar desafios com responsabilidade, inteligência e, acima de tudo, valorização da educação”, celebrou ao encerrar a 27ª edição.
A edição de 2025 já está confirmada e homenageará o Mestre Damasceno, compositor e criador do búfalo bumbá, e a escritora e poeta Wanda Monteiro, dois ícones da cultura paraense.
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