
Sentir dor ao levantar o braço é uma queixa muito comum em consultórios ortopédicos, especialmente entre pessoas que praticam atividades físicas ou realizam movimentos repetitivos no dia a dia. Essa dor pode surgir de forma súbita, após um esforço maior, ou se instalar aos poucos, comprometendo tarefas simples como pentear o cabelo, pegar um objeto na prateleira ou até mesmo dormir.
A articulação do ombro é uma das mais complexas do corpo humano, permitindo uma grande amplitude de movimentos. No entanto, essa flexibilidade também a torna mais suscetível a desgastes e lesões em diferentes estruturas, como tendões, bursas, articulações e músculos. Compreender a origem do incômodo é o primeiro passo para encontrar o alívio e evitar que o problema se agrave.
Uma das causas mais frequentes é a tendinite do ombro, que consiste na inflamação de um ou mais tendões locais. O tendão supraespinhal, responsável por elevar o braço lateralmente, é o mais atingido. Essa condição costuma estar associada ao uso repetitivo do membro superior em tarefas manuais acima da cabeça ou treinos sem a postura adequada. Quem tem tendinite costuma sentir uma fisgada ou queimação e um forte desconforto noturno ao deitar sobre o lado afetado.
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Se o ombro começou a chiar e a dor bateu forte, não precisa ficar esperando o pior acontecer, mas também nada de desespero. Dá para começar a cuidar desse incômodo no aconchego do lar com algumas medidas bem simples. Pegue uma bolsa de gelo enrolada em um pano de prato e coloque no local por cerca de 20 minutos. Esse truque ajuda a dimuir o inchaço e anestesia a região. Outro ponto crucial é dar um descanso para o braço, evitando carregar sacolas pesadas ou fazer movimentos bruscos lá no alto até a dor dar uma trégua.
Olha, e se a dor tiver te deixando com o corpo cansado e tenso, um banho morno relaxante pode ajudar a soltar a musculatura do pescoço e das costas que acaba sofrendo junto. Não é recomendado fazer massagem forte ou puxar o braço de qualquer jeito para não piorar a lesão. É hora de desacelerar o ritmo e respeitar o limite do corpo.
Outro diagnóstico muito comum é a bursite subacromial. A bursa funciona como uma pequena bolsa com líquido que atua como amortecedor entre os ossos e os tendões. Quando ela inflama por causa de sobrecarga, gera uma dor na parte externa do ombro que pode irradiar para o braço, além de provocar sensibilidade ao toque. Segundo especialistas, a bursite frequentemente coexiste com a tendinite, o que intensifica os sintomas e exige um cuidado duplo.
Existe ainda a capsulite adesiva, popularmente conhecida como ombro congelado. Ela se caracteriza por uma rigidez progressiva da articulação, resultando em dor crônica e perda relevante da mobilidade. Essa condição é mais observada em mulheres entre 40 e 60 anos e pode estar relacionada a fatores genéticos, diabetes ou longos períodos de imobilização do braço.
Para identificar a causa exata, a avaliação de um profissional é indispensável. O médico realiza testes físicos para testar a força e a amplitude do movimento. Caso necessário, exames de imagem como radiografia, ultrassonografia ou ressonância magnética são solicitados para visualizar detalhadamente os tendões e as bursas, confirmando o diagnóstico.
Na grande maioria dos casos, o tratamento inicial envolve repouso relativo das atividades que geram dor, aplicação de compressas de gelo para controlar a inflamação nas fases iniciais e o uso de medicamentos analgésicos sob orientação. A fisioterapia desempenha um papel fundamental nesse processo, agindo no fortalecimento muscular e na devolução da mobilidade perdida.
Técnicas modernas e infiltrações focadas na regeneração dos tecidos também auxiliam na recuperação de dores crônicas. O procedimento cirúrgico, geralmente feito por artroscopia (uma técnica minimamente invasiva), fica reservado para situações específicas, como rupturas graves de tendão ou quando o tratamento clínico não apresenta melhora após alguns meses.
A melhor maneira de lidar com o problema é a prevenção. Adotar hábitos saudáveis no trabalho e na academia protege a articulação a longo prazo. Fique atento aos sinais do seu corpo e não force o braço caso sinta algum estalo ou incômodo persistente.
DICA EXTRA: Como prevenir novas crises | Faça um aquecimento leve antes de submeter os braços a esforços e capriche no fortalecimento regular dos músculos do ombro e das escápulas. Mantenha também a atenção à postura ao usar o celular ou o computador, evitando deixar os ombros caídos para a frente por muito tempo.





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