Cabelo com cheiro ruim mesmo lavado: causas e como resolver

O problema pode ter origem em hábitos simples do dia a dia ou em condições de saúde que pedem atenção

Você lava o cabelo, sai do banho se sentindo limpa, e poucas horas depois percebe aquele cheiro desagradável vindo do couro cabeludo? Saiba que isso é mais comum do que parece, tem nome, e na maioria das vezes tem solução simples.

A chamada síndrome do cabelo odorífero acontece quando a pele no topo da cabeça apresenta um odor ruim que pode persistir nos fios. Não é frescura, não é falta de higiene necessariamente, e definitivamente não é algo que você precisa simplesmente aceitar.

O que está por trás desse odor

A causa mais frequente é o acúmulo de células mortas da pele, suor e sebo, que é o óleo natural produzido pelo couro cabeludo. Quando esse acúmulo acontece, bactérias se proliferam, e aí o cheiro aparece.

Mas não é só isso. Fungos e leveduras também podem se instalar no couro cabeludo e provocar odor, muitas vezes acompanhados de caspa ou coceira. A dermatite seborreica, condição bastante comum, entra nessa lista como uma das principais causas.

Outros fatores que contribuem para o problema:

  • Resíduos de produtos capilares: o excesso de xampu seco, condicionador e cremes de finalização se acumula na raiz e cria um ambiente propício para bactérias e fungos
  • Suor excessivo: quem tem hiperidrose, condição que causa transpiração acima do normal, pode sentir o cheiro se intensificar ao longo do dia. Em Belém, onde o calor e a umidade são constantes, esse fator pesa ainda mais
  • Alterações hormonais: mudanças no organismo, como as que acontecem na menopausa ou em período de estresse intenso, podem alterar a produção de oleosidade e o odor do couro cabeludo
  • Psoríase: a inflamação característica da doença também pode gerar odor na região
  • Dieta: alguns alimentos afetam o cheiro do corpo como um todo, incluindo o couro cabeludo

Vale lembrar ainda que toxinas do ambiente, como fumaça, poluição e cheiros fortes, grudam nos fios e podem ser confundidas com odor do próprio couro cabeludo.

O que você pode fazer em casa, com o que tem aqui no Pará

Antes de partir para o médico, algumas mudanças no dia a dia já podem fazer uma grande diferença. E a boa notícia é que Belém oferece ingredientes naturais poderosos, muitos deles vendidos nas feiras do Ver-o-Peso, do Guamá e nos mercados de bairro por um preço acessível.

Vinagre de maçã: misture uma parte de vinagre para três partes de água e aplique no couro cabeludo antes do banho. Deixe agir de 10 a 15 minutos e enxágue bem. Ele equilibra o pH da pele e reduz bactérias. Encontrado facilmente em mercados e feiras da cidade.

Andiroba: o óleo de andiroba é um clássico da Amazônia com propriedades anti-inflamatórias e antifúngicas. Aplique em pequena quantidade no couro cabeludo, massageie e deixe por cerca de 20 minutos antes de lavar. Vende nas feiras e em lojas de produtos naturais em toda Belém.

Copaíba: o óleo de copaíba tem ação antibacteriana e é amplamente usado na medicina popular amazônica. Diluído em água ou em um xampu neutro, pode ser aplicado no couro cabeludo para ajudar a controlar o odor e a oleosidade. Também encontrado nas feiras e farmácias de manipulação da cidade.

Capim-limão (erva-cidreira de capim): muito comum nas feiras de Belém, pode ser usado para fazer um chá forte e, após esfriar, aplicado como enxágue final nos cabelos. Tem ação antibacteriana leve e deixa um cheiro agradável nos fios.

Limão: umas gotas de suco de limão diluídas em água e aplicadas no couro cabeludo ajudam a controlar a oleosidade e eliminar odores. É acessível, está em qualquer mercadinho e funciona bem para quem tem couro cabeludo muito oleoso. Atenção: evite exposição ao sol logo após o uso.

Melaleuca (óleo de tea tree): embora não seja nativa da região, é facilmente encontrada em lojas de cosméticos e farmácias em Belém. Adicione algumas gotas ao seu xampu habitual. Segundo especialistas, é um dos ingredientes mais eficazes contra fungos e bactérias no couro cabeludo.

Outra estratégia importante é encontrar a frequência ideal de lavagem para o seu tipo de cabelo. Em Belém, pelo calor e umidade do clima equatorial, lavar o cabelo com mais frequência costuma ser necessário, mas sem exageros que irritem o couro cabeludo.

Segundo especialistas, manter um diário alimentar também pode ajudar a identificar se algum alimento específico está influenciando o odor. Alimentos ricos em enxofre, como alho e cebola, por exemplo, podem impactar o cheiro corporal de forma geral.

Quando o tratamento caseiro não é suficiente

Se o odor persistir mesmo depois de ajustes na rotina, a orientação é procurar um dermatologista. Esse especialista vai identificar a causa exata do problema e indicar o tratamento mais adequado.

Dependendo da origem, o tratamento pode incluir xampus medicamentosos, antifúngicos tópicos ou orais, cremes específicos e, em casos de alterações hormonais ou hiperidrose, medicamentos para uso interno.

Não tem motivo para vergonha. Segundo especialistas, problemas relacionados ao couro cabeludo são extremamente comuns e fazem parte da rotina de qualquer consultório de dermatologia.

Cuidado com o que você coloca na cabeça

Um ponto que muita gente subestima é o papel do xampu seco. Ele virou queridinho das rotinas corridas, mas o uso frequente sem lavagem adequada é uma das principais causas de acúmulo e mau cheiro. Se você usa com frequência, vale rever esse hábito.

O mesmo vale para touca de dormir, capacete e acessórios que ficam em contato direto com o couro cabeludo por longos períodos. Higienizá-los regularmente também faz parte do cuidado.

O couro cabeludo é pele. Merece a mesma atenção que o restante do corpo.

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