
Manter a caderneta de vacinação em dia continua sendo uma das medidas mais importantes para proteger crianças e adolescentes contra doenças que já causaram grandes surtos no Brasil. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém iniciou a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada para menores de 15 anos que ainda não completaram o esquema vacinal previsto no Calendário Nacional de Vacinação.
A mobilização começou no dia 3 de agosto e segue até 1º de setembro. Durante esse período, todas as salas de vacinação da rede municipal, além de hospitais e instituições parceiras credenciadas, estarão preparadas para atender as famílias. O Dia D Nacional de Mobilização está marcado para 22 de agosto, quando a expectativa é ampliar ainda mais o número de atendimentos.
A campanha busca alcançar crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias que tenham alguma vacina em atraso. A recomendação é simples. Pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação e, caso exista qualquer dúvida, procurar a unidade de saúde mais próxima para que os profissionais façam a avaliação.
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Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a aplicação das vacinas será realizada de forma seletiva. Isso significa que cada criança receberá apenas os imunizantes necessários para atualizar sua situação vacinal, evitando doses desnecessárias e garantindo a proteção adequada para cada faixa etária.
Entre as vacinas disponíveis estão imunizantes contra hepatite A, hepatite B, poliomielite, rotavírus humano, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, rubéola, caxumba, varicela, febre amarela, meningites, HPV e Covid 19 pediátrica. Também fazem parte da campanha as vacinas BCG, pentavalente, pneumocócicas 10 e 20 valentes, tríplice viral e tetraviral.
A atualização da caderneta é considerada uma estratégia essencial para evitar o retorno de doenças imunopreveníveis que já foram controladas ou até eliminadas em diversas regiões do país. Quando a cobertura vacinal diminui, aumenta o risco de circulação de vírus e bactérias capazes de provocar surtos e colocar em risco principalmente crianças pequenas.
Doenças como sarampo e poliomielite são exemplos que frequentemente preocupam as autoridades de saúde. Embora tenham sido controladas graças às campanhas de vacinação realizadas ao longo de décadas, a redução na procura pelas vacinas pode favorecer novos casos, especialmente em comunidades onde muitas pessoas permanecem desprotegidas.
Além da proteção individual, a vacinação contribui para a chamada proteção coletiva. Quando a maior parte da população está imunizada, a circulação dos agentes causadores das doenças diminui significativamente, protegendo inclusive pessoas que não podem receber determinadas vacinas por orientação médica.
Outro ponto importante é que manter a vacinação atualizada reduz o número de internações, complicações graves e óbitos relacionados a doenças preveníveis. Muitas enfermidades que hoje parecem raras só deixaram de fazer parte da rotina das famílias justamente por causa das campanhas de imunização realizadas de forma contínua pelo Sistema Único de Saúde.
Para participar da campanha, basta comparecer a uma unidade de saúde levando a caderneta de vacinação da criança ou adolescente. Os profissionais conferem todas as doses registradas e identificam quais imunizantes ainda precisam ser aplicados conforme a idade e o calendário oficial.
Caso a caderneta tenha sido perdida, também vale procurar a unidade de saúde. Sempre que possível, os profissionais verificam o histórico disponível nos sistemas de registro e orientam sobre a melhor forma de regularizar a situação vacinal.
No Pará, onde muitas famílias vivem em áreas urbanas, ilhas e comunidades mais afastadas, campanhas como essa desempenham papel importante na ampliação do acesso às vacinas e no fortalecimento da prevenção. A mobilização também incentiva pais e responsáveis a retomarem o hábito de acompanhar regularmente o calendário de imunização dos filhos.
A mensagem da campanha reforça que a vacinação representa um gesto de cuidado, responsabilidade e amor. Uma aplicação rápida pode evitar doenças capazes de provocar sequelas permanentes, complicações graves e até colocar vidas em risco.
Até o dia 1º de setembro, a orientação é aproveitar a oportunidade para verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes. Uma simples conferência na caderneta pode revelar doses que ficaram para trás e que fazem toda a diferença na construção de uma infância mais saudável e protegida.
Crédito: Reprodução Internet
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