A Prefeitura de Belém, em parceria com a Itaipu Binacional e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), iniciou um projeto inovador para gestão de resíduos e geração de energia sustentável nas escolas municipais. Nesta terça-feira, 3, foi entregue o primeiro biodigestor à Fundação Escola Bosque, localizada na Ilha de Outeiro. Além do prefeito Edmilson Rodrigues, o evento contou com a presença de representantes da Itaipu Binacional, Fadesp e lideranças comunitárias.
O convênio prevê a instalação de 32 biodigestores em unidades escolares, promovendo o reaproveitamento de resíduos orgânicos para a produção de biogás, sendo três deles instalados na Escola Bosque.
Compromisso

Segundo o prefeito Edmilson Rodrigues, o projeto reforça o compromisso da cidade com práticas sustentáveis. “Estamos mostrando que o lixo orgânico pode ser transformado em energia, gerando economia para as escolas e promovendo educação ambiental. Essa tecnologia já é usada em várias escolas do Brasil e agora chega a Belém, consolidando uma verdadeira revolução verde”, afirmou.
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A Fadesp é responsável por licitar a instalação dos equipamentos e selecionar oficineiros que capacitarão servidores escolares para operá-los. O presidente da Fundação Escola Bosque, Laurimar Farias, destacou que a parceria reflete o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável e o envolvimento da comunidade escolar.
Cartilha da biodiversidade
O evento também marcou o lançamento da cartilha “Gigantes da Trilha”, assinada pela engenheira florestal Ema Castanheira e pelo pesquisador Wanderson Silva. O material, que cataloga 30 espécies de árvores encontradas na trilha principal da Fundação Escola Bosque, busca promover a educação ambiental entre estudantes e visitantes. O prefeito Edmilson Rodrigues escreveu o prefácio da publicação, reafirmando o valor da conservação ambiental para a cidade.
Sustentabilidade
A parceria com a Itaipu Binacional representa o primeiro investimento da instituição fora do Paraná e Mato Grosso do Sul, tornando Belém um exemplo no uso de biodigestores para fins pedagógicos. “O biodigestor vai além de ser um equipamento tecnológico. É uma ferramenta ecopedagógica, que transforma resíduos em gás e biofertilizante, ao mesmo tempo que educa sobre sustentabilidade”, destaca Rosani Borva, gestora do convênio pela Itaipu.
Ela ressalta a importância do projeto de instalação de biodigestores nas escolas municipais e pontuou que o impacto do projeto vai além da geração de energia limpa, pois promove a formação de consciências e contribui para a construção de uma cultura de sustentabilidade na escola.
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