Ashwagandha é proibida no Brasil? Anvisa alerta que o ‘suplemento do TikTok’ não tem registro

Ashwagandha é proibida no Brasil? Anvisa alerta que o ‘suplemento do TikTok’ não tem registro
Foto: Krzysztof Ziarnek, Kenraiz/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Planta de Withania somnifera, a ashwagandha.

A ashwagandha não tem registro no Brasil, e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso como suplemento são proibidos no país. O alerta foi publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 21 de outubro de 2026, depois da repercussão do caso de uma mulher britânica que teve falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após usar o produto. A erva asiática, que circula nas redes sociais como o “suplemento do TikTok”, é vendida com a promessa de relaxamento e de alívio dos sintomas da perimenopausa. Segundo a Anvisa, a substância não faz parte da lista de ingredientes autorizados para suplementos alimentares.

Neste artigo
  1. O que é a ashwagandha
  2. Por que a Anvisa proíbe
  3. O caso que motivou o alerta
  4. Suplemento pode fazer mal?
  5. Quem precisa de suplemento
  6. Como se proteger
  7. Perguntas frequentes

O que é a ashwagandha

A ashwagandha é o nome popular da Withania somnifera, uma planta usada na medicina tradicional da Índia. Nos últimos anos, cápsulas, pós e gomas com a erva passaram a ser vendidos pela internet e divulgados por influenciadores, com promessas de reduzir estresse, melhorar o sono e aliviar sintomas hormonais.

No Brasil, nenhum desses produtos pode ser vendido como suplemento alimentar, porque a Anvisa não autorizou o ingrediente.

Por que a Anvisa proíbe

Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 243/2018, da Anvisa, os suplementos alimentares devem ser feitos com ingredientes autorizados pela agência. Eles também podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, usados para dar sabor, cor ou aroma.

A ashwagandha não está nessa lista. Por isso, segundo a agência, o produto não tem qualidade, eficácia e segurança comprovadas no país, e qualquer item com a erva vendido como suplemento é irregular.

O caso que motivou o alerta

A Anvisa publicou o comunicado na seção de checagem de fatos do seu site, depois que ganhou repercussão o caso de uma mulher no Reino Unido que teve falência hepática, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais. Segundo a agência, o uso do suplemento é apontado como causa do quadro.

Suplemento pode fazer mal?

Pode. Segundo a Anvisa, a maior parte dos riscos ligados a suplementos vem de produtos irregulares, seja pela presença de substâncias que não foram avaliadas pelos órgãos reguladores, seja por falhas na fabricação. Mas os riscos não se restringem aos produtos clandestinos: itens legalizados também podem prejudicar a saúde quando usados fora das necessidades e das instruções de uso.

A agência lembra ainda que é proibido associar suplementos a promessas de cura, tratamento ou prevenção de doenças.

Quem precisa de suplemento

Segundo a Anvisa, suplementos são uma forma de complementar a alimentação e podem ser úteis para quem precisa melhorar o consumo de algum nutriente ou pratica atividade física intensa. Mas nem todo mundo precisa deles. A decisão deve ser avaliada com um profissional de saúde, que considera a condição de saúde, a alimentação e a atividade física. Cabe a esse profissional indicar o tipo, a quantidade e a forma de uso.

Como se proteger

  • desconfie de produtos que prometem curar, tratar ou prevenir doenças;
  • não compre suplemento só porque viu indicação em rede social;
  • confira se o produto é regular e se os ingredientes são permitidos;
  • siga as doses, advertências e restrições do rótulo;
  • procure orientação de médico ou nutricionista antes de começar a usar;
  • se passar mal depois de usar um suplemento, procure atendimento e leve a embalagem do produto.

Perguntas frequentes

A ashwagandha é proibida no Brasil?

Sim. Segundo a Anvisa, o suplemento não tem registro e sua fabricação, venda, distribuição e uso são proibidos no país.

Por que ela é proibida?

Porque a substância não faz parte da lista de ingredientes autorizados para suplementos alimentares, prevista na RDC 243/2018.

O que aconteceu com a britânica?

Segundo a Anvisa, ela teve falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após usar o suplemento.

Suplemento legalizado é sempre seguro?

Não. Mesmo produtos regulares podem fazer mal se usados fora das instruções ou sem necessidade.

Quem encontrar à venda produtos irregulares pode fazer denúncia aos canais de atendimento da Anvisa ou à vigilância sanitária do município.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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