Ministra destaca papel central das escolas na vacinação

Ministra destaca papel central das escolas na vacinação

 

Samuel Santos, 14 anos, aluno do 6º ano da rede pública de Brasília, passou 21 dias internado recentemente devido à dengue. O temor de contrair outra doença evitável foi um estímulo adicional para que ele participasse do Movimento Nacional pela Vacinação na Comunidade Escolar nesta quarta-feira (13). Ele recebeu a vacina contra o HPV e ressaltou a importância de manter o calendário vacinal em dia. “Acho muito importante. O recado é para todo mundo se vacinar”, afirmou.

Gabriel Mota, 11 anos, também estudante do 6º ano na rede pública do Distrito Federal, foi imunizado contra o HPV durante a ação promovida pelo Ministério da Saúde. “É bem importante vacinar contra o HPV para evitar doenças futuramente”, disse ele.

Ana Gabriela Feitosa, 13 anos, aluna do 7º ano na rede pública da capital federal, também recebeu a dose da vacina contra o HPV e fez um apelo aos colegas para que participem do movimento pela vacinação nas escolas. “Se vacinem, por favor. Vacina ajuda a não contrair gripe e muitas outras coisas. É muito importante”, ressaltou.

Para Pedro Pimentel, diretor do Centro de Ensino Fundamental da Asa Norte, em Brasília, onde a ação ocorreu, é essencial “reconstruir a confiança na escola, na ciência e, sobretudo, na vida”.

“A escola sempre foi um lugar central para a saúde e assim continuará”, concluiu a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O Movimento Nacional pela Vacinação na Comunidade Escolar, promovido pelos Ministérios da Saúde e da Educação, tem como objetivo atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos com imunizantes oferecidos na multivacinação infantil. Doses contra poliomielite, febre amarela, meningite, HPV e tríplice viral são alguns dos destaques para essa faixa etária.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2023, quase 4 mil municípios brasileiros adotaram a estratégia, resultando na aplicação de mais de 6,1 milhões de doses da vacina contra o HPV – o maior número desde 2018 e um aumento de 42% em relação a 2022.

O Programa Saúde na Escola, criado em 2007, tem como objetivo melhorar a saúde dos alunos, reduzir a evasão escolar e reforçar os compromissos estabelecidos pela saúde e pela educação no Brasil.

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