Este conteúdo integra a edição 286 da revista Pará+, publicada em janeiro de 2026, e reúne alguns dos acontecimentos mais marcantes da semana no Pará. Em meio a festas populares, entregas de obras estruturantes, iniciativas ambientais e novas descobertas científicas, Belém celebrou seus 410 anos vivendo um período de intensa efervescência social, cultural e urbana. A capital paraense tornou-se, mais uma vez, palco de encontros entre tradição e modernidade, memória e futuro, reafirmando seu papel como centro político, econômico e simbólico da Amazônia brasileira.

Ao longo deste especial, diferentes temas se conectam para ajudar a compreender o presente e projetar o futuro da região. Cultura, urbanismo, meio ambiente, ciência, alimentação, saúde e clima aparecem entrelaçados em um mesmo cenário, mostrando que os desafios contemporâneos exigem respostas integradas. Do bolo gigante no Ver-o-Peso às pesquisas sobre produção sustentável de proteína, cada notícia revela como o território amazônico segue oferecendo respostas locais para questões globais.
Com olhar atento e jornalismo comprometido, a Pará+ acompanha essas transformações valorizando pessoas, territórios e iniciativas que demonstram que desenvolvimento, preservação ambiental e inclusão social podem caminhar juntos quando a informação nasce conectada à realidade amazônica.
Belém 410 anos e a força simbólica do Ver-o-Peso
A comemoração dos 410 anos de Belém teve como cenário principal o Complexo do Ver-o-Peso, espaço que sintetiza a identidade da cidade. Mais do que um cartão-postal, o Ver-o-Peso é um organismo vivo, onde comércio popular, gastronomia, religiosidade, turismo e cultura se misturam diariamente. O tradicional parabéns reuniu uma multidão e foi marcado por um bolo de 15 metros, preparado com sabores regionais como cupuaçu, castanha-do-pará e cumaru, ingredientes que carregam história, memória e saberes tradicionais.
A escolha desses sabores não foi aleatória. Eles representam cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade amazônica e dialogam com debates contemporâneos sobre economia sustentável, valorização de produtos locais e fortalecimento da agricultura familiar. Instituições como a FAO defendem que a valorização de produtos regionais é fundamental para sistemas alimentares mais justos e resilientes.
Além da festa, o aniversário de Belém simbolizou um momento de balanço histórico. Fundada em 1616, a cidade atravessou ciclos econômicos, transformações urbanas e profundas mudanças sociais. Hoje, ao completar mais de quatro séculos, Belém se reinventa diante de desafios como crescimento urbano, desigualdade social, adaptação climática e preservação ambiental.
Mercado de Carne Francisco Bolonha e a revalorização do patrimônio
Um dos presentes mais simbólicos para a cidade foi a entrega do Mercado de Carne Francisco Bolonha totalmente reconstruído. O prédio histórico, remanescente da Belle Époque amazônica e do ciclo da borracha, passou por um processo de restauração que preservou sua arquitetura original e, ao mesmo tempo, modernizou suas instalações.
A requalificação do mercado representa mais do que uma obra física. Ela sinaliza uma política urbana que reconhece o patrimônio histórico como ativo econômico, cultural e social. Trabalhadores passaram a contar com melhores condições de higiene e infraestrutura, enquanto a cidade ganha um novo atrativo turístico e cultural.
Experiências semelhantes são defendidas por organismos internacionais como a ONU-Habitat, que destaca a importância da preservação do patrimônio para cidades mais inclusivas e sustentáveis.
Um selo comemorativo que traduz identidade
Para marcar simbolicamente essa nova fase até 2026, a Prefeitura lançou um selo comemorativo oficial dos 410 anos de Belém. A arte vencedora, criada por Felipe Gomes Pinto, combina ancestralidade cabocla, elementos da paisagem amazônica e um design contemporâneo, traduzindo visualmente a identidade belenense.
O selo cumpre um papel simbólico importante ao reforçar o sentimento de pertencimento e ao projetar a imagem da cidade para além de suas fronteiras. A cultura, nesse contexto, aparece como eixo estruturante do desenvolvimento, conceito amplamente defendido pela UNESCO.
Parque Olímpico Mangueirão e a cidade que se movimenta
Outro destaque da semana foi a entrega do Parque Olímpico Mangueirão, um complexo urbano com cerca de 121 mil metros quadrados dedicado ao esporte, lazer e qualidade de vida. O espaço oferece quadras poliesportivas, campos de areia, pista de skate, academia ao ar livre, áreas de caminhada e convivência.
Em um contexto de crescimento urbano acelerado, iniciativas como essa assumem papel estratégico na promoção da saúde pública e no fortalecimento do convívio social. A Organização Mundial da Saúde aponta que cidades que investem em espaços públicos ativos contribuem para a redução de doenças crônicas e melhoria do bem-estar coletivo.
A futura construção do primeiro ginásio paralímpico da Região Norte dentro do complexo reforça o compromisso com inclusão e acessibilidade, alinhando-se a diretrizes internacionais de direitos das pessoas com deficiência defendidas pela OMS.
Meio ambiente em destaque e ações de conservação
O giro de notícias ambientais mostrou que a conservação da biodiversidade segue como pauta central no Pará. A soltura de cerca de 3.500 filhotes de tartarugas-da-amazônia, tracajás e pitiús no Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal, no Rio Xingu, emocionou voluntários e moradores locais.
Considerado um dos maiores berçários de quelônios da América do Sul, o Embaubal é estratégico para a conservação de espécies ameaçadas. Projetos como esse são estudados e apoiados por organizações internacionais como a IUCN e o WWF.
Quintais produtivos e autonomia alimentar no Marajó
No arquipélago do Marajó, o projeto Quintais Produtivos segue transformando áreas residenciais em espaços de cultivo de hortaliças, frutas e plantas medicinais. A iniciativa fortalece a segurança alimentar, gera renda complementar e reduz a dependência de alimentos industrializados.
Além dos benefícios econômicos, o projeto promove educação ambiental e resgate de saberes tradicionais. A agricultura familiar, segundo a FAO, é responsável por grande parte dos alimentos consumidos no mundo e desempenha papel central na sustentabilidade dos sistemas alimentares.
Montanhas, serras e ecoturismo no Pará
O Dia Internacional das Montanhas trouxe visibilidade para áreas como a Serra dos Martírios e Andorinhas e o Parque Estadual de Monte Alegre. Esses territórios concentram cavernas, trilhas, sítios arqueológicos e pinturas rupestres milenares, ampliando o potencial do ecoturismo e do turismo de base comunitária.
O turismo de natureza é apontado pela Organização Mundial do Turismo como um dos segmentos que mais cresce globalmente, especialmente quando associado à conservação ambiental e ao protagonismo das comunidades locais.
Ciência, piscicultura e produção sustentável de proteína
A ciência aplicada ganhou destaque com estudos da Embrapa que demonstram os benefícios da piscicultura integrada. O cultivo conjunto de tambaqui e curimba aumenta a produtividade em até 25% e reduz impactos ambientais, uma vez que a curimba auxilia na limpeza do fundo dos viveiros.
Esse modelo reduz custos, melhora a qualidade da água e diminui a pressão sobre ecossistemas naturais. A aquicultura sustentável é defendida globalmente por instituições como o WorldFish como solução estratégica para a segurança alimentar.
A polêmica da proteína e o equilíbrio alimentar
Novas diretrizes internacionais reacenderam o debate sobre o consumo de proteína. Recomendações indicam ingestão entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal, especialmente para pessoas fisicamente ativas. No entanto, especialistas alertam que o consumo excessivo, aliado ao sedentarismo, pode trazer riscos à saúde.

Instituições como a Harvard T.H. Chan School of Public Health defendem dietas equilibradas, com diversidade de fontes proteicas e redução de ultraprocessados.
Clima, saúde global e novos desafios
Um alerta do Museu de História Natural de Londres aponta que o aquecimento global está alterando o mapa das doenças no mundo. O aumento das temperaturas favorece a expansão de vetores como mosquitos, ampliando o risco de zoonoses.
Esse cenário reforça a abordagem One Health, que integra saúde humana, animal e ambiental, defendida pela OMS e pelo CDC.
Um território em movimento
Ao completar 410 anos, Belém reafirma sua capacidade de se reinventar. O Pará se apresenta como um território em movimento, onde cultura, ciência, sustentabilidade e inclusão social se articulam para enfrentar desafios complexos.
Da festa no Ver-o-Peso às políticas ambientais, das obras urbanas à ciência aplicada, o que emerge é um retrato de um futuro possível, construído a partir do diálogo entre tradição e inovação.
A edição 286 da Pará+ registra esse momento histórico, oferecendo informação qualificada e contextualizada sobre uma região que segue no centro dos grandes debates globais.
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