Quem compra uma costela de adão esperando encontrar aquelas folhas grandes e cheias de recortes pode levar um susto ao perceber que a planta produz apenas folhas lisas. A boa notícia é que isso costuma ser completamente normal. Na maioria das vezes, a ausência dos famosos furos não indica doença nem falta de saúde, mas apenas uma fase natural do desenvolvimento da espécie.
Neste artigo
Com alguns cuidados simples e um pouco de paciência, a planta pode crescer com vigor e, ao atingir a maturidade, começar a formar as características fenestrações que a tornaram uma das plantas ornamentais mais populares do mundo.
As folhas jovens ainda não têm furos
A costela de adão, conhecida cientificamente como Monstera deliciosa, passa por diferentes fases de crescimento. Quando ainda é jovem, produz folhas menores, em formato de coração e completamente fechadas.
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Somente à medida que a planta amadurece é que as folhas passam a apresentar cortes e aberturas. Esse processo acontece de forma gradual. As primeiras fenestrações costumam ser discretas e aumentam conforme a planta ganha tamanho e força.
Por isso, quem acabou de adquirir uma muda não deve se preocupar se todas as folhas estiverem inteiras. É exatamente o comportamento esperado para exemplares jovens.
Outro detalhe importante é que as folhas que já nasceram lisas não irão criar furos posteriormente. Apenas as novas folhas poderão apresentar essa característica quando a planta atingir a maturidade.
A iluminação faz toda a diferença
Embora a idade seja um fator essencial, a iluminação também influencia bastante o desenvolvimento da costela de adão.
Ela prefere ambientes muito claros, mas protegidos da incidência direta do sol forte, especialmente nas horas mais quentes do dia. A luz indireta abundante favorece a produção de folhas maiores, mais resistentes e com maior tendência ao aparecimento das fenestrações.
Quando cultivada em locais muito escuros, a planta continua viva, mas seu crescimento fica mais lento. As folhas costumam nascer menores, com pecíolos mais alongados e sem os famosos recortes.
No clima quente e úmido do Pará, uma varanda iluminada, próxima a uma janela ou sob a sombra de árvores, costuma oferecer condições excelentes para o cultivo.
Diferença entre plantas jovens e adultas
É comum encontrar mudas de costela de adão à venda com folhas pequenas e sem furos. Muitas pessoas imaginam que compraram outra espécie, mas isso raramente acontece.
Uma planta jovem apresenta folhas menores, crescimento mais compacto e poucas raízes aéreas. Já uma planta adulta desenvolve folhas bastante largas, cortes profundos, diversas fenestrações e raízes aéreas mais numerosas, que ajudam na fixação e absorção de umidade.
Rega na medida certa
O ideal é verificar a umidade do substrato antes de cada rega. Basta colocar o dedo alguns centímetros na terra. Se estiver seca nessa profundidade, é hora de molhar.
Durante períodos mais quentes, as regas podem ser mais frequentes. Em épocas chuvosas ou de temperaturas mais amenas, o intervalo costuma aumentar.
Também é importante utilizar vasos com boa drenagem para evitar o acúmulo de água, que favorece o apodrecimento das raízes.
Adubação ajuda no crescimento
Uma planta bem nutrida desenvolve folhas maiores, mais verdes e com maior capacidade de produzir fenestrações quando atingir a fase adulta.
A adubação pode ser feita a cada 30 ou 45 dias durante os períodos de crescimento utilizando fertilizantes equilibrados ou adubos orgânicos, como húmus de minhoca e composto orgânico bem curtido.
Além dos nutrientes, um substrato rico em matéria orgânica favorece o desenvolvimento das raízes e melhora a retenção equilibrada de umidade.
O excesso de adubo, porém, pode prejudicar a planta. Por isso, sempre vale seguir as orientações do fabricante ou aplicar quantidades moderadas.
O ambiente ideal estimula folhas maiores
A costela de adão gosta de temperaturas elevadas, boa umidade do ar e circulação de ar moderada. Ambientes muito secos podem deixar as pontas das folhas ressecadas.
Outro cuidado importante é limpar regularmente a poeira acumulada nas folhas utilizando um pano macio e levemente umedecido. Isso melhora a capacidade de absorção de luz e contribui para uma aparência mais bonita.
Quando possível, oferecer um tutor para que a planta possa subir também estimula um crescimento mais próximo do observado na natureza, favorecendo folhas cada vez maiores.
Paciência é parte do cultivo
Ver uma costela de adão sem furos nas folhas não deve ser motivo de preocupação. Na grande maioria dos casos, trata-se apenas de uma planta jovem ou cultivada em condições que ainda não favorecem plenamente seu desenvolvimento.
Com iluminação adequada, regas equilibradas, adubação periódica e um ambiente confortável, a tendência é que as próximas folhas apareçam cada vez maiores. Conforme a planta amadurece, os famosos cortes e aberturas surgem naturalmente, transformando a costela de adão em um dos destaques da decoração e comprovando que, na jardinagem, respeitar o tempo de cada planta costuma ser o melhor caminho.

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