
O Banco Central retirou o teto fixo de R$ 500 por transação do Pix por aproximação a partir de 1º de outubro de 2026. Segundo a Agência Brasil, o valor máximo agora depende do limite de segurança de cada conta, que o cliente pode pedir ao banco para aumentar ou reduzir pelo aplicativo.
Neste artigo
O que mudou no Pix por aproximação
Até 30 de setembro de 2026, cada pagamento feito por aproximação não podia passar de R$ 500, segundo a Agência Brasil. O teto estava no artigo 16-A da Instrução Normativa BCB nº 512, de 30 de agosto de 2024, que trata dos limites de valor do Pix. De acordo com o texto da norma, a regra valia para o usuário pagador pessoa física e se somava aos limites gerais da conta: se o limite do cliente para o Pix fosse menor que R$ 500, valia o menor. O cliente também podia definir um limite máximo por dia.
A mudança foi formalizada pela Instrução Normativa BCB nº 746, de 16 de junho de 2026, assinada pelo Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central e publicada em junho. A norma altera a Instrução Normativa BCB nº 512 e revoga, entre outros dispositivos, o artigo 16-A, que fixava o teto de R$ 500, e o artigo 16-C, que estendia o mesmo limite às operações iniciadas por compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento sem redirecionamento, ligadas ao Open Finance. A vigência começou em 1º de outubro de 2026.
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Qual é o limite agora
Segundo a Agência Brasil, o fim do teto não significa que o cliente poderá pagar qualquer valor. O limite continua determinado pelas configurações de segurança e pelos valores de cada conta. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação, desde que o limite da conta permita.
A agência informa que o cliente poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução dos limites e que a instituição deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo. O procedimento varia conforme o banco, mas a lógica geral é a seguinte:
- acessar o aplicativo da instituição financeira;
- localizar as configurações do Pix;
- abrir a área de limites ou de gerenciamento do Pix por aproximação;
- pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
- seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.
Como funciona o pagamento por aproximação
O Pix por aproximação usa a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. Segundo a Agência Brasil, a modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.
Para ativar, o caminho descrito pela agência é este:
- abrir a carteira digital do celular;
- escolher a opção de vincular uma conta;
- aguardar o aplicativo do banco ser acionado;
- autorizar a vinculação do Pix por aproximação.
Na hora de pagar, os passos são:
- informar ao estabelecimento que o pagamento será feito via Pix;
- conferir os dados e o valor da cobrança;
- aproximar o celular da máquina;
- fazer a autenticação exigida;
- confirmar o pagamento.
Quando a modalidade começou, em 28 de fevereiro de 2025, a oferta passou a ser obrigatória apenas para celulares com sistema Android, conforme noticiou a Agência Brasil à época. Quem usa outro aparelho deve consultar o banco.
Cuidados de segurança com valores maiores
Com a possibilidade de pagamentos mais altos, a Agência Brasil recomenda atenção redobrada: em determinadas situações, o celular pode concluir a operação sem abrir o aplicativo bancário. Entre os cuidados listados:
- conferir o valor exibido na máquina e no celular;
- verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
- manter ativos o bloqueio de tela e os mecanismos de autenticação;
- não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
- acompanhar as notificações das transações;
- revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.
Quem identificar uma transação que não reconhece deve procurar imediatamente o atendimento do banco.
Uso ainda é pequeno, mas cresce
Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações em agosto de 2026, segundo a Agência Brasil. A modalidade por aproximação somou 2 milhões de operações no mês, o equivalente a 0,06% do total. Em janeiro de 2026, eram 1,06 milhão.
Perguntas frequentes
O limite de R$ 500 acabou para todos os clientes?
O teto específico de R$ 500 por transação deixou de existir em 1º de outubro de 2026. Isso não elimina limites: o valor máximo passa a seguir o limite da conta de cada cliente.
Posso manter um valor menor para pagar por aproximação?
Sim. Segundo a Agência Brasil, o cliente poderá pedir ao banco a redução dos limites, pela ferramenta que a instituição deve oferecer no aplicativo.
O Pix por aproximação funciona em qualquer celular?
A modalidade depende da tecnologia NFC e de um banco ou carteira digital compatível, conforme a Agência Brasil. Como a oferta começou apenas para Android, o ideal é confirmar com a instituição se o seu aparelho está habilitado.
Posso pagar por aproximação em qualquer estabelecimento?
O pagamento é feito na máquina de pagamento do estabelecimento, e o cliente deve avisar que fará um Pix antes de aproximar o celular. Vale perguntar no balcão se a máquina aceita a modalidade.
O que fazer a seguir
Abra o aplicativo do seu banco, consulte o limite atual do Pix por aproximação e ajuste o valor ao seu uso. Quem não pretende fazer pagamentos altos pode reduzir o limite; quem quer ampliá-lo deve pedir o aumento pelo aplicativo. Antes de cada pagamento, confira o valor na máquina e no celular.
Com informações do Banco Central e da Agência Brasil.
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