
Rizomas avançam sob a terra e formam novos brotos; veja como plantar e podar a hortelã no quintal paraense.
Neste artigo
Em um canteiro de quintal paraense, a hortelã pode começar como uma muda pequena e, depois de algumas chuvas, aparecer longe do ponto onde foi plantada. Um broto surge perto da borda, outro se mistura à chicória do Pará e, quando a terra é revolvida, vários pedaços verdes aparecem espalhados.
Esse avanço não acontece apenas porque a planta cresceu para os lados. A hortelã forma estruturas subterrâneas que percorrem o solo e dão origem a novas hastes. No calor e na umidade do Pará, onde a terra permanece úmida por mais tempo, esse processo encontra condições favoráveis para continuar.
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Por que a hortelã se espalha pelo canteiro
A hortelã cultivada pode emitir rizomas, que são caules modificados que crescem sob a superfície. Eles não são raízes comuns. Enquanto avançam, mantêm gemas capazes de formar novas folhas e caules quando encontram espaço, umidade e luz.
Por isso, arrancar somente as folhas ou cortar a parte que aparece acima do solo resolve apenas a aparência por alguns dias. O trecho subterrâneo continua no canteiro e pode brotar novamente. Cada fragmento deixado na terra também pode facilitar a retomada da planta, principalmente depois de uma capina ou de uma chuva forte.
Há ainda outro caminho de expansão: ramos que encostam no solo podem criar pontos de enraizamento. Em um quintal úmido, a hortelã encontra mais facilidade para ocupar áreas vizinhas do que encontraria em um solo seco. A planta não precisa ser retirada do quintal, mas precisa ter o espaço de crescimento delimitado.
Como conter a hortelã antes de ela ocupar tudo
A contenção mais segura é plantar a hortelã em recipiente ou em uma área separada por uma barreira vertical. O limite precisa impedir que os rizomas passem por baixo da borda, não apenas marcar a superfície do canteiro.
Para usar um vaso enterrado, escolha um recipiente firme, com paredes contínuas, e deixe a borda cerca de 3 a 5 centímetros acima do solo. Essa parte aparente evita que ramos rasteiros atravessem facilmente para a terra ao redor. O recipiente deve ter drenagem adequada, porque fechar completamente o fundo em um quintal chuvoso pode acumular água e enfraquecer as raízes.
O ponto de atenção são os furos de drenagem. Eles podem virar uma passagem para os rizomas. Por isso, o vaso enterrado precisa ser verificado com frequência, sobretudo nas laterais e na parte inferior. Se a hortelã for muito vigorosa, uma barreira vertical contínua ao redor do espaço de plantio costuma ser mais confiável.
Como fazer a barreira no solo
Escolha um trecho do canteiro e retire a terra formando uma faixa circular ou retangular. Instale uma placa própria para contenção de raízes ou outro material rígido e resistente à umidade, deixando aproximadamente 30 centímetros abaixo do nível do solo e alguns centímetros acima dele.
As emendas precisam ficar bem unidas. Uma abertura estreita já pode permitir a passagem de um rizoma. Depois de recolocar a terra, plante a muda no centro e mantenha uma faixa livre ao redor para enxergar novos brotos. No quintal paraense, vale observar também a água das chuvas, porque enxurradas podem carregar terra sobre a borda e criar uma ponte para a planta escapar.
Se preferir manter a hortelã em vaso acima do chão, coloque o recipiente sobre uma base firme e afastado do canteiro. Não deixe ramos pendentes tocarem a terra, pois eles podem enraizar e criar um novo ponto de crescimento.
Poda de contenção e retirada dos brotos
A poda deve retirar os ramos que avançaram para fora do espaço definido e também encurtar os que estão se deitando sobre o solo. Use uma tesoura limpa e corte rente à base do ramo, sem puxar com força a planta principal.
Faça uma inspeção semanal enquanto a hortelã estiver crescendo rapidamente. Quando um broto surgir fora da área, retire o trecho subterrâneo com uma pequena pá, acompanhando o caminho até encontrar a ligação com a planta. Recolha todos os pedaços retirados e não os deixe sobre o solo, dentro do composto ou perto de outro canteiro, porque um fragmento ainda úmido pode voltar a enraizar.
Uma poda muito baixa e repetida não substitui a barreira. Ela reduz a parte visível, mas não interrompe necessariamente o avanço dos rizomas. Da mesma forma, cobrir a hortelã com folhas secas ou palha não funciona como contenção: a cobertura protege o solo, mas não impede a passagem subterrânea.
O detalhe que evita a fuga no quintal
Ao fazer a manutenção, não observe apenas onde as folhas estão. Passe a mão na borda do canteiro e procure rachaduras, terra acumulada sobre a contenção e ramos deitados depois da chuva. É nesses pontos que a hortelã costuma encontrar uma saída.
No quintal paraense, separar a hortelã do restante da horta é uma forma simples de respeitar o ritmo da planta. Quando o espaço é delimitado desde o começo, a muda continua disponível para a cozinha sem transformar cada capina em uma busca por raízes escondidas. O melhor controle não é combater a hortelã depois que ela tomou o canteiro, mas decidir antes até onde ela poderá crescer.
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