
Nova governança da Jornada Indústria +Sustentável abre espaço para que empresas e instituições participem das prioridades do setor na Amazônia.
Neste artigo
Quem acompanha a agenda de sustentabilidade da indústria paraense passa a ter um desenho mais enxuto para saber onde cada tema será discutido. Na quinta-feira (15), em Belém, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) retomou os comitês da Jornada Indústria +Sustentável, a Jornada+, e apresentou a nova estrutura de governança: os dez eixos temáticos que antes orientavam a iniciativa foram reunidos em quatro esferas estratégicas, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU mantidos como referência.
A reunião ocorreu na sede da entidade e serviu também para ouvir os participantes sobre ações, prioridades e metas voltadas à sustentabilidade do setor industrial no estado.
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As quatro esferas que substituem a divisão anterior
A reorganização agrupa temas complementares para que as frentes de atuação conversem entre si, em vez de funcionarem de forma isolada. Os novos comitês são:
- Competitividade e Transição Sustentável;
- Amazônia, Bioeconomia e Cadeias Sustentáveis;
- Inovação, Tecnologia e Infraestrutura;
- Pessoas, Inclusão e Território.
Na prática, assuntos como bioeconomia e cadeias produtivas passam a ser tratados no mesmo ambiente, assim como inovação e infraestrutura. Segundo a FIEPA, a mudança melhora a organização das discussões e a conexão entre os desafios da indústria e as oportunidades de desenvolvimento sustentável na região amazônica.
O que a Jornada+ pretende fazer
A Jornada+ funciona como espaço de articulação entre o setor produtivo e os demais agentes do desenvolvimento regional. A iniciativa busca dar visibilidade a práticas já adotadas por indústrias e pelo Sistema FIEPA, estimular a troca de conhecimento e disseminar soluções que respondam às particularidades econômicas, sociais e ambientais da Amazônia.
Ao reunir representantes de áreas diferentes, os comitês aproximam conhecimento técnico, experiência empresarial e demandas dos territórios. A expectativa da federação é que isso ajude a identificar obstáculos, compartilhar experiências e construir soluções que conciliem competitividade, responsabilidade socioambiental e geração de valor local.
A visão da presidência da FIEPA
Para o presidente da FIEPA, Alex Dias Carvalho, manter essa agenda é fundamental para consolidar o compromisso do setor produtivo. Ele afirma que a indústria tem papel estratégico na aproximação entre empresas, comunidades, cadeias produtivas e poder público, ampliando a adoção de boas práticas.
“Não existe desenvolvimento econômico sustentável sem conservação ambiental, assim como não há sustentabilidade sem uma economia dinâmica, capaz de gerar oportunidades, renda e prosperidade para a região. Acreditamos que o futuro da Amazônia depende do equilíbrio entre essas dimensões, com diálogo, responsabilidade e inclusão social. É essa visão integrada que orienta a Jornada Indústria +Sustentável, para promovermos uma reflexão ampla sobre o futuro do Pará, reconhecendo que a atividade econômica, a proteção da biodiversidade e o desenvolvimento social precisam coexistir para garantir um desenvolvimento duradouro para o nosso território.”
Alex Dias Carvalho também destacou a necessidade de avançar em políticas e mecanismos de incentivo que ampliem o alcance das iniciativas sustentáveis. Para ele, esse apoio não se resume a recursos financeiros ou medidas assistenciais, e inclui condições regulatórias e institucionais que favoreçam resultados concretos nas comunidades e no entorno das unidades industriais.
Integração dos temas e convite a novos participantes
O coordenador técnico da Jornada+, Deryck Martins, afirmou que a reorganização reforça a atuação da iniciativa como espaço de mobilização do setor produtivo em torno de soluções que associem desenvolvimento econômico, inovação e conservação ambiental.
“Essa nova estrutura permite integrar melhor os temas estratégicos da sustentabilidade industrial e direcionar os esforços para desafios prioritários da Amazônia. A proposta é fazer com que os Comitês atuem de forma articulada, conectando conhecimento técnico, experiências das empresas e oportunidades de inovação para transformar desafios socioambientais em soluções concretas.”
A coordenadora da Jornada Indústria +Sustentável, Thayana Araújo, vê no momento uma oportunidade de fortalecer a governança e ampliar a participação de organizações comprometidas com a transformação do setor.
“A retomada dos Comitês e a nova estrutura da Jornada+ representam um passo importante para transformar o compromisso com a sustentabilidade em uma agenda cada vez mais integrada, colaborativa e conectada aos desafios reais da indústria e da Amazônia. Queremos aproximar experiências, competências e iniciativas que já produzem resultados, além de construir novas soluções em conjunto. Por isso, convidamos outras indústrias e instituições a se somarem à Jornada+, contribuindo com conhecimento, projetos e propostas que fortaleçam a competitividade industrial, a responsabilidade socioambiental e o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou Thayana.
O que isso significa para a indústria paraense
Segundo a FIEPA, a retomada dos comitês ocorreu em 15 de outubro de 2026, na sede da entidade, em Belém, com a apresentação da nova governança da Jornada+. Para empresas do estado, o desenho em quatro esferas indica onde levar propostas: competitividade e transição, bioeconomia e cadeias sustentáveis, inovação e infraestrutura, ou pessoas, inclusão e território.
O convite público feito pela coordenação abre caminho para que mais indústrias e instituições da Grande Belém e do interior participem da definição de prioridades e metas. Os próximos passos dependem das contribuições levantadas na reunião, que devem orientar o aprimoramento das ações dos comitês nas etapas seguintes da Jornada+.
Com informações de FIEPA.
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