A zamioculca é uma das plantas mais amadas pelos moradores de Belém. Bonita, imponente e resistente, ela sobrevive bravamente ao calor e à umidade do nosso Pará, mesmo com poucos cuidados. É a planta perfeita para decorar salas, escritórios e consultórios. No entanto, é justamente pela sua fama de “fácil” que muitas pessoas acabam cometendo erros fatais ao tentar cuidar dela com receitas caseiras que funcionam em outras plantas, mas são um verdadeiro veneno para a zamioculca.
A borra de café é, sem dúvida, o adubo caseiro mais popular do Brasil. Quem nunca ouviu que jogar o resto do cafezinho na planta faz ela crescer mais forte e verde? O que muita gente não sabe é que colocar borra de café diretamente no vaso da zamioculca é uma das formas mais rápidas de matar essa planta e atrair uma praga terrível: o fungus gnat.
O segredo da zamioculca: água em excesso é morte certa
Para entender por que a borra de café é tão perigosa, primeiro precisamos entender a natureza da zamioculca. Essa planta é originária de regiões secas da África e, por isso, desenvolveu um sistema de armazenamento de água muito eficiente nas suas raízes, que formam grandes batatas subterrâneas (os rizomas). Isso significa que ela odeia solo úmido e compactado. Na verdade, a zamioculca prefere muito mais passar sede do que ficar com os pés molhados.
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Quando você coloca a borra de café úmida sobre o solo da zamioculca, você está compactando o substrato, impedindo a oxigenação das raízes e criando uma barreira que retém a umidade por muito tempo. Em Belém, onde a umidade do ar já é altíssima, isso é a receita perfeita para o apodrecimento dos rizomas. Se o substrato não secar completamente entre as regas, as batatas da zamioculca vão apodrecer, as folhas vão amarelar e a planta vai morrer sem salvação.
A borra de café e o banquete para o fungus gnat
Além do risco de apodrecimento das raízes, a borra de café úmida é um verdadeiro banquete para as piores pragas domésticas. A matéria orgânica em decomposição e a umidade retida atraem fungos e, consequentemente, mosquitos e outros insetos. A pior dessas pragas é, sem dúvida, o fungus gnat, aqueles mosquitinhos pretos que parecem de fruta e que infestam a casa.
O grande perigo do fungus gnat não são os adultos, que apenas incomodam, mas as larvas. Elas são microscópicas e vivem no solo, alimentando-se de fungos e de matéria orgânica. Quando a borra de café compacta o solo e cria esse ambiente perfeito, as larvas do fungus gnat começam a se reproduzir em massa e, se faltar matéria orgânica, elas não hesitam em atacar as raízes finas e saudáveis da zamioculca, debilitando a planta e abrindo portas para doenças.
A borra de café ajuda, mas do jeito certo (na compostagem)
Isso não significa que você deve jogar toda a sua borra de café no lixo. Ela é sim um excelente adubo orgânico, rica em nitrogênio, potássio e fósforo, mas não deve ser usada diretamente no vaso de plantas que preferem solo seco, como a zamioculca. O uso direto da borra de café pode ser benéfico para plantas que amam solo ácido e úmido, como samambaias e antúrios, mas sempre em pequenas quantidades e misturada ao solo, nunca como uma camada compacta por cima.
Para a zamioculca, a única forma segura de aproveitar os nutrientes da borra de café é através da compostagem. Na composteira, a borra de café vai passar pelo processo de decomposição adequado, misturando-se a outros materiais secos e perdendo a umidade excessiva. O húmus de minhoca ou o composto orgânico resultante da compostagem são adubos seguros e eficientes para a sua zamioculca, sem o risco de compactação ou atração de pragas.
Como adubar a sua zamioculca com segurança e eficiência
Se você quer ver a sua zamioculca crescer forte e saudável, esqueça as receitas caseiras arriscadas e invista em adubos adequados para plantas de folhagem ou suculentas. Lembre-se que, para a zamioculca, menos é mais. Ela é uma planta de crescimento lento e não precisa de adubações frequentes.
Siga estas dicas para manter sua planta queridinha sempre verde
Use um substrato próprio para suculentas e cactos, que seja bem drenável e aerado.
Adube sua zamioculca apenas na primavera e no verão, uma vez a cada 2 ou 3 meses.
Utilize adubos químicos NPK 10-10-10 ou NPK específico para folhagens, diluído na água da rega conforme as instruções do fabricante.
Se preferir adubos orgânicos, use húmus de minhoca ou composto orgânico de boa procedência, misturando-o levemente ao substrato superficial.
Nunca adube no outono ou inverno, quando a planta entra em dormência e não consegue absorver os nutrientes.
O segredo do sucesso com a zamioculca é a negligência carinhosa: pouca água e pouca adubação são a chave para a longevidade.
Dica Extra do Pará+
Se o vaso da sua zamioculca já estiver compactado e com cheiro de mofo, a melhor solução é fazer o replante. Retire a planta do vaso, limpe as raízes de todo o substrato antigo, corte qualquer parte apodrecida dos rizomas e replante em um vaso com furos de drenagem e um novo substrato bem aerado. Para saber mais sobre como cuidar das suas plantas domésticas e garantir um ambiente mais verde e saudável em casa, você pode acessar as fontes oficiais da Organização Mundial da Saúde para conferir dados sobre a importância das plantas para a saúde mental e a qualidade do ar em ambientes fechados.
Proteja sua zamioculca e garanta que ela decore sua casa por muitos anos. Compartilhe este texto com seus amigos paraenses que amam plantas e ajude a salvar muitas zamioculcas das receitas caseiras erradas!
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