O antúrio vermelho é uma das plantas ornamentais mais populares nas casas brasileiras. Suas folhas brilhantes e flores duradouras chamam atenção pela beleza e pela facilidade de cultivo. No entanto, quando surgem manchas secas, bordas amarronzadas ou áreas queimadas nas folhas, muitos cultivadores acreditam que o problema seja falta de água. Na maioria dos casos, a causa real é outra: o excesso de sol.
Neste artigo
Embora seja uma planta tropical, o antúrio cresce naturalmente sob a proteção das copas das árvores, recebendo luz filtrada. Isso significa que a incidência direta dos raios solares, especialmente nas horas mais quentes do dia, pode provocar queimaduras que comprometem tanto a aparência quanto a saúde da planta.
O excesso de sol é o principal vilão
As folhas do antúrio não foram desenvolvidas para suportar várias horas de sol intenso. Quando expostas diretamente ao calor, principalmente entre o fim da manhã e o meio da tarde, elas podem apresentar manchas claras que evoluem para áreas secas e marrons.
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Essas queimaduras normalmente aparecem nas partes mais expostas da planta. Com o tempo, o tecido afetado perde a capacidade de realizar fotossíntese e acaba morrendo.
O ideal é manter o antúrio em um ambiente muito iluminado, mas protegido da luz solar direta. Varandas cobertas, áreas próximas a janelas com cortinas leves ou espaços sob árvores são locais excelentes para o cultivo.
A baixa umidade também prejudica
Quando o ar fica seco, as pontas das folhas começam a ressecar. Em muitos casos, elas ficam marrons antes mesmo de aparecerem manchas maiores.
Para evitar esse problema, vale adotar alguns cuidados simples:
- manter o vaso em local bem ventilado;
- borrifar água ao redor da planta nos dias mais secos, sem encharcar flores e folhas constantemente;
- utilizar um prato com pedras e água sob o vaso, sem que o fundo fique mergulhado;
- agrupar plantas próximas, aumentando naturalmente a umidade do ambiente.
Essas medidas ajudam a criar um microclima mais favorável para o antúrio.
Excesso de adubação pode queimar as folhas
O excesso de fertilizantes provoca acúmulo de sais no substrato. Isso dificulta a absorção de água pelas raízes e pode causar queimaduras nas bordas das folhas.
Além das manchas, é comum observar crescimento lento, folhas deformadas e até raízes danificadas.
O recomendado é seguir sempre a dosagem indicada pelo fabricante do adubo. Durante o período de crescimento e floração, uma adubação equilibrada costuma ser suficiente para manter a planta saudável.
Caso exista suspeita de excesso de fertilizante, uma boa alternativa é realizar uma irrigação abundante para ajudar a remover parte dos sais acumulados no substrato. Em situações mais graves, pode ser necessário trocar a terra.
Outros fatores que podem causar folhas queimadas
A falta de água por longos períodos faz com que as folhas percam umidade e desenvolvam áreas secas.
Já o excesso de regas favorece o apodrecimento das raízes, dificultando a absorção de nutrientes e refletindo em folhas amareladas e queimadas.
Mudanças bruscas de temperatura, ventos muito fortes, contato com produtos químicos e até água com excesso de cloro podem causar estresse na planta.
Por isso, é importante observar o conjunto de sintomas antes de tentar resolver o problema.
Como recuperar um antúrio com folhas queimadas
A primeira medida é retirar o vaso do sol direto imediatamente.
Depois, avalie o estado das folhas. As partes queimadas não voltam a ficar verdes, mas podem ser removidas quando estiverem muito comprometidas. Utilize uma tesoura limpa e faça cortes precisos para evitar infecções.
Também vale verificar a umidade do solo. O substrato deve permanecer levemente úmido, nunca completamente seco nem encharcado.
Se houver sinais de excesso de adubo, suspenda temporariamente a fertilização e faça uma irrigação cuidadosa para reduzir o acúmulo de sais.
Após corrigir as condições de cultivo, o antúrio costuma emitir novas folhas saudáveis nas semanas seguintes.
Os cuidados ideais para o clima do Pará
A alta umidade natural beneficia a planta, reduzindo o risco de ressecamento das folhas. Mesmo assim, durante dias muito quentes, é importante manter boa circulação de ar e evitar locais totalmente fechados.
A luminosidade abundante da região exige atenção especial. O melhor é posicionar o vaso em locais iluminados, mas protegidos do sol forte da tarde.
As regas devem acompanhar o ritmo do clima. Em períodos mais quentes, pode ser necessário regar com maior frequência, sempre verificando se a camada superficial do substrato começou a secar.
Outra dica importante é utilizar um substrato rico em matéria orgânica e com excelente drenagem. Misturas contendo casca de pinus, fibra de coco, carvão vegetal e matéria orgânica costumam oferecer boas condições para o desenvolvimento das raízes.
Com esses cuidados, o antúrio mantém folhas verdes, brilhantes e produz flores por muitos meses, valorizando jardins, varandas e ambientes internos. O cultivo doméstico dessa espécie não exige técnicas complicadas, apenas observação e respeito às necessidades naturais da planta. Quando recebe luz na medida certa, água equilibrada e um ambiente adequado, o antúrio responde com vigor e beleza durante praticamente todo o ano.

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